2015/09/21

Significado de Lucas 15

Significado de Lucas 15

Significado de Lucas 15


Lucas 15

15.1 — Os publicanos e pecadores. As três parábolas do capítulo 15 explicam por que Jesus se reunia com os grupos de pessoas rejeitadas enquanto os fariseus e os escribas não faziam o mesmo. As parábolas deste capítulo são encontradas apenas em Lucas.

15.2 — Come com eles. No mundo antigo, compartilhar uma refeição indicava aceitação daqueles que estavam reunidos à mesa. Por causa disso, os líderes religiosos judeus reclamavam dos companheiros de Jesus em Suas refeições (Lc 5.30-32; 19.10; Mc 2.15).

15.3,4 — Cem ovelhas. Esta quantidade representava um rebanho de porte médio. A média de animais em um rebanho desse porte variava de 20 a 200, enquanto um rebanho considerado grande possuía 300 animais ou mais.

15.5,6 — Reunir os amigos e vizinhos para se alegrarem por causa do animal encontrado era uma atitude bastante natural, visto que uma ovelha era um bem valioso no mundo antigo.

15.7 — Que assim. Jesus comparou a alegria do encontro da ovelha perdida com o júbilo do céu por causa do arrependimento de um pecador. A conclusão implícita indica que a esperança de tal conversão era a razão pela qual Jesus se reunia com os rejeitados da sociedade. Justos que não necessitam de arrependimento é uma forma retórica de descrever os escribas e os fariseus. Uma retratação similar é encontrada em Lucas 5.31, onde se afirma que alguns não necessitam de médico. Os escribas e os fariseus acreditavam que não precisavam arrepender-se porque não se consideravam perdidos.

15.8 — Dez dracmas. Uma dracma era uma moeda de prata equivalente à diária de um trabalhador braçal. A mulher precisou de uma candeia porque possivelmente morava em uma casa sem janelas. A vassoura que utilizou para varrer era feita provavelmente de folhas de palmeira. Nessa segunda parábola do capítulo 15, maiores detalhes são dados acerca do esforço para encontrar o que fora perdido do que na primeira história, descrita nos versículos 4 a 7.

15.9 — Já achei. Esta afirmativa se assemelha à em Lucas 15.6.

15.10 — Assim. A comparação com os pecadores é feita novamente, como no versículo 7. Aqui, todavia, os anjos são citados como os representantes do céu.

15.11 — Um certo homem. A parábola de Lucas 15.11-32 diz respeito realmente ao pai, que ilustra a compaixão de Deus, e sua à atitude em relação aos filhos.

15.12 — A parte da fazenda que me pertence. Considerando os costumes do mundo antigo, podemos chegar à conclusão de que esse filho era bastante jovem e solteiro. Sendo o mais novo, ele provavelmente recebeu metade do que o primogênito receberia (Dt 21.17), ou seja, um terço das posses de seu pai. Os antigos judeus advertiam os chefes de família para que não dividissem o espólio prematuramente. Nesse trecho, entretanto, nós observamos o pai atendendo ao pedido do filho, o que ilustra a permissão que Deus dá a cada pessoa de seguir seu próprio caminho.

15.13 — Desperdiçou a sua fazenda. O verbo aqui significa dispersar ou espalhar algo. O termo traduzido como dissolutamente indica uma vida corrompida e libertina (Pv 28.7).

15.14 — Fome [...] começou a padecer necessidades. As dificuldades do filho pródigo tornaram-se piores por causa de circunstâncias que estavam além de seu controle.

15.15 — Apascentar porcos era um trabalho insultante para um judeu, visto que os porcos eram animais impuros de acordo com a Lei de Moisés.

15.16 — As bolotas que os porcos comiam. Os porcos, animais impuros, alimentavam-se melhor do que o filho daquele homem. Isso mostra a terrível situação em que ele se encontrava. Essas bolotas, ou vagens de alfarrobeira, eram consumidas apenas pelas pessoas mais pobres.

15.17 — E, caindo em si. Isto quer dizer percebeu o que estava se passando. Ele concluiu que até mesmo os empregados de seu pai estavam em uma situação melhor do que a que ele vivia.

15.18,19 — Pequei. As palavras do jovem representam a confissão de um pecador. O filho já não esperava mais nada daquela vida e, então, fiou-se completamente na misericórdia de seu pai. É o pecador que se arrepende.

15.20 — A descrição da compaixão de seu pai, correndo para o filho e beijando-o, ilustra a aceitação imediata de um pecador que se volta para Deus.

15.21 — Já não sou digno de ser chamado teu filho. Apesar de estar consciente de que fora aceito por seu pai, o filho continuou sua confissão de pecado. Então, pediu ao pai que pudesse ser um de seus trabalhadores. De maneira bastante parecida, o pecador percebe que não acrescenta nada a Deus e não merece nada dele, mas precisa apenas confiar inteiramente em Sua misericórdia.

15.22 — O pai aceitou a confissão do filho, mas recusou seu pedido de torná-lo um servo. Em vez disso, o filho arrependido retornou ao seio da família e foi considerado novamente um membro dela. A melhor roupa foi ofertada pelo pai, e o anel provavelmente possuía o selo familiar. Tudo isso significava a aceitação da volta do filho ao clã. A confissão de pecado do jovem ocasionou a completa restauração.

15.23 — Bezerro cevado. O pai deseja celebrar o acontecimento com um grande banquete. Normalmente, reservava-se o novilho gordo para os sacrifícios dos dias de celebração, pois o animal era engordado justamente para isso. Uma comemoração como a descrita aqui era muito rara na antiga palestina. Essa festividade assemelha-se às descritas em Lucas 15.6,9.

15.24 — Morto... reviveu... perdido... achado. A mudança completa do filho pródigo é resumida com a utilização de contrastes. Uma transformação como essa era digna de celebração. Esse também é o motivo pelo qual Jesus escolheu reunir-se com os perdidos.

15.25-27 — Ouviu a música e as danças. A celebração aconteceu logo após o retorno do jovem perdido, por isso o outro filho, voltando do campo ao fim de um dia de trabalho, só escuta o barulho da festa à medida que se aproxima da casa.

15.28 — A indignação do irmão mais velho, ao ver que o novilho gordo (v. 27) fora abatido para celebrar o retorno do irmão rebelde, ilustra a resposta dos fariseus e dos escribas quando perceberam que os pecadores estavam sendo aceitos por Deus.

15.29 — Sem nunca transgredir [...] e nunca me deste. Observe o contraste entre a atitude do filho mais velho nesse trecho e a do mais novo nos versículos 19 e 21. O primogênito proclamou sua honradez e argumentou que a justiça não estava sendo feita.

15.30 — Meretrizes. Não há registro anterior que confirme a acusação do mais velho. Entretanto, o que está nas entrelinhas é: “Pai, você está honrando a imoralidade e não a fidelidade”.

15.31 — Todas as minhas coisas são tuas. O pai respondeu ao descontente filho mais velho explicando que quando alguém recebe uma bênção não quer dizer que não haja bênção para os outros. O pai também disse que o primogênito sempre teve a oportunidade de festejar compartilhando o novilho gordo, visto que os animais eram seus.

15.32 — Mas era justo. O pai alega que a justiça estava sendo feita e o júbilo tinha de ser celebrado, usando o mesmo contraste (morto/reviveu, perdido/achado) que aparece no versículo 24. Não há registro da maneira como o mais velho respondeu. A conclusão da parábola se dá de forma a provocar uma reflexão. Aquele que a lê tem a opção de decidir se fica alegre com o retorno do pecador, como fez o pai, ou se fica indignado, como fez o primogênito.


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