Significado de Números 30

Significado de Números 30

Significado de Números 30



Números 30

30.1,2 — O ponto-chave é claro: aquele que faz o voto tem a obrigação de manter a sua palavra. Votos que são feitos ao Senhor devem ser cumpridos (Dt 23.21-23; Ec 5.1-7).
30.3-5 — Na cultura israelita, uma jovem mulher solteira ficava sob a tutela de seu pai. Se ela fizesse um voto, este, ao ser conhecido pelo pai da moça, poderia ser cumprido ou não, dependendo da vontade paterna. Por esta razão, o pai poderia anular o voto. Se ele não o fizesse, isso significava que o voto estava válido, incluindo qualquer complicação em decorrência da promessa.
30.6-8 — O cumprimento do voto feito por uma mulher antes de casar-se passa a ser uma determinação do marido. Assim, o esposo poderia anular a promessa feita por sua cônjuge antes do matrimônio, ou seja, antes de ela estar sob sua tutela. Neste caso, Deus a livraria do voto dela. Caso o marido soubesse da promessa e não dissesse nada, então o voto continuaria válido, incluindo qualquer problema em decorrência deste. Fazendo uma comparação com os versículos 10 a 15 deste capítulo, os versículos 6 a 8 sugerem que a mulher aqui citada é recém-casada.
30.9 — O voto de uma viúva ou de uma mulher divorciada era válido, porque não estava atrelado à tutela do pai nem do marido.
30.10-15 — No caso de uma mulher que fizesse um voto ao Senhor depois do casamento, o marido poderia anulá-lo. Porém, seu silêncio em relação ao compromisso o validaria. Muitas destas situações podem ter sido arbitradas da mesma maneira que o caso envolvendo as filhas de Zelo-feade (Nm 27), isto é, baseando-se em situações específicas levadas perante Deus para a proclamação de uma sentença.
30.16 — Este versículo fala sobre a autoridade de Deus e as decisões que Ele transmitiu a Moisés a respeito dos votos feitos pelas mulheres na antiga cultura de Israel.
EM FOCO
Vingar (hb. naqam)
(Nm 31.2; 1 Sm 24.12; Is 1.24)O verbo hebraico traduzido como vingar pode assumir uma conotação negativa ou positiva. Por um lado, os israelitas foram proibidos de vingar-se, porque se considerava que tal atitude serviria apenas ao íntimo do indivíduo que a praticasse (Lv 19.18). Entretanto, as Escrituras falam da correta busca da justiça, da virtude e da defesa da majestade divina. Deus declarou que apenas Ele poderia executar vingança: minha é a vingança (Dt 32.35). Todavia, Ele sempre usa pessoas, como em Números 31.2, para executar Seu juízo.