2015/09/08

Significado de Êxodo 12

Significado de Êxodo 12

Significado de Êxodo 12


Êxodo 12

12.1 — E falou o Senhor. Essa revelação de Yahweh ocorreu antes dos acontecimentos dos capítulos 10 e 11. Frequentemente, lemos as revelações divinas em Êxodo, mas é importante compreender que tais palavras transmitem um enorme sentido da graça condescendente de Deus. Que maravilha é o fato de Deus falar com um homem! Também é imperativo entender que Moisés e Arão não instituíram festas, tradições e rituais em Israel por conta própria, e sim de acordo com a revelação divina. Consequentemente, toda vez que se fala das leis mosaicas, deve-se ter a clara ideia de que estas são as Leis de Yahweh, reveladas por intermédio de Seu agente Moisés, um homem de Deus.

12.2 — Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Este primeiro mês no calendário sagrado hebraico, chamado de A bibe em Êxodo 13.4, também é conhecido como Nissan [hb. primeiros frutos] e corresponde aproximadamente aos meses de março/abril em nosso calendário [quando se inicia a primavera no hemisfério norte]. Assim como o nascimento de Jesus, para nós, cristãos, assinala a divisão das eras em duas [antes e depois de Cristo], para os hebreus, a Páscoa assinalou uma nova era a partir da saída deles do Egito. (Para os judeus, há dois calendários [um sagrado, e outro civil]. A bibe, ou nissan, é o primeiro mês do calendário sagrado, e o sétimo no calendário civil, e Tishrei ou Tishri [hb. início; iniciar] é o primeiro mês no calendário civil, e o sétimo no calendário sagrado; corresponde aos meses de setembro/ outubro em nosso calendário, quando começa o outono no hemisfério norte. Neste mês é comemorado o ano novo, Hosh Hashaná [cabeça do ano], logo seguido do Yom Kipur [Dia da Expiação].)

12.3 — De acordo com as instruções divinas, cada família israelita deveria separar um cordeiro no décimo dia do mês, mas esperar até o décimo quarto para sacrificá-lo (v. 6). Isso, talvez, para que pudesse haver tempo de resolver qualquer problema relacionado às condições do animal para o santo sacrifício. A palavra cordeiro pode fazer referência a um carneiro ou a um cabrito novo (v. 5). A festa da Páscoa envolveu toda a família de todos os israelitas.

12.4 — Qualquer família muito pequena para comer um cordeiro inteiro deveria juntar-se a outra. Ninguém deveria ser excluído da refeição sagrada.

12.5 — O sacrifício não era uma maneira de livrar-se dos animais indesejáveis. Apenas os melhores cordeiros, os perfeitos e sem mácula, eram adequados.

Um macho de um ano. Deus queria que o sacrifício de cordeiros da Páscoa tipificasse e anunciasse profeticamente a vindoura morte do Salvador, Jesus Cristo (1 Co 5.7) [o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29)]. Cordeiro, ou cabrito. Geralmente, o sacrifício era de um cordeiro, mas, neste episódio, foi permitida a utilização de cabritos novos também.

12.6,7 — Cada família tinha de separar um cordeiro ou um cabrito no décimo dia do mês, mas deveria esperar até o décimo quarto dia para sacrificá- lo (v. 13). O sangue do animal novo devia ser passado nas ombreiras e na verga das portas. Este era o sinal exigido por Deus para salvar os hebreus da morte física. E o sangue de Cristo é a provisão de Deus para a salvação da morte espiritual.

