2019/08/15

Gênesis 35 — Estudo Bíblico

Gênesis 35 — Estudo Bíblico

Estudo Bíblico sobre Gênesis 35



Gênesis 35

O CONCERTO RENOVADO EM BETEL (35.1-15)
No incidente anterior, Jacó estava basicamente em segundo plano, mas foi bastante ferido por tudo que aconteceu. Nesta história, ele desempenha papel predominante outra vez, conduzindo a família em experiências significativas que culminaram em Betel, onde teve seu primeiro encontro com Deus.

Uma Ordem Divina (35.1)
Deus encontrou Jacó (1) na intensidade do vívido sofrimento espiritual produzido pelo crime contra Diná e pelos crimes cometidos por seus filhos contra Siquém. Apalavra foi clara e simples. Jacó deveria subir a Betel e adorar o Deus cuja única expressão exterior seria um altar. A visita a Betel seria importante, porque foi lá que Deus apa­receu a Jacó pela primeira vez.

A Rejeição da Idolatria (35.2-5)
Exceto pela breve referência a imagens que Raquel roubou do pai (Gn 31.19,30-35), esta é a primeira descrição de posse de ídolos na família patriarcal. Jacó deve ter tomado conhecimento da existência dessas imagens, mas até então não havia realizado nenhu­ma ação drástica. Neste contexto, a ordem: Purificai-vos (2), significa livrar-se dos ídolos e das práticas associadas a eles. A outra ordem: Mudai as vossas vestes, parece ter tido significado simbólico, denotando mudança de lealdade e prática religiosa. Em lugar da adoração aos deuses da natureza e suas superstições, Jacó prometeu tempos de adoração ao verdadeiro Deus (3), que respondeu suas orações e tornou real sua presença ao longo de muitos anos. Deus era distinto da natureza, mas sempre poderoso em sua relação pessoal com quem se entregava a Ele. O poder de sua presença era sentido por todos na família, conforme é indicado pela pronta obediência. As arrecadas (4), ou seja, brincos em forma de argola (cf. ARA) também eram expressão da crença pagã, um tipo de talismã de boa sorte. Moffatt os chama “seus amuletos de pingentes”. O clã estava em perigo mortal, mas Deus cuidou da situação, pois em vez de violência contra a família de Jacó, terror (5) seria sentido pelos habitantes da região.

A Segunda Aparição de Deus em Betel Gn (35.6-15)
Deve ter sido ocasião solene para Jacó quando ele voltou a Betel (6) e construiu o altar (7) preparatório de adoração. Recordações vívidas do acontecimento verificado tantos anos antes devem ter-lhe lampejado pela mente. Uma nota de tristeza foi acrescentada às outras emoções, quando a ama de Rebeca morreu e foi sepultada (8). A Bíblia não registra a morte de Rebeca ou quando a ama se uniu ao círculo familiar de Jacó, mas é evidente que ela estava com eles tempo suficiente para ganhar o afeto da família. Cha­maram o local do sepultamento Alom-Bacute, que quer dizer “carvalho do choro”.
O primeiro elemento da aparição de Deus a Jacó foi uma bênção que incluía a reite­ração do novo fato da vida de Jacó: a mudança do seu nome para Israel (10). Visto que estava relacionado com duas visitações divinas importantes, este fato ganharia mais significado para o patriarca e seus descendentes.
O outro elemento foi a repetição do primeiro concerto feito com Abraão. Depois de Deus ter-se identificado, Ele deu uma ordem (11) muito semelhante a que deu a Adão e Eva (Gn 1.28). Esta ordem estava relacionada com as promessas há muito feitas a Abraão (Gn 17.5,6), que sua posteridade seria uma nação e multidão de nações e reis (11). Deus repetiu a promessa de que a terra (12) seria de Israel e de seus filhos como presente. A teofania (aparição divina) era ato confirmador do compromisso de Deus com as promes­sas passadas e a validação das realidades espirituais vigentes.
A resposta de Jacó foi muito semelhante ao seu primeiro encontro com Deus no mesmo lugar. Ele pôs uma coluna de pedra (14) e derramou sobre ela azeite. Este era testemunho público de que o Deus de Jacó era verdadeiramente o Deus que se revela ao homem. A proclamação do novo nome do lugar, Betel (15, casa de Deus) foi igualmente um testemunho da fé de Jacó.

