2019/09/19

Estudo sobre Êxodo 19

Estudo sobre Êxodo 19




Êxodo 19
IV. A PROMULGAÇÃO DA LEI (19.1—24.18)
1) A teofania no Sinai (19.1-25)
Com a chegada dos israelitas ao Sinai (v.1,2), o propósito principal do êxodo estava sendo atingido (cf. 3.12). Mas antes havia preparativos a serem realizados. A teofania no monte sagrado não era uma experiência a ser vivida de forma leviana; grande parte do capítulo é dedicada à forma em que os israelitas se prepararam para receber a revelação divina. v. 2. Como já foi indicado, a localização do monte Sinai é uma questão muito debatida. A tradição pende a favor de Jebel Musa (“montanha de Moisés”) no sul da península do Sinai, embora as reivindicações a favor da vizinha Ras Essafsafeh também tenham sido bem fundamentadas por alguns eruditos. Alguns que pensam que Êx 19 descreve uma erupção vulcânica preferem localizar o monte no noroeste da Arábia, visto que “não há evidências a favor da existência de vulcões na península do Sinai” (Hyatt). No entanto, é questionável se o nosso capítulo está descrevendo atividade vulcânica. Ainda outros apresentam razões para localizar o monte na região de Cades-Barneia, interpretando 3.18 no sentido de que o Sinai estava muito mais próximo da fronteira egípcia do que está o local tradicional. Esse ponto de vista introduz conflitos desnecessários entre os vários conjuntos de dados apresentados no AT. Uma identificação conclusiva é impossível; o fato importante é que houve um Sinai. v. 3. Qualquer sugestão de que se pensava que Deus habitava no monte Sinai é mal fundamentada se for baseada nesse versículo, v. 4. Cf. Dt 32.10,11. Podemos discernir um padrão de aliança (ou tratado) nos v. 4-8: proclamação dos atos salvíficos de Deus (v. 4), formulação das condições da aliança (v. 5,6), resposta do outro partícipe da aliança (v. 7,8). Cf. a introdução ao cap. 20. v. 5. meu tesouro pessoal: usado várias vezes em referência a tesouros do rei (lCr 29.3; Ec 2.8). É a palavra traduzida por “jóias” na VA em Ml 3.17. Embora toda a terra seja minha: “monoteísmo implícito” (Stalker). Reivindicações grandes e sublimes eram feitas em nome dos deuses da Babilônia e da Assíria, mas os deuses não podiam se elevar acima dos sucessos militares dos seus devotos. Em contraste a isso, o Deus de Israel nunca foi mais soberano do que quando o seu povo estava exilado e desalojado da sua terra. v. 6. um reino de sacerdotes: a expressão é única no AT, mas cf. Is 61.6. A ideia não era que houvesse uma casta sacerdotal entre o povo; em vez disso, todo o povo deveria usufruir de privilégios sacerdotais e ao mesmo tempo cumprir uma função sacerdotal em relação aos outros povos. No NT, IPe 2.9 aplica esse termo à igreja, o ”novo Israel” (cf. Ap 1.6; 5.10; 20.6).
v. 9. confiar sempre em você: cf. 14.31. O v. 9b é quase igual ao v. 8b. v. 10. lavar. cf. as medidas de purificação aplicadas pelos levitas antes de se apresentarem ao Senhor (Nm 8.21). v. 11. Deus somente apareceu no monte Sinai; ele não habitava lá da forma em que os deuses de Safon e do Olimpo o faziam (cf. comentário do v. 3). v. 12,13. As regras eram necessárias em virtude do efeito de contágio da “santidade” da montanha; poderia ser contraída até indiretamente (v. 13). v. 15. Relações entre marido e mulher poderiam desqualificar uma pessoa de participar dos ritos sagrados (cf. ISm 21.5). O v. 16 retrata a teofania em termos de um temporal. Visto que o v. 18 parece referir-se a uma erupção vulcânica, tem-se argumentado com frequên-cia que duas tradições distintas da teofania foram combinadas para produzir o presente relato. As duas ideias não são mutuamente excludentes, sendo ambas em grande parte representações convencionais da presença divina, v. 21. A advertência é repetida no v. 24 (cf. v. 12,13) para transmitir a necessidade absoluta de que todos se mantivessem nos limites demarcados, v. 22. sacerdotes. seria de admirar se os israelitas não tivessem tido nenhum tipo de oficial religioso antes da consagração dos “sacerdotes levitas”. O termo talvez até seja usado de forma proléptíca em relação a Arão, Nadabe e Abiú, em consideração à sua indicação posterior para o sacerdócio (28.1; cf. 24.1,2,9ss). Em 24.5, “jovens” são instruídos a oferecer sacrifícios relacionados à cerimônia da aliança, fulminará'. cf. 2Sm 6.6ss. v. 25. avisou o povo é tradução que vai além do original. Uma forma melhor seria “e disse a eles”, embora nesse caso as palavras de Moisés tenham se perdido na transmissão do texto. (O TM sofreu um acidente semelhante na transmissão de Gn 4.8, mas lá as versões antigas vêm para socorrer o texto.)


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