12.8 — Nos versículos 15 a 20 de Êxodo 12, as instruções acerca dos pães asmos, sem fermento, são ampliadas. Veja 1 Coríntios 5.8, para a explicação de Paulo sobre a verdade e a sinceridade simbolizadas pelos pães sem fermento. As ervas amargas lembravam as pessoas do dissabor da escravidão. O famoso rabino Gamaliel, o mestre de Saulo (At 22.3), que se tornou o apóstolo Paulo (At 13.9), é lembrado na leitura da Hagadá (hb. narração), na noite do Pessah (Páscoa), por suas palavras: “todos que comerem corretamente a refeição de Páscoa devem comer o cordeiro acompanhado do pão sem fermento e das ervas amargas”. [A Hagadá é um ritual litúrgico na Páscoa judaica, que inclui a leitura do texto sobre a libertação dos judeus da escravidão egípcia às gerações atuais/futuras, orações, cânticos e a leitura de provérbios judaicos que acompanham esta festividade]. O próprio Paulo mais tarde faria uma analogia do pão sem fermento com a pureza espiritual que deve ser mantida pelos cristãos à mesa do Senhor, na Ceia (1 Co 5.8).

12.9 — Assado ao fogo. A maneira de preparar a carne é enfatizada aqui, assim como o consumo total dela. Desta forma, nenhum dos ossos do animal seria quebrado na preparação (Nm 9.12).

12.10E nada dele deixareis. Esta não era uma refeição comum em que se podia deixar sobras. Era uma refeição de uma festa sagrada.

12.11 — Os israelitas deviam ficar prontos e em alerta para marchar [para fora do Egito] ao comando do Senhor. Comumente, eles não usavam sandálias (ou sapatos) em casa. O cajado ficava geralmente perto da porta, mas não nesta noite. Os hebreus tinham de estar com ele nas mãos, prontos para sair.

Esta é a Páscoa do Senhor. (Veja o comentário no versículo 13 sobre o significado de Páscoa). As instruções para esta noite não eram para o conforto dos israelitas. Eles deviam estar preparados para uma rápida e miraculosa libertação. Nos tempos de Jesus, os judeus consumiam vagarosamente a refeição, reclinados em almofadas, dispostas em torno de pequenas mesas de três pernas, a romana triclinium (Jo 13.23). A primeira refeição de Páscoa foi comida apressadamente, em pé, mas as refeições pascais posteriores puderam ser feitas com calma, pois a libertação do Egito já havia acontecido.

12.12 — Passarei (v. 23). Esse verbo hebraico [do qual deriva a palavra Páscoa] faz referência a um movimento linear, como o de cruzar um rio (Gn 31.21), cruzar uma fronteira (Nm 20.23), ou um território (Nm 21.17). Abraão usou esta palavra para descrever a sua jornada a Canaã (Gn 12.6). Este significado também está relacionado ao termo hebreu (Êx 1.15,16; 2.6), que indica aquele que veio do outro lado. Aqui a palavra Pessah [passagem] é usada nefastamente, aludindo à jornada na qual o Senhor destruiria os primogênitos em toda a terra do Egito. Isto já havia sido avisado desde o início (Êx 4.21-23); Moisés, pessoalmente, informou ao faraó (Êx 11.4-8). Passarei... ferirei... Eu sou o Senhor. Esta passagem enfatiza que o próprio Deus faria tudo isso, e não um anjo ou qualquer outro tipo de representante dele.

12.13 — O termo sinal pode indicar um lembrete, uma lembrança ou um símbolo, como significa aqui (Êx 3.12), ou um milagre que aponta o poder divino (Êx 7.3). A expressão traduzida como passarei por cima (hb. pessah; pacach), no versículo 12, indica o significado original da Páscoa (v. 11), que é justamente o de passagem, no sentido de poupar ou pular as casas dos hebreus (v. 23,27). O verbo original só é usado nestes três versículos e em Isaías 31.5. Este julgamento seria executado pessoalmente pelo Deus vivo.

Passarei... quando eu ferir a terra do Egito. Como no versículo 12, aqui o Senhor enfatiza que as ações seriam comandadas por Ele, e mais ninguém (leia v. 29).