VIAGEM TOLDADA PELA TRISTEZA (35.16-29)
A presença de Deus não eliminou a tristeza ou a dor da vida de Jacó, mas o preparou e o sustentou durante os tempos de aflição. Agora sua disposição era de bondade e com­paixão, revelando extraordinária capacidade de suportar sofrimento.

A Perda da Amada Raquel (35.16-20)
A esposa favorita de Jacó, Raquel (16), teve um segundo filho, mas custou-lhe a vida. Em seu último fôlego de vida, Raquel chamou a criança Benoni (18, “filho da minha tristeza”), mas Jacó rompeu o precedente e rejeitou a escolha de Raquel. Chamou o menino Benjamim, que, literalmente, significa “filho da mão direita”. Considerando que, para o povo semítico, a mão direita era lugar de honra e força, há comentaristas que supõem que este novo nome significava “o Filho da Boa Fortuna”.8 Em vista das circuns­tâncias, outra explicação parece mais provável. Quando um habitante da Palestina de­signava direções, ele costumeiramente ficava em pé olhando para o leste; por conseguin­te, a mão direita ficava no sul. O segundo filho de Raquel foi o único filho na família de Jacó que nasceu ao sul de Harã; portanto, é possível que o nome signifique “o filho do sul ou filho sulista”.9
Há muito que a tradição afirma que o acompanhamento de Jacó estava situado em um cume de morro distante cerca de três quilômetros ao sul da atual Jerusalém. O lugar ainda leva o nome de Ramat Rahel, ou seja, “Cume do Morro de Raquel”. Atualmente há um edifício pequeno ao lado da estrada para Belém (19), poucos quilômetros ao sul de Ramat Rahel, que é conhecido por “Túmulo de Raquel”. Desconhecemos o fato de este ser o verdadeiro local da coluna (20) que Jacó erigiu em honra de Raquel.

A Concupiscência Venceu Rúben (35.21,22a)
Migdal-Éder (21), que significa “Torre de Éder”, só entrou na história como lugar onde foi cometido um pecado vulgar. Caso contrário, o local seria desconhecido. O inci­dente ali ocorrido aumentou a tristeza de Jacó. Seu filho primogênito, Rúben (22), vio­lou os padrões da moral vigente cometendo incesto com Bila, uma das esposas secundá­rias de Jacó. O ato não só era flagrante pecado contra a santidade do casamento; era também desdenhoso desafio da autoridade tribal do seu pai. Jacó não puniu Rúben ime­diatamente, mas não esqueceu (ver Gn 49.3,4). No que dizia respeito a Jacó, o ato descartou Rúben como líder do concerto.

Lista dos Filhos de Jacó (35.22b-26)
Os filhos de Jacó (22) estão alistados de acordo com suas respectivas mães e não pela idade. Os filhos das esposas, Léia (23) e Raquel (24), são colocados antes dos filhos das servas, Bila (25) e Zilpa (26). Este resumo é uma ponte que prenuncia as histórias que descrevem a sina dos filhos.
A frase que lhe nasceram em Padã-Arã (26) é modificada pela história do nascimento de Benjamim (35.16-18). Não se julgou necessário repetir o que era óbvio.

A Morte de Isaque (35.27-29)
Finalmente, Jacó voltou ao seu idoso pai, a quem muitos anos antes havia enganado. A antiga doença de Isaque (27.1,2) não foi fatal. Fazia tempo que Rebeca tinha morrido. As velhas feridas tinham sido curadas e a volta ao lar foi em paz. Assim também a morte de Isaque ocorreu em paz, pois os dois irmãos, Esaiu e Jacó (29), uniram-se para sepul­tar o pai na cova de Macpela.
Esta série de três experiências (19-29) indicava verdadeiro problema para Jacó. Não havia mais filhos, e os membros mais velhos dos doze mostravam sinais infelizes de maldade moral. A geração passada não mais vivia e agora Jacó era o único portador vivo das responsabilidades do concerto. O concerto ia morrer com ele? Se não, quem era digno de ocupar seu lugar?

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