2016/10/08

Números 23 — Análise Bíblica

Números 23 — Análise Bíblica

Números 23 — Análise Bíblica



Números 23

Nm 23:124:25 Os oráculos de Balaão 23:1-26 Primeiro e segundo oráculos. O rei Balaque e seu povo (os moabitas) esperavam obter uma vitória decisiva sobre os israelitas a fim de “lançar fora da terra” (22:6) os filhos de Israel. Assim, convocaram Balaão para amaldiçoar Israel (22:7) e, quando o adivinhador chegou, ofereceram sacrifícios para levar Deus a aceitar essa maldição (23:1-3). Contudo, ao aparecer a Balaão (23:4), Deus ordenou que ele não amaldiçoasse Israel. Nenhum tipo de maldição seria eficaz, pois Deus já havia prometido abençoar seu povo e fazer dele uma bênção para outras nações (23:20; cf. tb. 22:12; Gn 12:1-3).
A pergunta de Balaão, Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? (23:8), ressalta a ineficácia de qualquer maldição que não seja aprovada por Deus. Sua forma de pensar corresponde à do povo massai, para o qual a justiça de Deus protege todos os justos dos efeitos de maldições. Somente os malfeitores sofrem quando uma maldição é proferida.
O plano de Deus de abençoar Israel não podia ser frustrado pela cobiça de Balaão nem pelos muitos sacrifícios valiosos oferecidos por Balaque em altares erguidos em diferentes locais (23:1,14,29). Nenhum artifício pode fazer Deus mudar de ideia, como fica claro pelos dois oráculos que Balaão profere (23:7-24).
A história de Balaão revela não apenas a grande diferença entre o verdadeiro Deus de Israel e os seres humanos (23:19) influenciados pela cobiça, mas também o contraste gritante entre o Deus verdadeiro e os falsos deuses. Os sacrifícios de Balaque e as recompensas oferecidas pelo rei a Balaão mostram como ele considerava os deuses entidades instáveis, mais presentes em determinados lugares e passíveis de ser subornadas ou persuadidas a mostrar favoritismo. No entanto, o Deus verdadeiro de Israel é constante e fiel para com seu povo. Honra a aliança que fez com Israel e é o mesmo ontem, hoje e amanhã. As Escrituras em sua totalidade dão testemunho da natureza constante e imutável de Deus.
A bênção de Deus repousa sobre Israel, pois o Deus verdadeiro está com ele (23:21). A impossibilidade de amaldiçoar aqueles aos quais Deus concedeu bênçãos é uma indicação clara da presença de Deus no meio do povo de Israel no deserto.

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