2015/09/21

Significado de Lucas 19

Significado de Lucas 19

Significado de Lucas 19


Lucas 19

19.1,2 — Zaqueu, na condição de chefe dos publicanos, provavelmente adquiriu o direito de coletar os impostos e, sendo assim, contratava outras pessoas para, na prática, realizarem esse trabalho.

19.3,4 — Uma figueira brava apresenta semelhanças com o carvalho. Ambas as árvores têm tronco curto e amplos galhos laterais.

19.5 — Porque hoje me convém pousar em tua casa. Jesus determina Sua hospedagem na casa de Zaqueu. O Senhor usa uma palavra-chave para Lucas: hoje (Lc 2.11; 4.21; 13.32,33; 23.43). O Salvador também diz que lhe convém hospedar-se lá, usando outra expressão importante em Lucas (Lc 2.49; 4.43; 9.22; 13.33; 17.25; 22.37; 24.7,44). Juntas, elas indicam a necessidade urgente e o exercício da autoridade de Jesus ao relacionar-se com aqueles que eram rejeitados pela sociedade.

19.6 — E, apressando-se. Zaqueu faz exatamente o que Jesus lhe diz no versículo 5.

19.7 — A multidão não fica feliz com a escolha de Jesus de honrar o publicano com a Sua presença. Na opinião das pessoas presentes, Zaqueu era um pecador. O termo traduzido como começou a se queixar [nvi] relembra o murmúrio de Lucas 5.30 e 15.2, onde a mesma questão estava em vista. Considerando que os coletores de impostos geralmente embolsavam uma grande porcentagem do que cobravam, eles eram figuras odiadas e desprezadas em Israel.

19.8 — Metade dos meus bens... quadruplicado. Zaqueu estava determinado a relacionar-se generosamente com os outros. No antigo judaísmo, doar vinte por cento de suas posses era considerado uma atitude sublime. Julgava-se perigoso abrir mão de mais do que isso. A restituição legal por extorsão também era de vinte por cento (Lv 5.16; Nm 5.7).

19.9,10 — Porque o Filho do Homem. Jesus diz outra frase de desígnio. Ele fala que o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Zaqueu é um exemplo disso. Todo esse episódio relembra o ensinamento de Lucas 15, enquanto as raízes dessa imagem remontam a Ezequiel 34.2,4,16,22,23 (Jo 10).

19.11 — Manifestar o Reino de Deus. Jesus corrige o pensamento dos discípulos, pois estes imaginavam que, quando Ele chegasse a Jerusalém, a consumação do Reino (julgamento e domínio) aconteceria. Eles ainda vão fazer a mesma pergunta em Atos 1.6. A resposta do Senhor é bastante adequada para muitos que, ainda hoje, continuam estipulando datas para a vinda de Jesus.

19.12 — Essa parábola é similar à de Mateus 25.14-30, mas provavelmente a ocasião era diferente. Ela apresenta, em parte, um paralelo com o que aconteceu com Arquelau, filho de Herodes, o Grande, que chegou ao poder em 4 a.C. As pessoas não gostavam de Arquelau, e apelaram para que Augusto César não lhe desse autoridade. Jesus não está recontando a história de Arquelau, mas os acontecimentos históricos indicam que essa parábola tinha um enredo bastante conhecido. Um detalhe significativo é que um reino é recebido durante a jornada longe da terra em questão. Isto corresponde à partida de Jesus desta terra a fim de tomar para si o reino, após Sua ressurreição.

19.13 — Negociai até que eu venha. Este detalhe mostra que o retorno de Jesus não era tão imediato na época (Lc 19.11). Os servos representam os seguidores de Cristo. Eles devem servir até que Jesus volte. Dez minas. Cada servo recebeu uma mina, ou cerca de quatro meses da diária média de um trabalhador braçal. O mestre, que simbolizava Jesus Cristo, queria ver os frutos, ou os rendimentos, de seu investimento. Os servos fizeram bom uso do dinheiro que receberam?

19.14 — Seus concidadãos aborreciam-no. Este é um grupo separado dos servos, e a expressão faz referência àqueles que rejeitam as palavras de Jesus.

19.15 — O que cada um tinha ganhado. Tendo retornado com autoridade para reinar, o homem nobre pede que os servos prestem contas de seu trabalho durante sua ausência.

