2016/05/20

Interpretação de Lucas 2

Interpretação de Lucas 2

Interpretação de Lucas 2



Lucas 2

D. O Nascimento de Jesus. 2:1-20.
1. Um decreto de César Augusto. Lucas é o único autor dos Evangelhos que data o seu material relacionando-o com o imperador reinante (veja também 3:1). Decreto (gr. dogma). Uma ordem imperial. César Augusto. O primeiro imperador de Roma que reinou de 27 A. C. até 14 A. D. Toda a população. Isto significa todo o império, não todo o mundo conhecido. Recensear-se. Augusto ordenou que se fizesse um recenseamento do império, o qual serviria de base para o lançamento dos impostos. O decreto foi assinado cerca de 8 A.C., mas provavelmente não entrou em vigor senão alguns anos mais tarde.
2. Quirino era governador da Síria. P. Sulpicius Quirinius foi eleito governador da Síria em 6 A. D., e realizou um recenseamento na Judeia naquela ocasião. Há boas evidências de que ele foi governador duas vezes, e que o seu primeiro governo foi de 4 A. C. a 1 A. D. O recenseamento anterior devia estar terminando quando ele assumiu o governo pela primeira vez.
3. À sua própria cidade. Na Judeia cada homem voltava à cidade dos seus ancestrais onde ficavam guardados os registros de sua família.
4. Galileia era a região à volta do Lago de Genesaré, ou mar da Galileia. Tinha uma grande população gentia, e desde o tempo dos profetas era conhecida como “Galileia dos Gentios” (Is. 9:1). Nazaré. Uma cidade nas colinas da Galileia, localizada sobre a estrada comercial que ia das planícies costeiras até Damasco e o Oriente. Judeia. A província ao sul da Samaria e ao norte de Edom e do deserto, limitada ao oeste pelo Mediterrâneo e a leste pelo Rio Jordão e Mar Morto, Belém. O lar de origem da família de Davi.
5. Sua esposa. Veja 1:27.
7. Seu filho primogênito. Subentende-se que Maria teve outros filhos mais tarde (cons. Mc. 6:3). Manjedoura. Um coxo onde o gado comia. José e Maria deviam ter se abrigado no estábulo. A tradição diz que foi numa caverna na encosta da montanha atrás da hospedaria.
8. Guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. A data exata do nascimento de Jesus é desconhecida; a lendária data de 25 de dezembro não pode ser confirmada além do quarto século.
9. A visita celestial foi assessorada com a radiância da glória divina que estava presente quando Deus se manifestou (Êx. 16:10; 20:18; 40:34; II Cr. 7:1; Ez. 1:27, 28).
10. Não temais. As palavras do anjo foram as costumeiras palavras de saudação diante de homens que ficariam aterrorizados com tal aparição (cons. 1:13, 30). Todo o povo, Israel.
11. Salvador. No V. T. Deus foi o Salvador do seu povo (Is. 25:9; 33:22). Enquanto os profetas o consideravam principalmente como um salvador da opressão política, Lucas alarga o conceito apresentando Jesus como o Salvador do pecado.
Cristo, o Senhor. Cristo significa ungido, o Messias de Israel que era o Libertador prometido. Senhor. Um título que os pagãos gregos aplicavam aos seus reis, os quais eles saudavam como se fossem deuses. Um cristão só pode aplicar esse título a Cristo (I Co. 8:6).
12. E isto vos será por sinal. Literalmente, o sinal.
14. Paz . . . entre os homens a quem ele quer bem. A paz não foi dada aos homens que têm boa vontade para com Deus, mas aos homens que Ele está inclinado a favorecer.
15. Nos deu a conhecer. Os pastores não duvidaram da realidade da proclamação do anjo, mas aceitaram-na ao pé da letra.
19. Maria . . . guardava em seu coração. O aparecimento dos visitantes celestiais aos pastores confirmou o segredo misterioso da Anunciação.
E. A Apresentação no Templo. 2:21-40.
21. Completados oito dias. Assim como João, Jesus recebeu o seu nome de acordo com a mensagem de Gabriel (1:13, 59-63). A circuncisão deve ter acontecido em Belém.
22. Os dias da purificação. De acordo com a lei de Moisés, a mulher que tinha um filho do sexo masculino era considerada imunda durante sete dias. No oitavo dia a criança era circuncidada, e ela ficava imunda por mais trinta e três dias. Passado esse tempo ela oferecia um sacrifício no Templo e era cerimonialmente purificada (Lv. 12:2-6). O sacrifício oferecido era na proporção da capacidade financeira da família.