12.14 — E este dia vos será por memória. Dali em diante, este dia seria um memorial [hb. zikrown]. Esta palavra é similar àquela usada para descrever Deus em Êxodo 3.15: este é meu nome eternamente, e assim serei lembrado [hb. zeker, memória, memorial] de geração em geração. E celebrá-lo-eis por festa ao Senhor. Alguns dos deveres religiosos são lúgubres e pedem jejum. A Páscoa, entretanto, é uma festa, uma celebração. Nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. O termo traduzido como perpétuo [hb. ‘owlam, ou ‘olam, longa duração, eternamente] aqui também foi usado para adjetivar o nome de Deus (Êx 3.15); literalmente, significa em memória eterna, no sentido do tempo que não se acaba (SI 90.2).

12.15,16 — Sete dias comereis pães asmos. A Páscoa estava relacionada diretamente ã festa dos pães sem fermento (v. 17; Êx 23.15; Lv 23.4-8). Qualquer que comer pão levedado [...] aquela alma será cortada de Israel. O termo cortado [hb. karath, cortar fora, arrancar, eliminar] significa que tal pessoa seria eliminada [morta ou banida] do povo de Deus (Gn 17.14).

E, ao primeiro dia, haverá santa convocação. O termo convocação aqui quer dizer conclamar para reunião. Nos dias da convocação sagrada, o único trabalho permitido seria a preparação dos alimentos.

12.17-24— Nos versículos 17 a 20, informações contidas nos versículos 15 e 16 são repetidas, outras adicionadas. O mesmo ocorre nos versículos 21 a 24, que repetem as principais ideias sobre a Páscoa (dos v. 1-14), acrescentando-lhes ensinamentos.

12.25-28 — Para garantir que essa festa não seria esquecida, nestes versículos são incluídas instruções sobre como uma geração deveria transmitir os ensinamentos à próxima.

Quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto (v. 25). A esperança de entrar na Terra Prometida era uma parte essencial da história da libertação.

Quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso? (v. 26) Essas palavras constam numa importante passagem da Hagadá da Páscoa. Aqui, questionamentos sobre a origem da festa são sugeridos às crianças, mas as respostas também já foram preparadas para que sejam transmitidas a estas. Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas... A linguagem neste trecho é compatível com a dos versículos 12 e 13.0 Senhor pessoalmente poupou (passou sobre) as casas dos israelitas, e também Ele próprio feriu as casas dos egípcios (v. 29). ...Então, o povo inclinou-se e adorou. Esta é a segunda vez que tais palavras são usadas a respeito dos israelitas em Êxodo.

E foram os filhos de Israel e fizeram... Os israelitas não só adoraram a Deus, mas também acreditaram em Suas palavras e obedeceram-lhe.

12.29 — Moisés, no início de sua missão, foi informado acerca da morte dos primogênitos egípcios (Êx 4.22,23). Depois disso, ele anunciou este fato diretamente a faraó (Êx 11.4-8). Deus considerava a nação de Israel como o Seu primogênito. Contra o ataque a Seu povo, o Senhor destruiu o primeiro filho de faraó (v. 12,13,23,27).

Desde o primogênito de Faraó [...] até ao primogênito do cativo. Todos os primogênitos egípcios, de todas as classes sociais, seriam mortos. E todos os primogênitos dos animais. Além da destruição de todos os filhos mais velhos dos egípcios [que atingiria em cheio o coração dos egípcios], a morte das primeiras crias dos rebanhos os atingiria economicamente. Estas mortes também eram um ataque aos seus ídolos adorados como deuses (v. 12).

12.30 — A frase havia grande clamor no Egito revela o alto preço que o povo egípcio pagou por ter escravizado os israelitas. Nenhuma casa egípcia escapou do massacre dos primogênitos, porque não havia casa em que não houvesse um morto.

12.31Chamou [o Faraó] a Moisés e a Arão: Levantai-vos, saí do meio do meu povo. Com base nas palavras de Moisés em Êxodo 10.29, é provável que esta mensagem tenha sido transmitida por um mensageiro do faraó, que estava de luto e entristecido pela morte de seu primogênito.

