Interpretação de Números 30

Interpretação de Números 30

Interpretação de Números 30


Números 30

V. A Validade dos Votos das Mulheres. 30:1-16.
Cada civilização arquiteta maneiras de tornar constrangentes os propósitos humanos. Nas questões civis, o mundo bíblico usou tanto o documento assinado como o juramento oral. Nas questões religiosas o povo fazia votos. A intenção não enunciada, tomava-se constrangente se enunciada em palavras. As leis que regulam os votos estão expostas em Dt. 23; Lv. 27 e Nm. 6; mas aqui se dá ênfase especial sobre a validade do voto de uma mulher. O Senhor orientava que o pai ou o marido de uma mulher podia invalidar seus votos, se sentisse que ela não podia arcar com aquela responsabilidade. Ele poda sustentar o voto dela com o silêncio ou torná-lo inválido através do seu veto. O pai tinha autoridade absoluta sobre uma iria solteira em tais assuntos, e um marido sobre a esposa. As mulheres em geral não eram instruídas quanto aos detalhes das cerimônias religiosas e portanto podiam fazer votos precipitados (veja obs. sobre 6) ou votos que prejudicassem a sua família. Uma esposa desleal podia fazer de propósito um voto ou juramento que prejudicasse o seu marido. Por isso a capacidade legal dele invalidar o voto da esposa, protegia suas propriedades, uma vez que o voto podia incluir o pagamento de uma grande soma em dinheiro. Se o voto fosse do tipo que impusesse uma aflição ou proibição à esposa, o marido tinha a liberdade do validar o voto e partilhar do fardo, ou de vetá-lo.
5. Mas se o pai ... o desaprovar. Um dos verbos usados para expressar a invalidação do voto da mulher é heni', “impedir, restringir, ou frustrar”. A raiz, embora rara, foi grandemente usada om Números e aparece em 14:34 (veja observação), onde somos informados que, durante quarenta anos, Deus frustrou, ou impediu que Israel entrasse na terra prometida. A mesma raiz também foi usada para descrever o que os espiões fizeram, isto é, “desencorajaram o coração dos filhos de Israel” (32:7, 9). Aqui em Números 30, faz-se provisão para que uma filha seja perdoada, se for impedida pelo pai de cumprir o seu voto; e para o marido de “frustrar” a intenção de sua esposa para o bem de sua casa.
6. Dito irrefletido dos seus lábios. A força desta cláusula está no “dito irrefletido dos seus lábios”. Foi assim irrefletidamente que Moisés falou junto às águas de Meribá (Sl. 106:32, 33).
15. Porém se lhos anular. . . responderá pela obrigação dela. Deixar de cumprir um voto era pecado. Se um marido invalidava o voto de sua esposa, tinha de responder pela iniquidade dela. Isto é, devia cumprir todo o cerimonial e exigências legais como se o pecado fosse dele próprio.

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