2015/09/21

Significado de Lucas 5

Significado de Lucas 5

Significado de Lucas 5


Lucas 5

5.1 — O lago de Genesaré também é conhecido como o mar da Galileia ou mar de Tiberíades.

5.2,3 — Os pescadores estavam limpando as redes após o trabalho noturno (v. 5).

5.4 — Lançai as vossas redes. Esta era uma ação alegórica. Jesus ordenou que Simão Pedro colocasse suas redes na água, a fim de ilustrar uma realidade espiritual. No versículo 10, Jesus explicou a verdade espiritual: a nova tarefa de Simão seria pescar homens; homens estes que fariam a vontade de Cristo.

5.5,6 — Porque mandas, lançarei a rede. Esta foi a declaração de fé de Pedro. O pescador observou que ele e seus companheiros não conseguiram fazer uma boa pescaria à noite, no melhor período para tal. No momento da ordem de Jesus, as circunstâncias de pesca não eram propícias, mas Pedro escolheu obedecer à ordem do Mestre e lançar a rede na água.

5.7 — O sucesso da pescaria após a ordem de Jesus de lançar as redes ao mar foi avassalador; dois barcos ficaram cheios a ponto de afundar.

5.8,9 — A confissão de Pedro indica que ele reconheceu a obra de Deus por intermédio de Jesus. Pedro, na condição de pecador, não merecia estar na presença de Jesus, pois este era santo.

5.10 — Jesus não afasta o pecador que reconhece sua condição miserável. Ele aceita o pecador confesso e oferece a esta pessoa uma oportunidade de reconciliação com Deus. Então, manda o ofensor perdoado executar a obra do Senhor. No caso de Pedro, este seria um pescador de homens, ou seja, resgataria os homens do perigo do pecado.

5.11 — Seguir Jesus se tornou a grande prioridade na vida dos discípulos. Tal atitude é a essência da qualidade de discípulo.

5.12 — O termo lepra era usado amplamente no mundo antigo e poderia referir-se à psoríase, ao lúpus e a infecções cutâneas. Os leprosos ficavam isolados do resto da sociedade (Lv 13.45,46), mas poderiam ser reintegrados quando recuperassem a saúde (Lv 14).

5.13 — A moléstia logo deixou o homem assim que este foi tocado por Jesus (Lc 4-39). Cristo honrou o humilde pedido do leproso por saúde porque ele reconheceu a autoridade e o poder de Jesus.

5.14 — Vai, mostra-te ao sacerdote. Assim Jesus repetiu a instrução de Levítico 14. Quando pediu que o leproso não contasse nada, Jesus queria evitar chamar muita atenção para Seu ministério de cura. Ele desejava que as pessoas o procurassem por causa da cura espiritual, e não meramente pelo restabelecimento físico. O testemunho do leproso era uma prova da fidelidade de Deus e de Seu poder em Jesus (Lc7.22).

5.15,16— Ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. Agora são os ensinamentos e a cura que atraem as multidões (compare com Lc 4.14,15, mas veja também Lc 4.40).

5.17-19 — A liderança religiosa de Israel começa a prestar atenção em Jesus. Os fariseus eram uma seita de aproximadamente seis mil mestres influentes nas sinagogas. Eles faziam parte do grupo de pessoas que seguiam meticulosamente a Lei. Adeptos das regras tradicionais, foram ardentes defensores da observância minuciosa. Os doutores da Lei eram oficiais treinados na Lei de Moisés. Também conhecidos como escribas, estes homens foram, de fato, os advogados religiosos dos fariseus. No judaísmo do primeiro século, havia um grande número de facções, incluindo os saduceus e os essênios. Os fariseus, apesar de seu número relativamente pequeno, foram muito influentes.

5.20 — Lucas vincula fé e perdão diretamente aqui. De acordo com o Antigo Testamento, apenas Deus é capaz de perdoar os pecados (SI 103.12). Em vez de anunciar que o Senhor perdoaria as ofensas do homem, Jesus declarou que os pecados das pessoas estavam perdoados. Esta atitude era uma blasfêmia aos ouvidos dos ouvintes de Jesus.

5.21 — Os escribas e os fariseus acusavam Jesus de blasfêmia, de desonrar o Senhor. Esta foi uma queixa muito séria. A condenação da blasfêmia levaria Jesus à morte (Lc 22.70,71).

5.22 — Conhecendo os seus pensamentos. A referência aqui se faz em relação à visão profética, visto que os pensamentos não foram mencionados. Jesus “sabia o que havia dentro do homem” (Jo 2.25).