12.32 — Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas. Por fim, faraó se rendeu (Êx 10.9,26). Suas palavras, acompanhadas da expressão abençoai-me também a mim, demonstram o quebrantamento do seu coração. A morte de todos os primogênitos deve ter estilhaçado o coração dos egípcios.

12.33 — Os egípcios apertavam ao povo [hebreu] para que se apressasse em sair, porque talvez temessem morrer caso os israelitas não fossem embora logo. Um escrito posterior celebra a miraculosa libertação da escravidão: O Egito alegrou-se quando eles saíram, porque o seu temor caíra sobre eles (SI 105.38).

12.34 — E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse. Isto explica [em parte] o porquê do pão não fermentado nos versículos 15 a 20. Os israelitas, ao saírem apressados, não tiveram tempo suficiente de deixar o pão fermentar. Desde esse dia, então, o pão sem fermento os lembraria do dia em que tiveram de sair apressadamente do Egito.

12.35 — Pediram aos egípcios. Este era o plano de Deus desde o início (Êx 3.21,22; 11.2,3). Os escravos agora estavam sendo pagos por anos de trabalho opressor. Faraó não era mais respeitado por seu povo. Aqueles que sofreram as dez pragas respeitavam então a nação de Deus, que humilhou o seu rei.

12.36 — E o Senhor deu graça ao povo em os olhos dos egípcios, e estes emprestavam-lhes, e eles despojavam os egípcios. Escravos libertos não saíam da casa de seu antigo senhor levando as riquezas da família consigo. Entretanto, isso foi o que aconteceu com Israel ao deixar o Egito, por causa da graça e providência divinas.

12.37 — Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Suco te... A expressão os filhos de Israel faz referência aos herdeiros da promessa de Deus a Abraão, Isaque e Jacó. O Senhor deu o nome Israel a Jacó (Gn 32.22-32). A referência a Ramessés provavelmente está relacionada à cidade- celeiro, mencionada em Êxodo 1.11, talvez Tell el-Daba, na região Delta Leste. Sucote é possivelmente Tell el-Maskhuta, um pouco mais ao leste.

Coisa de seiscentos mil de pé, somente de varões, sem contar os meninos. O número seiscentos mil faz alusão aos homens, sem contar as mulheres e crianças, que, se fossem somadas, chegariam a cerca de três milhões de pessoas. A conta real não se dá até Números 1. Assim, esse número não pode ser considerado um testemunho independente da quantidade de homens em idade de combate em Israel no tempo do êxodo do Egito, visto que é derivado de um censo posterior (Nm 1.46).

12.38 — A mistura de gente (incluía os egípcios e provavelmente outros grupos étnicos) que seguiu com os hebreus tinha seus próprios motivos para ir embora do Egito. Algumas dessas pessoas causariam problemas mais tarde, porque as coisas não seriam tranquilas, da maneira que esperavam (Nm 11.4). Passado algum tempo, a mudança desta vasta população foi complicada por seus grandes rebanhos, pois estes precisavam dar leite, carne e couro, bem como servir de sacrifício para o Senhor.

12.39 — Cozeram bolos asmos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado. Os hebreus prepararam bolos asmos (pães sem fermento) em obediência à ordem de Deus (v. 1-20). Porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida. O simbolismo nesta expressão tem a ver com a pressa de sua saída, e não (como alguns supõem) com o fato de que havia algo maligno no fermento. Se o fermento fosse impróprio, Israel teria sido proibido de comer pão fermentado a qualquer hora. [No Novo Testamento, o fermento passou a ser usado como um símbolo do pecado; mais precisamente do orgulho, que faz com que o homem se torne arrogante, com um ego inflado, à semelhança da massa levedada.]

12.40,41 — Quatrocentos e trinta anos. Se o êxodo começou por volta de 1446 a.C., a chegada de Jacó ao Egito deve ter se dado por volta de 1876 a.C.

