2019/09/27

Tiago 3 — Explicação das Escrituras

Tiago 3 — Explicação de Tiago



3.1 Mestres, assim como pastores, são dons de Deus para a edificação de Sua Igreja (Ef 4.11 cf. 1 Co 12.28). Tiago aponta o perigo de tomar esse encargo sobre si mesmo (cf. 2.12). O mestre molda as mentes imaturas para o bem ou mal. Aqui o aviso é particularmente, a respeito da censura (Mt 12.37) e da malícia. Maior juízo espera todos os que se exaltam como guias, mas não seguem o Caminho e obrigam outros a trilhá-lo (cf. Mt 23.8-31). Em humildade, Tiago inclui a si mesmo entre os mestres que falham.
3.2 Tropeçamos, i.e., “pecamos”. Ora, a maneira de refrear a língua não é simplesmente guardar silêncio, mas sim, levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 1 0.5; cf. Fp 4.8; Mt 12.34).
3.6 Chamas pelo inferno. Há dois tipos de fogo. Um é posto pelo Espírito Santo (Lc 3.16; At 2.2, 3; cf. 1 Ts 5.19). O outro é posto pelo diabo para destruir tudo que for bom.
3.9,10 A inconsistência do procedimento que bendiz ao Senhor (o uso mais alto da língua) e amaldiçoa aos homens, confirma o irrealismo da bênção. “A última ilustração (12) indica que não é a bênção verbal de Deus, mas a maldição dos homens que é o índice verdadeiro do coração” (Hort; 1 Jo 4 20 tem a mesma idéia). Semelhança de Deus. A imagem de Deus no homem, ainda que desfigurada pela queda, tem reflexos da criação original (Gn 1.26).
• N. Hom. 3.13-18 Os requisitos de um mestre. A) Sabedoria Celestial, que é: 1) pura (cf. 1 Pe 2.1, 2; 1 Jo 3.3); 2) pacífica (Hb 12.14); 3) indulgente (a mesma palavra é traduzida por “cordato” em 1 Tm 3.3); 4) tratável (só aqui no NT com a idéia de “fácil de persuadir”); 5) cheia de misericórdia e bons frutos (Mt 5;7; Gl 22.23); 6) imparcial (só aqui no NT), ”sem ambigüidade”; 7) sem hipocrisia, i.e., sem reservas mentais, aberto e claro (1 Pe 1.22). B) Condigno proceder que: 1) evita inveja (14); 2) evita o espírito faccioso (14); 3) em paz promove a justiça (18).
3.14 Mintais contra a verdade. O verbo no grego pode significar “afirmar falsas reivindicações de ter a verdade”. A verdade do cristianismo não pode ser promulgada ou defendida senão por um espírito cristão.

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