19.16 — O primeiro homem conseguiu fazer com que uma mina rendesse outras dez-

19.17 — Foste fiel, sobre dez cidades terás a autoridade. A fidelidade é louvada e recompensada com uma grande oportunidade. A autoridade dada ao servo representa uma função na gestão do Reino de Jesus Cristo (1 Co 6.2,3; Ap 2.26-28; 5.9,10; 20.1-6).

19.18 — Cinco minas. O segundo servo faz uma mina render outras cinco.

19.19 — Cinco cidades. A este servo também é concedida certa responsabilidade como re compensa.

19.20-23 — Porque tive medo de ti. A desculpa do servo infiel reflete uma visão negativa do nobre homem. Se o encarregado tivesse realmente temido o mestre, ele teria feito algo com o valor que recebeu. Até mesmo colocar o dinheiro no banco faria com que o senhor o recebesse de volta com os juros. Entretanto, o servo falhou em responder ao nobre homem e, até mesmo, em compreendê-lo.

19.24 — Tirai-lhe... dai-a. O terceiro servo termina sem nada, enquanto o fiel recebe ainda mais (1 Co 3.15).

19.25 — Ele tem dez minas. A multidão ainda faz um leve protesto acerca da recompensa adicional.

19.26,27 — Qualquer que tiver ser-lhe-á dado. A infidelidade acarreta a perda da recompensa (Ap 3.11). E possível que a perda de alguns seja tão grande que eles serão excluídos do Reino milenar de Cristo na terra (Mt 22.13). O último servo pode ser um exemplo daqueles que serão deserdados no período do Milênio.

19.28 — Subindo para Jerusalém. Jesus agora se aproxima da cidade em que deve morrer (Lc 13.33).

19.29,30 — Jesus estava no controle dos acontecimentos da última semana da Sua vida, mesmo com tais fatos levando à Sua morte. Ele se preparou para entrar na cidade montando um jumentinho.

Betfagé e Betânia estavam localizadas a leste de Jerusalém, a cerca de 3 km da cidade. O monte das Oliveiras ficava em uma cadeia de colinas fora de Jerusalém, em frente ao templo.

19.31 — O Senhor precisa dele. O empréstimo de um animal não era uma coisa tão estranha quanto possa parecer. Havia um costume antigo no qual um líder político e religioso poderia requisitar bens para utilização em curto prazo. Jesus estava entrando em Jerusalém para comemorar a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos, que celebravam a grande ação de Deus na libertação do Seu povo. Tais festivais eram frequentemente celebrados nessa época com a esperança de que a libertação final da parte de Deus chegasse.

19.32,33 — Acharam como lhes dissera. Jesus está no controle dos acontecimentos e ciente do que aconteceria. Os eventos não pegaram o Salvador de surpresa.

19.34 — O Senhor precisa dele. Este fato ocorre exatamente como o Senhor previu. Para controlar os maiores acontecimentos da história (Jo 10.18), é preciso ser capaz de ter o controle de tudo e de todos. Somente Deus pode fazer isso.

19.35 — As vestes eram, provavelmente, suas roupas de cima. Essa cena relembra o momento em que Jeú foi declarado rei em 2 Reis 9.13. Estar montado em um jumentinho rumo a Jerusalém assemelha-se ao acontecimento de 1 Reis 1.33, no qual Davi faz o novo rei, Salomão, ir até Giom montado em uma mula. Zacarias profetizou que o rei vindouro iria humildemente até Jerusalém montado em um jumento (Zc 9.9). Entretanto, Lucas não enfatiza tais conexões com a profecia do Antigo Testamento, como fazem Mateus e João (Mt 21.5; Jo 12.15).

19.36 — Estendiam no caminho as suas vestes. A ação aqui indica que um nobre está sendo aclamado (2 Rs 9.13). È mais ou menos como se faz hoje em dia ao “estender o tapete vermelho” para alguém passar.

19.37 — Começou a dar louvores. Lucas fornece mais detalhes do que Mateus 21.8 e Marcos 11.8, que atribuem essa ação à multidão. Ao que parece, Lucas sugere que os discípulos começaram e a multidão se juntou a eles. Os discípulos, regozijando-se, começaram a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto. Aqui está a declaração sobre uma figura real (v. 38) que efetua uma grande obra (Lc 7.22). O último milagre que Lucas descreveu foi uma cura feita por Jesus ao ser chamado de Filho de Davi (18.38-43).