12.42 — A saída de Israel do Egito deveria ser guardada em vigília (nvi), A Páscoa tem sido meticulosamente passada em vigília pelos judeus desde esta época. De forma geral, os cristãos também comemoram a Páscoa quando celebram a Ceia do Senhor, um memorial ordenado por Ele durante a última Páscoa que celebrou com Seus discípulos, dando a ela um novo significado. Ao relembrarem os atos salvíficos de Jesus pela celebração da Santa Ceia, os cristãos também podem agradecer a Deus pela libertação dos israelitas no tempo do êxodo, que possibilitou a revelação de Deus à humanidade pela antiga e pela nova aliança.

12.43-51 — As regras acerca da celebração da Páscoa poderiam ter sido mencionadas em outra hora, mas estão inclusas aqui por causa da descrição da primeira Páscoa, narrada no início do capítulo.

12.43Nenhum filho de estrangeiro. A festa da Páscoa foi designada para aqueles que tinham fé no Deus vivo [e experimentaram a libertação pelas mãos dele]. Convidar outros para participar da refeição sagrada poderia fazer com que o povo perdesse aos poucos a compreensão da natureza espiritual desse memorial. Logo, esta exclusão não tinha por objetivo manter os estrangeiros longe do Senhor (leia os próximos versículos).

12.44,45 — Um servo que tivesse fé em Deus e fosse circuncidado poderia participar da festa sagrada (Gn 17.12). Contudo, as pessoas que não compartilhavam a mesma crença de Israel eram excluídas (v. 45). [Afinal, elas não participariam das mesmas experiências espirituais.]

12.46 — Numa casa. A primeira Páscoa foi celebrada em casas separadas (v. 1-13), e cada uma delas estava marcada pelo sangue do cordeiro pascal. Não levarás daquela carne [...] nem dela quebrareis osso. O fato de os hebreus não fragmentarem os ossos do animal sacrificado apontava para a morte de Jesus, pois [de acordo com a Lei e as profecias] nenhum dos ossos do Salvador seria quebrado, mesmo Ele sofrendo uma morte terrível na cruz (SI 34.20; Jo 19.33,36).

12.47 — Toda a congregação de Israel. Isto limitou o ingresso de estranhos e fixou a participação de todos aqueles que faziam parte da comunidade.

12.48 — Porém, se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a Páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo macho, e, então, chegará a celebrá-la. O termo estrangeiro (hb. ger) citado neste versículo é diferente do estrangeiro que aparece no versículo 43 (hb. nekar). Ambos falam de forasteiros, mas a expressão do versículo 43 algumas vezes recebe uma conotação negativa (por exemplo, esta palavra em hebraico é usada para definir deuses estranhos, em Gn 35.2,3; Js 24.20,23). Não seria realmente uma coisa fácil para um peregrino participar de uma refeição de Páscoa, levando-se em consideração que ele teria de ser circuncidado! Este rito demandava muita fé no Senhor e a determinação de dividir as responsabilidades e as promessas de Israel.

E será como o natural da terra. Estas palavras antecipam a fixação de Israel em Canaã. Mas elas também antecipam a ideia do renascimento. Na avaliação de Deus, uma pessoa de nascimento estrangeiro que compartilha a fé em Israel se torna tão israelita quanto um nativo (hb. 'ezrah) — veja Levítico 17.15; 18.26; 19.34; 24-16,22. Isto é, o crente que nasceu estrangeiro se torna um nascido em Sião. (O Salmo 87 desenvolve mais profundamente este tema). Aqui está uma base bíblica para os ensinamentos do Novo Testamento a respeito da filiação divina por adoção, mediante a fé em Cristo, que permite ao cristão entrar em aliança com o Senhor, receber o Espírito Santo e ser gerado de novo, para uma nova vida de comunhão com seu Criador e obediência às Suas leis (Jo 3.3-21).

12.49,50 — Uma mesma lei corresponde ao termo hebraico tôrâ, que basicamente significa ensinamentos, instruções, mandamentos e estatutos.

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