5.23 — Jesus lançou um enigma para Seus ouvintes. Do ponto de vista externo, seria mais fácil declarar que os pecados estavam perdoados do que curar uma pessoa. Entretanto, para perdoar as ofensas, um indivíduo teria de possuir autoridade suprema. Cristo vinculou a cura ao que ela representava, o perdão dos pecados. Jesus perdoou os pecados do homem e, ao mesmo tempo, restabeleceu-o fisicamente.

5.24-28 — Filho do Homem é uma expressão aramaica que faz referência a um ser humano, com dons proféticos. Jesus usou tal termo como um título, retirado de Daniel 7.13,14 (Lc 21.27; 22.69; Mc 14-62). No livro de Daniel, a expressão Filho do Homem descreve uma figura que divide a autoridade com o ancião de dias. A associação com as nuvens dá uma aura sobrenatural ao ancião de dias, pois apenas Deus passeia nas nuvens (Êx 14.20; 34.5; Nm 10.34; SI 104.3). Ao usar esta denominação aqui, Jesus afirmou a autoridade para perdoar o pecado, um poder que era limitado a Deus.

5.29 — Este versículo descreve a primeira das muitas festas e banquetes no livro de Lucas (Lc 7.36-50; 9.10-17; 10.38-42; 11.37-54; 14.1-24; 22.14-38; 24.28-32,41-43). Naquela época, a mesa era o lugar onde as questões espirituais eram ensinadas e a confraternização ocorria.

5.30 — Comer com os pecadores era uma questão delicada no judaísmo, porque tal atitude representava a aceitação do pecado da pessoa. Jesus preferiu estabelecer relações que poderiam fazer com que os ofensores buscassem a Deus, em vez de evitar a companhia desses indivíduos (1 Co 5.9-13).

5.31 — Não necessitam de médico os que estão sãos. Ao declarar isso, Jesus não estava dizendo que os fariseus e os escribas não precisavam de cura espiritual. Ele quis dizer que apenas aqueles que sabiam da sua necessidade espiritual poderiam ser tratados. Como os fariseus se consideravam superiores e doutores na Lei, provavelmente não buscariam ajuda em Cristo. Na visão deles, não precisariam do Médico dos médicos.

5.32 — A missão de Jesus era chamar os pecadores ao arrependimento. Em Sua ascensão, Jesus encarregou Seus discípulos da mesma tarefa (Lc 24-47; veja também Lc 3.3,8; 13.1-5; 15.7-10; 16.30; 17.3,4; At 26.20). Neste versículo, o arrependimento é ilustrado como um paciente que reconhece que a moléstia está presente e só Jesus, o grande Médico, pode tratá-la. Uma aproximação humilde de Deus para a cura espiritual é a essência do arrependimento.

5.33 — Os fariseus jejuavam duas vezes na semana, segundas e quintas-feiras (Lc 18.12), bem como no Dia da Expiação (Lv 16.29). Eles também jejuavam como um ato de penitência (Is 58.1-9) e para recordar, quatro vezes ao ano, a destruição de Jerusalém (Zc 7.3,5; 8.19). O objetivo do jejum era dedicar-se às orações e ao foco em Deus. João Batista viveu uma vida devota, a qual seus companheiros imitaram (Lc 7.24-28; Mt 11.1-19).

5.34 — Jesus comparou Sua presença ao alegre período de uma boda. No Antigo Testamento, esta ilustração era usada para demonstrar o relacionamento de Deus com Seu povo ou para descrever o período messiânico (Is 54.5,6; 62.4,5; Jr 2.2; Ez 16; Os 2.14-23). Jesus explicou que, enquanto Ele estava na terra, não era o tempo certo para jejuns.

5.35 — A ausência do esposo [noivo, na nvi] é o primeiro sinal da aproximação da morte, ressurreição e ascensão de Jesus (veja Lc 2.35 para a primeira alusão). A Igreja, então, irá (e o fez) jejuar (At 13.1,2; 14.23). Mesmo o jejum sendo praticado, este não seria exigido como no judaísmo.

5.36-38 — Pois que romperá a nova. Com esta expressão, Jesus quis dizer que não se pode misturar as coisas velhas (judaísmo) com as novas (o novo estilo de vida que Ele trazia). A tentativa de mesclar as duas situações é comparada ao remendo de roupas. Tirar um pedaço da roupa nova para remendar a velha não adianta. Além disso, os dois tecidos não combinam. O ensinamento de Jesus aqui indica a descontinuidade da maneira antiga em relação à nova.

5.39 — Jesus explicou que alguém que gosta de vinho velho sequer provará o vinho novo, considerando que esta pessoa esteja satisfeita com o velho. Esta analogia esclarece por que algumas pessoas em Israel tiveram problemas em voltar-se para Jesus.


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