19.38 — Esse versículo é uma citação de Salmos 118.26, mas o título Rei é acrescentado aqui. Os discípulos reconheceram que Jesus era o Rei prometido e enviado por Deus. E Aquele que leva a paz ao relacionamento entre o povo e Deus (Lc 1.78,79).

19.39 — Repreende os teus discípulos. Alguns fariseus não estavam satisfeitos com o fato de Jesus ter se permitido receber tal honra; eles queriam que a multidão parasse.

19.40 — As próprias pedras clamarão. Jesus ironicamente respondeu que, se os discípulos não pudessem louvar, a criação clamaria. A criação é mais sensível do que aqueles que estavam reclamando!

19.41 — Chorou sobre ela. Jesus sabia que tantas pessoas de Israel o tinham rejeitado que a nação sofreria um julgamento, na forma da terrível destruição que se abateria sobre Jerusalém no ano 70 d.C.

19.42 — Se tu conhecesses também. Eles poderiam saber se tivessem permanecido na palavra de Deus (Dt 9.24). Na verdade, neste teu dia foi uma data bastante específica da profecia. Foi o 173.8802 dia desde a saída da ordem de Artaxerxes até o Messias, o Príncipe (as 69 semanas de anos correspondem a 483 x 360, ou seja, 173.880). Deus escolheu um dia específico para a apresentação de Seu Filho como o Rei da nação, mas eles não souberam a época da “visitação” do Senhor (Lc 19.44).

19.43 — Cercarão de trincheiras. Esta é uma predição do bem-sucedido cerco de Roma a Jerusalém sob o comando do general Tito. Os detalhes refletem um julgamento divino por infidelidade à aliança, similar à destruição babilônica de Jerusalém em 586 a.C (Is 29.1-4; Jr 6.6-21; 8.13-22; Ez 4.1-3).

19.44 — A ti e a teus filhos. A amplitude da destruição é bastante clara nessa posterior descrição do cerco de Jerusalém. Até mesmo as crianças morreriam, e as construções seriam arruinadas. Tua visitação. Jesus deu a razão da destruição. Eles não reconheceram o tempo da vinda de Deus no Messias.

19.45 — Com a entrada de Jesus em Jerusalém começa a seção final do Evangelho de Lucas. Jesus purifica o templo depois de ver que o local de oração passou a ser usado para a prática de um comércio corrupto. Mercadores estavam vendendo animais no pátio externo do templo (o pátio dos gentios), a preços exorbitantes. Os cambistas obtinham lucros excessivos fazendo a troca das moedas pelo siclo do templo. João registra uma purificação do templo em João 2.13-22, mas não está claro se este acontecimento é o mesmo descrito em Lucas.

Considerando que João apresenta o fato em uma fase anterior no ministério de Jesus, o Salvador pode ter feito a purificação do templo duas vezes. Os Evangelhos Sinópticos colocam a purificação do templo na última semana do ministério de Jesus (Mt 21.12-17; Mc 11.15-19). Alguns estudiosos sugeriram que João pôs o referido acontecimento propositadamente fora da ordem cronológica como uma forma de antecipação do julgamento de Jesus das práticas religiosas da época.

19.46 — O templo de adoração tornou-se um local onde os exploradores obtinham vantagens financeiras das pessoas. A declaração de Jesus acerca da casa de oração alude a Isaías 56.7. A referência a covil de salteadores vem de Jeremias 7.11.

19.47 — A atitude de Jesus no templo, o lugar mais sagrado para os judeus, fez com que os líderes religiosos reforçassem a resolução de matá-lo.

19.48 — E não achavam meio de o fazer. A liderança religiosa judaica estava incapacitada de fazer alguma coisa contra Jesus diante do interesse do povo nele.

Índice: Lucas 1 Lucas 2 Lucas 3 Lucas 4 Lucas 5 Lucas 6 Lucas 7 Lucas 8 Lucas 9 Lucas 10 Lucas 11 Lucas 12 Lucas 13 Lucas 14 Lucas 15 Lucas 16 Lucas 17 Lucas 18 Lucas 19 Lucas 20 Lucas 21 Lucas 22 Lucas 23 Lucas 24

3 comentários: