2015/09/21

Significado de Lucas 23

Significado de Lucas 23

Significado de Lucas 23


Lucas 23

23.1 — O administrador romano Pilatos era responsável pela coleta dos impostos e pela preservação da paz. Pode ser que ele estivesse em Jerusalém para audiências judiciais. O fato de outros condenados serem crucificados com Jesus faz com que esta hipótese seja bastante provável.

23.2 — Começaram a acusá-lo. Três acusações foram feitas contra Jesus: (1) perverter a nação, (2) proibir o pagamento de tributo a César e (3) alegar ser o Cristo. A primeira acusação, que era uma queixa geral, envolvia a perturbação da ordem. As outras duas acusações podem ter sido interpretações de ameaça a Roma. A segunda denúncia era uma mentira deslavada (Lc 20.20- 26). A terceira era verdadeira, mas não no sentido ameaçador com que fora apresentada. Um procedimento romano com três etapas foi seguido no julgamento: acusação, exame e veredicto.

23.3 — Tu o dizes. Jesus respondeu a Pilatos da mesma forma que fez com o Sinédrio em Lucas 22.67,68,70. O Senhor confirma ser Rei, mas não era uma ameaça a Roma (Jo 18.36).

23.4 — Não acho culpa alguma. O veredicto de Pilatos dizia que Jesus era inocente. Esta é a primeira de muitas declarações do tipo nesse capítulo (v. 14,15,22,41). O sofrimento e a morte de Jesus foram de um inocente, o Justo (v. 47).

23.5 — Quando os líderes mencionaram a acusação de que Jesus alvoroçava as pessoas, eles estavam sugerindo que Pilatos poderia arriscar-se a ser considerado negligente caso deixasse Jesus ir.

23.6,7 — Jurisdição de Herodes. Herodes era responsável pela Galileia, por isso Pilatos passou a responsabilidade da decisão judicial e mostrou cortesia política ao mesmo tempo.

23.8 — Alegrou-se muito. A curiosidade de Herodes a respeito de Jesus é observada em Lucas 9.7-9.

23.9 — Mas Ele nada lhe respondia. Jesus pode ter permanecido em silêncio porque já havia sido declarado inocente e continuava sendo submetido a julgamento (At 8.32,33).

23.10 — Acusando-o com grande veemência. A pressão para declarar Jesus culpado continuava.

23.11,12 — Herodes e seus homens já não temiam a Jesus. Desta forma, decidiram divertir-se às Suas custas e puseram nele uma roupa resplandecente. Esta atitude provavelmente era uma referência sarcástica à Sua afirmação de ser rei.

23.13,14 — Nenhuma culpa... acho neste homem. Esta é a segunda declaração de inocência feita por Pilatos.

23.15 — Nem mesmo Herodes. O sentido da atitude de Herodes indica que Jesus não fez coisa alguma digna de morte.

23.16 — Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei. Pilatos esperava que um açoitamento público pudesse satisfazer o povo e “acalmar” Jesus, evitando assim lançar mão da pena de morte.

23.17 — Era necessário... soltar-lhes um pela festa. Pilatos desejava tirar vantagem desse costume e soltar Jesus (Mt 27.15; Mc 15.6).

23.18,19 — Fora daqui com este. A multidão grita querendo a morte de Jesus. Lucas deixa claro que a morte de Cristo não foi somente instigada pelos oficiais judeus, mas também pelo povo. Barrabás. A s pessoas preferiram que um assassino sedicioso fosse libertado no lugar de Cristo. O conceito da substituição de Jesus por este homem prefigura a morte substitutiva do Salvador no lugar do povo pecador.

23.20-23 Lucas menciona os principais sacerdotes à parte do povo, pois estes eram os principais instigadores da trama contra Jesus. Pilatos temeu a vontade das pessoas, por isso ele aderiu à conspiração e concordou em condenar Cristo à morte, mesmo sabendo que Ele era inocente (At 4.25-27).

23.24,25 — Entregou Jesus à vontade deles. Cristo está à beira da morte.