24. Um par de rolas. A oferta das aves indica que José e Maria eram pobres (Lv. 12:8). Para a apresentação da oferta eles viajaram a Jerusalém, que distava apenas algumas milhas de Belém.
25. Simeão. Simeão devia ser um Hasidim, adorador de Deus sincero e dedicado, que guardava a Lei tanto no Espírito como na letra. Justo expressa sua atitude em relação aos homens; temente, sua atitude para com Deus. Consolação de Israel. O esperado Messias, que libertaria os judeus do poder dos seus opressores.
26. Revelara-lhe. Uma profecia individual especial fora dada a Simeão como .recompensa pela sua devoção.
28. Louvou a Deus, dizendo. As palavras de Simeão, como os Salmos de Davi, foram ditas em poesia hebraica.
32. Luz para revelações dos gentios. Simeão percebeu o verdadeiro propósito de Deus de alcançar os gentios além de Israel. Lucas, um gentio, devia estar especialmente interessado em sua profecia.
34. Este. Jesus não era apenas outra criança judia, mas era o pivô da fé. Aqueles que cressem nele subiriam a novas alturas; aqueles que o rejeitassem cairiam em negro desespero.
35. Uma espada. Simeão deu uma indicação de que Maria sofreria profunda tristeza por causa dEle.
36. Uma profetisa chamada Ana. Tanto no Velho, como no Novo Testamento, as mulheres recebiam poderes proféticos. Débora (Juízes 4:4) foi uma das primeiras líderes de Israel, e as filhas de Filipe, o evangelista, também profetizavam (Atos 21:9).
37. Era viúva, de oitenta e quatro anos. Ana convivera com o seu marido sete anos antes da morte deste. Se ela tivesse se casado com a idade de doze anos, teria então mais de cem anos de idade, a não ser que Lucas mencionasse o total de sua idade. Assim como Simeão, ela fazia parte do remanescente piedoso do judaísmo. 38. A redenção de Jerusalém. A grandeza da fé de Ana está comprovada por sua confiança em que essa criança era o instrumento prometido para a redenção nacional.
40. Crescia o menino, e se fortalecia. Lucas é a única fonte de informação sobre a infância de Jesus. Todo o tipo de lendas fantásticas sobre a juventude de nosso Senhor têm sido escritas e publicadas nos Evangelhos apócrifos, mas nenhuma delas aparece nas Escritura.
F. A Visita a Jerusalém. 2:41-52.
42. Subiram, segundo o costume da festa. Judeus devotos costumavam assistir a Páscoa em Jerusalém. Jesus, tendo doze anos de idade, estava se aproximando da idade normal para ser aceito no judaísmo como um “filho da lei”, que o tornaria um membro efetivo da comunidade religiosa.
43. Permaneceu o menino Jesus em Jerusalém. Como qualquer menino normal, deve ter ficado fascinado com as vistas da cidade; é mais provável que ele tenha se interessado particularmente pelo ensinamento dos rabis.
46. . . o acharam no templo. Seu interesse mostra que ele despertou para a necessidade de compreender a Lei. Ele estava prestando atenção aos mestres, que ficaram espantados com a clareza e discernimento de suas respostas.
48. Filho, por que fizeste assim conosco? Como qualquer mãe de verdade, Maria sentiu a falta dele quando a caravana parou no fim do dia. Obviamente ela ficou preocupada.
49. Casa de meu Pai. Dá a entender que o jovem tinha uma percepção clara do seu relacionamento com Deus. Ele ficou admirado porque Maria e José não tinham compreendido esse relacionamento, e fê-los lembrar que, sendo Deus o seu verdadeiro Pai, ele pertencia à casa de Deus.
50. Não compreenderam. José e Maria não compreenderam o significado completo das palavras de Jesus, que foram o primeiro sinal registrado de sua crescente independência (cons. Jo. 2:4).
51. E era-lhes sujeito. A independência de Jesus não era rebeldia. Ele voltou a Nazaré e ficou com a família até o começo do seu ministério público. Guardava todas estas coisas no coração. Embora não compreendesse o que ele quería dizer, Maria não se esqueceu de suas palavras. Talvez Lucas fosse informado diretamente por ela.
52. E crescia Jesus em sabedoria, estatura, e graça diante de Deus e dos homens. Ele não foi um prodígio no sentido de ser anormal. Crescia (gr. lit. “avançar abrindo caminho”) significa que havia crescimento no seu tamanho, consciência e compreensão dos acontecimentos. Ele foi perfeito em cada estágio da vida. Ele estava livre das imperfeições que desfiguram o restante dos homens em cada estágio do crescimento. 



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