2009/06/22

Comentário de João 13:1

comentario biblico, evangelho de joão, novo testamentoOra, antes da festividade da Páscoa,... Esta festividade foi instituída como um comemorativo da libertação dos filhos Israel para fora do Egito, e era algo grandemente tipificado em Cristo; e esta Páscoa era a que Cristo tinha grandemente desejado, sendo essa a sua última, e quando ele iria expressar o seu grande amor ao seu povo, mencionado aqui, por morrer por eles. Era dois dias antes desta festividade, assim como a versão Persa lê este texto, em Betânia, na casa de Simão o leproso, que as coisas registradas neste capítulo ocorreram; Ver Mat. 26: 2.

Sabendo Jesus que a sua hora chegou, para se afastar deste mundo para o Pai. A morte de Cristo é mostrada aqui por uma partida deste mundo, uma maneira de falar frequentemente utilizado pelos judeus como expressiva da morte; Ver Gill sobre Fil. 1:23. Grande parte dessa frase é feita uso relativa a Moisés, de quem se disse (p) que a quarta canção que foi cantada em todo o mundo, foi cantada por ele "quando "o tempo chegou", למפטר מן עלמא, "para partir deste mundo";” uma forma fácil e familiar de discurso para expressar a idéia de morte, como se fosse apenas uma remoção de um lugar para outro. O lugar de onde Cristo estava prestes a ser removido é chamado de "este mundo": neste mundo presente, em que ele veio para salvar os pecadores, e no qual ele estava, e onde ele havia encontrado muita dor, e bárbaro tratamento, e havia de encontrar ainda mais à frente: é dito que ele estava indo para estar com "o Pai", em cujo seio ele estava, por quem ele foi enviado, de quem ele veio; a seu Deus e Pai, e do Deus e Pai de todo o seu povo, para ser estabelecido gloriosamente à sua mão direita. Uma hora ou tempo foi fixado para isto, para que houvesse um tempo definido,[1] chamado de "a plenitude do tempo", para a sua vinda ao mundo, assim como foi para a sua ida do mesmo: e agora esta "sua hora havia chegado", o tempo chegou, ou pelo menos, estava muito próximo, e ele "sabia" que, sendo Deus Onisciente, não lhe dava isso nenhum desconforto: nem isso afastou seus afetos do seu povo: pois...

Tendo amado os seus próprios que estavam no mundo, amou-os até o fim. Os objetos do amor dele são descritos como a sua propriedade, “os seus próprios"; por quem é significado, não todo o gênero humano que é dele por criação;[2] nem os judeus que eram a nação dele e compatriotas de acordo com a carne; nem os doze apóstolos apenas, a quem ele tinha escolhido; mas todo o eleito de Deus que é a sua propriedade, pela escolha dele, pelo presente do seu Pai, pela compra que ele fez deles com o seu sangue, e pela sua chamada eficaz deles pela sua graça: estes também são descritos pela sua condição e situação, eram os "que estavam no mundo"; que não é dito para distingui-los dos santos que estavam nos céus, ou expressar o estado anterior deles de não regenerados, mas a situação presente deles neste mundo vão e mau, que não é nenhuma objeção do amor de Cristo para eles; pois, embora ainda neste mundo eles levem com eles um corpo de pecado e morte, sujeitos as muitas armadilhas e tentações, e sejam envolvidos nas dificuldades, e expostos ao ódio do mundo, contudo, eles são, e sempre serão, os objetos do amor e cuidado de Cristo. São expressos os atos do amor dele para com eles no tempo, tanto passado, como futuro: tendo os "amado"; assim ele fez de seu amor perpétuo, com um amor cheio de graça e clemência que ele mostrou cedo, aderindo a eles, assumindo a causa deles, se encarregando da salvação deles, e tendo-os em seus cuidados, e no tempo devido assumindo a mesma natureza deles; e, tendo ele feito tudo isso, "amou-os até o fim": e o qual ele mostrou isso por morrer por eles; e continuou mostrando esse amor por interceder por eles no céu, os provendo com toda a graça, e os preservando de uma queda final e total;[3] e ele os apresentará no final, no seu reino e gloria, quando eles estarão para sempre com ele; e de forma que amor para com eles não só continua até o fim da sua própria vida, mas até o fim do mundo,[4] e para sempre; e assim εις τελος, significa, e é traduzido "continuamente", Luc. 18:5, e na Septuaginta corresponde de Sal. 9:6 para a palavra לנצח que significa "para sempre"; e é traduzida aqui assim pela versão Etíope.



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Notas

(p) Targum in Cant. i. 1, 7. Vid. Bereshit Rabba, sect. 96. fol. 84. 1. & Debarim Rabba, sect. 11. fol. 245. 2.
[1] Cf. Atos 1:7. N do T.
[2] Cf. Salmos 24:1. N do T.
[3] Cf. Judas 1:24. N do T.
[4] Cf. Mateus 28:20. N do T.

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