2015/09/21

Significado de Lucas 18

Significado de Lucas 18

Significado de Lucas 18


Lucas 18

18.1 — O dever de orar sempre e nunca desfalecer. Lucas deixa claro o motivo pelo qual Jesus conta essa parábola.

18.2 — Os romanos permitiam que os judeus gerenciassem grande parte de seus negócios. Esse juiz não temia a Deus. Por essa razão, era provavelmente um juiz secular, e não religioso. O magistrado desonesto representava o poder corrompido.

18.3 — A mulher na parábola é uma viúva, dependente do auxílio da sociedade. Lucas frequentemente observa, em especial, a condição das viúvas (Lc 2.37; 4.25,26; 7.12; 20.47; 21.2,3; At 6.1-7; 9.39,41).

Faze-me justiça. Talvez a mulher estivesse apelando para que se resolvesse algum problema financeiro.

18.4,5 — A insistência da viúva é a lição da parábola. Deus é um exemplo inverso desse juiz. Ele não responde a um pedido de má vontade. A mensagem de Jesus é clara: se até mesmo um juiz insensível atende às frequentes solicitações de alguém, Deus certamente responderá às contínuas orações dos cristãos.

18.6,7 — E Deus não fará justiça aos seus escolhidos. Deus responderá à injustiça e à perseguição religiosa que oprimem o Seu povo. No final, Ele se vingará.

18.8 — Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Jesus pergunta aqui se, no Seu retorno, os que creem ainda estarão buscando por Ele. A perseguição pode fazer com que um fiel perca seu entusiasmo. Ao indagar tal coisa, Jesus estava aconselhando os cristãos a não desanimarem (Lc 18.1).

18 .9 — Uns que confiavam em si mesmos. Jesus sempre desafia o orgulho religioso e aqueles que honram a si mesmos, ao mesmo tempo em que aprova a humildade (Lc 5.29-32; 7.36-50; 14.1-14).

18.10-12 — Ó Deus, graças te dou. O tom da oração revela o problema do fariseu. Ele usa a primeira pessoa do singular cinco vezes nesses dois versículos. A atitude desse homem dá a impressão de que Deus deve sentir-se grato por causa de seu comprometimento. O fariseu provavelmente menosprezava as outras pessoas e sentia-se orgulhoso por causa do jejum e do dízimo que dava.

18.13 — Aqui encontramos um exemplo do humilde espírito de arrependimento, o qual Jesus aprova. O publicano sabia que não podia influenciar ou dizer algo que melhorasse a sua reputação diante de Deus. O homem tinha consciência de que apenas a misericórdia e a graça de Deus, e não as obras realizadas por ele, poderiam libertá-lo.

18.14 — Jesus identificou a diferença entre o fariseu e o publicano: um era orgulhoso e o outro humilde. É o mesmo contraste entre aqueles que se exaltam e os que se submetem. Deus exalta quem se humilha e rebaixa quem se exalta (Lc 1.52; 14.11).

18.15 — Repreendiam-nos. Os discípulos supunham que Jesus era muito importante e ocupado para atender as crianças. Os pais delas provavelmente desejavam que Jesus as tocasse, a fim de abençoá-las.

18.16,17 — Jesus usou a repreensão dos discípulos para transmitir duas mensagens: (1) todas as pessoas, até mesmo as crianças, são importantes para Deus. (2) O Reino de Deus é formado por aqueles que respondem a Deus com a mesma confiança que os pequenos demonstram ter em seus pais.

18.18-21 — Todas essas coisas tenho observado. Agindo da mesma forma que o fariseu nos versículos 11 e 12, o príncipe tinha certeza de que vivia honradamente.

18.22 — Vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres. Esta prova testava radicalmente o interesse do homem importante pelo seu próximo (Lc 12.33,34). Jesus determinou, nesse trecho, se o tesouro do jovem rico (Mt 6.19-21) estava fundamentado em Deus ou no dinheiro (Lc 16.13). Cristo, por meio dessa ação, não estabeleceu uma nova exigência para a salvação. Ele estava checando se o jovem se orientava por Deus, confrontando-o com aquilo que obstruía seu caminho, isto é, sua riqueza. Zaqueu, ao contrário do jovem nessa passagem, foi um homem rico que respondeu bem a Jesus (Lc 19.8-10).

