2016/10/08

Números 24 — Análise Bíblica

Números 24 — Análise Bíblica

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Números 24

Desta vez, porém, Balaão usa outra abordagem: Não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros (24:16). Como outros adivinhadores da Antiguidade, ele provavelmente se baseava na interpretação de sonhos, no estudo das estrelas e no exame do coração, fígado e outros órgãos internos de animais sacrificados para determinar a vontade divina. Mas, ao que parece, desta vez Deus fornece a Balaão instruções audíveis, de modo que o adivinhador pode se referir a si mesmo como aquele que ouve os ditos de Deus (24:4). 0 Senhor também lhe dá a capacidade necessária para falar claramente a Balaque acerca da impossibilidade de fazer seus próprios pronunciamentos e amaldiçoar uma nação que já havia sido abençoada pelo Todo-Poderoso.
Como o primeiro e o segundo oráculos, o terceiro se refere às bênçãos de prosperidade, poder e fama: Que boas são as tuas tendas [...] Como vales que se estendem (24:5-7a), Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa; quem o despertará? (24:8-9a), o seu reino será exaltado (24:76), terminando com a declaração Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem (24:96), palavras que trazem à memória as bênçãos de Deus sobre Abraão e seus descendentes em Gênesis 12:3.
A essa altura, o Senhor se apossou de tal modo da mente de Balaão que este não é influenciado pela ira de Balaque nem pela perda da recompensa prometida (24:10-11). Livre de qualquer influência externa, ele diz apenas o que Deus lhe revelou (24:12-14).
Enquanto os três primeiros oráculos de Balaão reafirmam a bênção de Deus sobre os antepassados de Israel, no quarto oráculo a bênção é futura. Balaão fala da vinda de uma estrela um cetro (24:17a). Sob esse líder futuro, Israel conquistará seus inimigos, a saber, as nações ao redor da terra prometida como os moabitas, edomitas, amalequitas (representando os piores inimigos de Israel), queneus e As-sur (24:176-24). Depois de conduzir o povo à terra prometida, ele começa a cumprir essa profecia com a conquista de Edom e Moabe no tempo de Davi (24:18; 2Sm 8:14; lRs 11:15-16). Contudo, o cumprimento total dessas profecias aguarda a vinda daquele que é predito em 24:17, aquele que destruirá todos os seus inimigos (24:19). Sua vitória total pode ser retratada pela imagem desse conquistador usando seus inimigos como estrado para os seus pés (SI 110:1). Essa profecia se cumpriu em Jesus Cristo, o qual Deus enviou para redimir o mundo por meio de sua morte na cruz.
A história de Balaão mostra claramente que os seres humanos não podem manobrar, distorcer, mudar ou manipular a revelação (profecia) de Deus, ou seu conteúdo, a fim de adequá-la a seus planos. Balaão foi advertido a proferir somente as palavras que receberia de Deus e, apesar de ter cooperado com os príncipes de Moabe, não pôde agir segundo a sua própria vontade, mas apenas conforme a vontade de Deus.

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