23.26 — Ao que tudo indica, Jesus não conseguia carregar Sua própria cruz. Simão, cireneu, um homem oriundo da Cirenaica, província situada na costa leste da África, ou talvez da própria capital, Cirene, foi escolhido para carregar a cruz de Jesus (At 6.9; 11.20; 13.1). Marcos 15.20,21 menciona que os filhos de Simão eram Alexandre e Rufo, dando a entender que foram cristãos conhecidos dos romanos.

23.27 — Os acontecimentos dos versículos 27-31 são exclusivos da passagem de Lucas. Embora o luto pelos mortos fosse exigido pelo costume do mundo antigo, a resposta de Jesus indica que o lamento das pessoas era de fato sincero.

23.28 — Não choreis por mim. Ainda que Jesus estivesse morrendo, Ele disse que o choro devia ser por Israel e seus habitantes, visto que o julgamento recairia sobre a cidade (Lc 19.41-44). Jerusalém, aqui, representa toda a nação de Israel.

23.29,30 — Ventre que não geraram. Nos dias do julgamento, as pessoas sem filhos, consideradas amaldiçoadas pelo resto da população, estariam em melhor posição do que os que possuíam família, porque o terror dessa hora seria muito grande. Caí sobre nós. O medo do julgamento seria tão imenso que as pessoas prefeririam morrer a sofrer o que estava por vir. Há uma alusão aqui a Oséias 10.8 (Ap 6.16). As pessoas que enfrentam o julgamento de Deus preferem o alívio da morte a suportar Sua ira.

23.31 — Que se fará...? A ideia aqui aparentemente é “se isso é feito a uma árvore viva, o que acontecerá a uma morta?”, ou, em outras palavras: “se Jesus, a árvore viva, não foi poupado, quanto mais se fará à madeira morta?” Este é o lamento final de Jesus sobre a nação de Israel.

23.32 — A predição de Jesus de morrer com os transgressores (Lc 22.37; veja também a profecia de Isaías em 53.12) é cumprida quando os dois criminosos o acompanham até a morte.

23.33 — O nome do lugar em aramaico é Gólgota, que quer dizer caveira. Calvário é o nome em latim para Gólgota. O termo provavelmente faz referência a uma característica geográfica do local, algo que se assemelhava a uma caveira.

23.3 4 — Perdoa-lhes. Aqueles que levaram Jesus à morte agiram em ignorância, não entendendo de fato quem estavam matando. O exemplo de Cristo de intercessão por Seus executores foi seguido por Estêvão em Atos 7.60. Repartindo os seus vestidos, lançaram sortes. A linguagem usada aqui alude ao sofrimento do Justo de Salmos 22.18.

23.35 — Zombavam. Jesus é chicoteado e alguns, com zombaria, pedem que Ele se salve se for mesmo o Cristo. Há uma ironia quando as autoridades escarnecem do Salvador, pois elas pensam que o detiveram e que Ele não pode salvar-se. Deus está preparando a vindicação pela qual Ele, como Salvador, salvará os outros.

23.36 — A bebida citada aqui, o vinagre, foi provavelmente uma mistura de vinho com mirra. Costumavam ofertá-la aos condenados para abrandar o sofrimento.

23.37 — Salva-te a ti mesmo. A ordem sarcástica para que Jesus salvasse a si mesmo continuava, assim como a ironia.

23.38 — ESTE É O REI DOS JUDEUS. Esta inscrição, que acusava Jesus, foi escrita em três línguas. Ele foi morto por ser quem é.

23.39 — Salva-te a ti. O escárnio vinha das autoridades (v. 35) e dos soldados (v. 37). Agora, Lucas registra que a blasfêmia era dita por um dos criminosos.

23.40 — Nem todo mundo rejeitou Jesus em Sua crucificação. O outro criminoso repreendeu o companheiro, avisando que ele deveria temer a Deus. O ladrão sarcástico, que sofreria julgamento, não estava em posição de insultar o Senhor.

23.41 — E nós, na verdade, com justiça. Um dos criminosos sabia a diferença entre aqueles que tinham pecado e mereciam morrer e Aquele que não merecia.