18.23 — Ficou muito triste, porque era muito rico. Encontramos aqui o lamentável comentário sobre a forma como o jovem rico respondeu. Sua riqueza não o deixava sequer considerar a admoestação de Jesus.

18.24 — Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Jesus sabe que a riqueza pode dar origem ao orgulho e ao sentimento de domínio. Uma pessoa abastada, muitas vezes, pensa que não precisa de Deus, que está no controle de sua vida ou a controla por intermédio de suas posses. Isto indica subserviência à criação, e não ao Criador. Por este motivo, Jesus diz que é difícil dar prioridade a Deus e ao Seu Reino quando se confia nos bens materiais. Tudo isso é ainda mais trágico quando se pensa que o Reino de Deus dura para sempre, e as riquezas deste mundo passam rápido (2 Pe 3.10-12).

18.25 — E mais fácil. Trata-se de uma hipérbole. E impossível que um camelo passe pelo fundo de uma agulha. Entretanto, até mesmo isso é mais fácil de acontecer do que um rico entrar no Reino de Deus. Tal afirmação deve ter chocado Seus ouvintes judeus, que acreditavam que riqueza significava a presença da bênção de Deus.

18.26,27 — Logo, quem pode salvar-se? Jesus respondeu a esta pergunta explicando que a mudança no coração que uma pessoa deve experimentar, a fim de conhecer a Deus, é possível por meio dele. Qualquer um que entra no Reino dos céus só o faz por causa da maravilhosa graça de Deus (Jo 3.3).

18.28 — Eis que nós deixamos tudo e te seguimos. Pedro queria que o sacrifício dos discípulos fosse assegurado, quando comparado ao do príncipe.

18.29 — Pelo reino de Deus. Jesus garantiu que o sacrifício que os discípulos fizeram, deixando tudo para segui-lo, seria eternamente recompensado em Seu Reino. O sábio e humilde serviço que os discípulos prestavam ao Senhor exemplifica o princípio de Lucas 9.24 e 17.33.

18.30 — E não haja de receber muito mais... vida eterna. Nós vemos aqui a clara divisão de tempo entre a presente era e a idade vindoura. As bênçãos são abundantes em ambos os períodos para os discípulos. Com o período vindouro chega a vida eterna, pela qual o jovem rico perguntou no versículo 18.

A qualidade de vida que há de vir será tão abundante (Jo 10.10) quanto o investimento de sacrifício do presente (Lc 9.24). N a verdade, Jesus cita a compensação divina como um ganho de muitas vezes mais (Mt 19.29). A remuneração é sempre maior com Deus do que a renúncia suportada.

18.31 — Embora Jesus tenha falado do sofrimento que iria enfrentar em Jerusalém, um padecimento predito pelos profetas, os discípulos não entenderam o sentido de Suas palavras, até depois da ressurreição. O tema do sofrimento de Jesus é repetido em Lucas 24.25,26,44-47.

18.32,33 — Toda a sequência dos acontecimentos que envolvem a morte de Jesus é citada aqui: o julgamento, a crucificação e a ressurreição.

18.34 — Eles nada disso entendiam. Os discípulos podem ter entendido literalmente as palavras de Jesus, mas não compreenderam porque o escolhido de Deus teria de passar por todo esse sofrimento. Para aqueles que esperavam que o Prometido fosse uma figura exaltada que libertaria o povo de Deus, deve ter sido muito difícil conciliar tal expectativa com o terrível sofrimento descrito. Era encoberta. Os discípulos não compreenderam o contexto do padecimento e da morte de Cristo até que lhes fosse explicado em detalhes depois que Jesus levantou dos mortos (Lc
24.25,26,44-47).

18.35-37 — Jesus estava próximo de Jerusalém. Jericó estava a aproximadamente 28 km desta cidade.

18.38 — Observe a ironia nesse versículo. O homem cego reconheceu quem era Jesus, o Filho de Davi, de forma mais clara do que muitas pessoas que tinham a bênção da visão física. O cego implorou por misericórdia, demonstrando sua crença de que Jesus Cristo tinha poderes para curá-lo.

18.39-41 — Clamava ainda mais. A reprimenda da multidão não conteve a vibrante fé do homem cego.

18.42 — Vê, tua fé te salvou. Jesus, mais uma vez, destaca o valor da fé (Lc 7.50; 8.50; 17.19).

18.43 — A benevolente obra de Deus originou louvores, não apenas daquele que havia sido abençoado, mas também de todos que presenciaram a bênção.


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