2015/09/21

Significado de Lucas 24

Significado de Lucas 24

Significado de Lucas 24


Lucas 24

24.1 — Muito de madrugada. As mulheres chegaram bem cedo para ungir o corpo de Jesus. João 20.1 observa que ainda estava escuro, enquanto Mateus 28.1 fala da alvorada. Marcos 16.2 diz que era muito cedo. Alguns manuscritos mencionam apenas a ida das mulheres de Lucas 23.55.

24.2 — Mateus 28.2 diz que um terremoto moveu a pedra, que deve ter sido encaixada na frente da passagem da entrada do sepulcro. Mover a pedra seria possível, embora trabalhoso, para um grupo de pessoas. O terremoto determina como a rocha foi removida.

24.3 — Não acharam o corpo. A primeira menção ao sepulcro vazio indica que a ressurreição ocorreu.

24.4,5 — Podemos admitir que os dois varões que apareceram eram anjos baseados na descrição de suas vestimentas como resplandecentes (v. 23). Por que buscais o vivente. Os anjos anunciaram que Jesus estava vivo. Ungi-lo não seria necessário.

24.6 — Ressuscitou... Lembrai-vos. Os anjos lembram as mulheres de que Jesus havia predito Sua ressurreição ainda na Galiléia (Lc 9.22).

24.7 — Entregue... crucificado... ressuscite. O teor das predições é mencionado novamente de forma reduzida (Lc 9.22; 18.32,33).

24.8 — E lembraram-se. As palavras que ouviram fizeram com que elas se lembrassem do que o Senhor Jesus havia dito.

24.9 — Anunciaram todas essas coisas. As primeiras testemunhas do sepulcro vazio dão o seu depoimento, que é resumido em Lucas 24-23.

24.10 — Três mulheres são nomeadas: Maria Madalena (Lc 8.2; Mt 28.1; Mc 16.1; Jo 20.1), Joana (Lc 8.3) e Maria, mãe de Tiago (Mc 15.40; 16.1). Outras mulheres também estavam com essas três durante o depoimento acerca da ressurreição de Jesus. Maria, a última ao pé da cruz e a primeira no sepulcro, teve o privilégio de transmitir a primeira mensagem da ressurreição.

24.11 — O ceticismo imperou entre os discípulos. É claro que eles não esperavam a ressurreição. E não as creram. As palavras das mulheres pareciam loucura ao ouvido dos homens.

24.12 — Levantando-se, correu. Pedro, já tendo passado pela experiência do cumprimento da palavra do Senhor (Lc 22.54-62), correu até o túmulo para checar a história das mulheres. Ê difícil dizer se ele acreditou na ressurreição após deixar o sepulcro. O fato de ter ficado admirado indica surpresa ou fé?

24.13-35 — A história dos dois discípulos no caminho de Emaús é registrada apenas em Lucas.

24.13-16 — Os olhos deles estavam como que fechados. Os discípulos não puderam reconhecer que Jesus estava entre eles (v. 15). Isso indica que Ele estava no mesmo corpo, embora glorificado, com o qual morreu. De outra forma, não haveria necessidade de impedir que eles o reconhecessem.

24.17 — Que palavras são essas. Jesus pergunta sobre o teor da conversa deles, que os deixava tão tristes.

24.18 — Não sabes as coisas. Cleofas fica admirado porque o homem não sabia o que havia acontecido em Jerusalém.

24.19-21 —Jesus Nazareno... um profeta. Esses discípulos na estrada de Emaús consideravam Jesus como o Revelador do caminho de Deus e Executor de Sua obra. Fosse Ele o que remisse Israel. Os discípulos esperavam que Deus mais uma vez salvasse Israel por intermédio de Jesus.

24.22,23 — Visto uma visão de anjos... Ele vive. As mulheres falaram que o corpo não foi encontrado no sepulcro de Jesus e que os anjos anunciaram que Ele estava vivo. No entanto, esses homens ainda estarem tristes indicava que não acreditaram no depoimento das mulheres. Eles estavam entre os céticos do versículo 11.

24.24 — Até onde os discípulos sabiam, ainda não havia provas da ressurreição de Jesus. Eles quiseram ver o Cristo ressuscitado. Tomé não foi o único a ter dúvidas (Jo 20.25).

24.25 — Tardos de coração para crer. Jesus, que ainda não podia ser reconhecido pelos companheiros de trajeto, repreendeu os homens e lembrou-os das coisas que os profetas ensinaram.

24.26 — Os profetas ensinaram a respeito do sofrimento de Cristo e de Sua entrada na glória. As passagens mencionadas aqui incluíam Salmos 16; 100 e Isaías 53. Veja no livro de Atos a utilização dessas passagens pelos apóstolos, a fim de provar que Jesus é o Messias prometido (At 2.14-36; 8.32,33). Note como Jesus usou o título Cristo (Messias) para fazer referência a si próprio, enquanto os discípulos o chamavam meramente de profeta (v. 19).

24.27 — Começando por Moisés e passando por todos os profetas, Jesus explicou-lhes o plano de Deus nas Escrituras. Este desígnio está presente ao longo de todo o Antigo Testamento (At 3.22-26; 10.43).

24.28,29 — Fica conosco. Esta é uma utilização cotidiana de um verbo essencial no Evangelho e na primeira epístola de João (Jo 15.1-8; 1 Jo 2.6). Significa permanecer ou aguardar em algum lugar. Eles desejavam compartilhar uma refeição com a Sua interessante companhia.