23.42 — Quando entrares. Esta afirmação é surpreendente, por mostrar uma compreensão clara por parte do criminoso. Enquanto os outros zombavam de Cristo e de Sua aparente inaptidão para salvar-se, este ladrão reconheceu que Jesus viveria e reinaria. Ele quis ser salvo e participar do Reino de Cristo.

23.43 — Hoje estarás comigo. Jesus prometeu vida eterna ao ladrão, fazendo o que os zombadores pediram que fizesse no versículo 39.

23.44 — Sexta hora... nona hora. A primeira hora era o nascer do sol, então este período estava compreendido entre meio-dia e três da tarde. Durante este intervalo de tempo, não houve luz, mas sim trevas (Lc 22.53).

23.45 — Escurecendo-se o sol. Este testemunho da criação foi moldado para sinalizar a importância da morte de Jesus. A Páscoa ocorre na lua cheia, assim essa ocorrência não pode ter sido um eclipse do sol. Essa imagem é similar à associada ao dia do Senhor (J12.10,30,31; Am 8; 9; Sf 1.15). Não fica claro se o véu rasgado do templo foi o da entrada do tabernáculo, ou a cortina interna que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo. O rompimento do véu simboliza o acesso renovado a Deus por meio da morte de Cristo (v. 43; Hb 9.10).

23.46 — Nas tuas mãos entrego. As palavras finais de Jesus são de Salmos 31.5, onde é registrada a oração de confiança de um sofredor justo. Jesus exercitou esta fé aqui.

23.47 — Em Mateus 27.54 e Marcos 15.39, a afirmação do centurião é registrada com uma confissão a respeito do Filho de Deus. Se Jesus era justo e inocente, então Ele era justamente quem afirmava ser. Desta forma, uma segunda pessoa, além do ladrão na cruz, soube discernir quem era Jesus. 

23.48 — Batendo nos peitos. Um costumeiro rito de luto que se segue à morte.

23.49 — Os galileus estavam de longe observando a crucificação de Jesus. A tristeza deles é posteriormente explicada em Lucas 24-16-20.

23.50 — José, um senador. Nem todo líder religioso judeu se opôs a Jesus.

23.51 — Que não tinha consentido. José não havia concordado com a sentença de Jesus. Marcos 14-64 indica que “todos” os presentes consentiram com a execução de Jesus. Assim, José pode não ter participado do julgamento. Também esperava o Reino de Deus. A descrição de José nos versículos 50 e 51 lembra as de Zacarias e Isabel (Lc 1.5,6) e Simeão e Ana (Lc 2.25,38). A definição sugere que José era seguidor de Jesus.

23.52 — Corpo de Jesus. Não há dúvidas de que Cristo morreu. Algumas pessoas querem explicar a ressurreição como a volta à vida de alguém em coma. Entretanto, isto é mais impossível do que a própria ideia da ressurreição.

23.53 — Jesus teve um sepultamento honrado (Dt 21.22,23). O lençol de linho era de boa qualidade. O sepulcro foi fechado com uma pedra para mantê-lo seguro (Mt 27.66). Guardas foram designados para vigiar o local e impedir que roubassem o corpo (Mt 27.65,66).

23.54 — Jesus foi enterrado perto do fim da sexta-feira, em um dia chamado de dia da preparação, quando tudo era preparado para o Sábado, o dia em que nenhum trabalho podia ser feito.

23.55 — As mulheres... viram o sepulcro. Não restaram dúvidas de que Jesus foi enterrado.

23.56 — Prepararam especiarias e unguentos. Na sexta-feira, as mulheres se organizaram para a unção do corpo de Jesus no dia seguinte ao Sábado, visto que elas não poderiam fazer os preparativos no Sábado. As especiarias eram usadas a fim de que a decomposição do corpo fosse retardada e o forte odor diminuído. Marcos 16.1 observa que as mulheres também compraram as especiarias depois do Sábado. Ao que tudo indica, as mulheres não esperavam a ressurreição.


3 comentários:

  1. Interessante e bem detalhado parabéns

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  2. Hj fiz o estudo de Lucas 23
    Quero me aproximar mais de Deus
    Ter mais intimidade com o meu Pai
    Deus abençoe 🙌

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