24.30-32 — Não ardia em nós o nosso coração. Os homens sentiram, durante os esclarecimentos na caminhada, que estavam vivendo um momento especial.

24.33,34 — Antes que os dois viajantes pudessem expor sua experiência, os outros discípulos contaram que Simão também tinha visto Jesus ressuscitado.

24.35 — E como deles foi conhecido. O episódio de Emaús é reportado àqueles que sabiam que Pedro tinha visto o Senhor.

24.36 — O mesmo Jesus se apresentou no meio deles. Embora Jesus esteja com o Pai, Ele se faz presente e aparece novamente para os homens.

24.37 — Espírito. Os discípulos demoraram um pouco para compreender que quem estava no meio deles era Jesus, fisicamente ressuscitado. Os homens acharam, a princípio, que estavam tendo uma visão (v. 39).

24.38 — Por que sobem tais pensamentos. As aparições de Jesus foram designadas para garantir aos discípulos a realidade de Sua vindicação.

24.39 — Jesus mostra que um corpo ressuscitado não é um espírito sem matéria. O fato de Cristo estar presente em carne e ossos indica que Ele foi ressuscitado em Seu corpo, e não era uma alucinação. Jesus levantou dos mortos no mesmo corpo físico com que enfrentou a morte. Se não fosse dessa forma, seria um fenômeno de reencarnação, e não de ressurreição. A diferença é que Seu corpo ressuscitado não padece e não está sujeito à morte.

Algumas pessoas erroneamente ensinaram que o corpo ressuscitado tem como características o poder de atravessar paredes ou desmaterializar-se segundo sua vontade. Não há provas de que tais capacidades são inerentes ao corpo no referido estado. Lembre-se: Jesus andou sobre as águas, desafiando uma lei da física, antes de ressuscitar. Paulo fala sobre o corpo ressuscitado em 1 Coríntios 15.35-58.

24.40,41 — Alegria... maravilhados. Os discípulos são convencidos quando Jesus pede para comer na presença deles.

24.42,43 — A natureza física do corpo ressuscitado de Jesus foi confirmada quando Ele comeu um pedaço de peixe assado.

24.44,45 — O plano de Deus, como foi delineado na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos, estava sendo cumprido em Jesus. Essa tripla categorização das antigas Escrituras sumariza o teor do Antigo Testamento.

Abriu-lhes o entendimento. Os discípulos compreenderam como o plano de Deus, da forma que é delineado nas Escrituras, encaixa-se.

24.46 — Cristo padecesse.... ressuscitasse. Duas partes do plano de Deus foram cumpridas. Jesus foi crucificado e levantou dos mortos. Os textos do Antigo Testamento que predizem esses acontecimentos são: Salmos 118.22 (At 4.11) e Salmos 22.

24.47 — Jesus foi considerado fingidor e blasfemador. Depois da ressurreição, as pessoas teriam de mudar sua forma de pensar e servi-lo pelo que Ele realmente é, o Filho de Deus. Esta é a mensagem que Pedro pregaria no Pentecostes, uma prédica que faria com que milhares de pessoas declarassem jesus como seu Senhor e Salvador. Cristo sintetizou a missão dos discípulos como a pregação do arrependimento, chamando as pessoas a saírem de seus caminhos egoístas e se voltarem para Jesus, aquele que havia morrido por elas. Remissão dos pecados. O teor da pregação dos discípulos estaria centrado na benevolente oferta divina de perdão a todos os que acreditassem (At 2.38; 10.43).

Em seu nome. Esta é uma referência à autoridade de Jesus. O perdão e a bênção vêm somente por meio da obra de Cristo ressuscitado (At 2.30-39). A mensagem da salvação de Jesus iria a todas as nações, e chegaria aos judeus e gentios da mesma forma.

A oferta seria feita a todos, pois todos a receberiam (At 10— 15). A missão dos discípulos começaria em Jerusalém, onde Jesus morreu, e então se espalharia por todo o mundo (At 1.8).

24.48 — Testemunhas. Jesus diz que os discípulos foram chamados para testemunhar Sua obra (At 1.8,22; 3.15; 5.32; 10.39,41; 13.31; 22.15; 26.16).

24.49 — A promessa de meu Pai. Esta é uma referência ao batismo no Espírito Santo no dia de Pentecostes (At 2). Foi prometido em Joel 2.28 (At 2.14-18) e em Jeremias 31.31-33. Pedro chama esta vinda do Espírito de o começo (At 11.15), porque o real cumprimento da promessa de salvação se iniciaria nas pessoas unidas pelo Espírito para estabelecer a Igreja do Senhor. Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. Os discípulos deveriam ficar em Jerusalém até que o Espírito os capacitasse no Dia de Pentecostes.

24.50 — Betânia ficava fora da cidade de Jerusalém (Lc 19.29).

24.51 — Foi elevado ao céu. Esta é a primeira das duas descrições da ascensão, em Lucas e Atos (At 1.9-11). Lucas pode estar sintetizando aqui o que aconteceu quarenta dias depois, a fim de estabelecer uma ligação com o livro de Atos.

24. 52 — Adorando... grande júbilo. Esta é uma resposta adequada à realidade da ressurreição e ascensão de Jesus.

24.53 — E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. A tristeza dos discípulos por causa da morte de Jesus chegara ao fim (v. 17). Agora, os seguidores de Cristo esperavam a promessa de Deus com alegria. A narrativa de Lucas continua no livro de Atos, onde ele registra a resposta inicial dos discípulos à ordem dada por Jesus de pregar o evangelho a todas as nações (v- 47)

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