2016/10/14

Significado de Números 10

Significado de Números 10

Significado de Números 10



Números 10

10.1,2 — As duas trombetas de prata eram diferentes das trombetas de chifre de carneiro (Lv 25.9; SI 81.3). Feitos de prata batida, estes instrumentos eram compridos e tinham uma boca ostentosa, como as posteriores trombetas medievais europeias. Visto que não possuíam pistões, eram tocadas como um clarim. O padrão consistia do seguinte: a nuvem começava a mover-se, as trombetas soavam, e as pessoas levantavam o acampamento e deslocavam-se conforme a ordenação dos toques. Quando a arca, o símbolo da divina presença, era movida, Moisés recitava as palavras do cântico do triunfo (v. 35).
10.3,4 — O número de trombetas que soavam e os tipos de notas que emitiam eram sinais para os vários grupos que estavam no acampamento, bem como para as pessoas em geral. Por isso, o uso da expressão: quando tocar uma só — um toque específico para os príncipes e cabeças das tribos se reunirem.
10.5-8 — Mesmo quando as trombetas soavam, não deveria haver uma desorganizada correria do povo. O tom que rege este trecho bíblico é o da disciplina e da ordem. Deus é o Deus da ordem, e isto se refletia nas atribuições dos israelitas no acampamento (1 Co 14.40; Ef 4).
10.9 — As trombetas funcionavam como um sinal para convocar o povo para reuniões e, posteriormente, para o exército reunir-se a fim de sair à peleja. O som desses instrumentos convocava os israelitas para a guerra. Além de exercer a função de sinal de alerta em certas ocasiões, o toque da trombeta se tornou um símbolo da convocação de Deus e um lembrete de que o Senhor dos Exércitos estava entre os israelitas.
10.10 — As trombetas também eram tocadas no contexto de adoração, especialmente nas datas festivas e nas celebrações do começo do mês. A expressão Eu sou o Senhor, vosso Deus indica que o que está por vir é precedido de uma revelação da vontade do Senhor. Além disso, essas palavras servem como uma bênção sobre o povo no início de sua marcha.
10.11 — Finalmente, o tempo certo chegou para que os israelitas se pusessem a postos, a fim de iniciar a jornada triunfal para a qual Deus os preparara há algum tempo. Quando a nuvem se ergueu de cima do tabernáculo, o povo levantou acampamento e partiu. A nuvem era o símbolo da presença de Deus, de Sua proteção e orientação. Sendo assim, o povo poderia marchar sem medo rumo ao desconhecido.
10.12,13 — Este versículo é uma espécie de resumo do início da marcha. O deserto de Parã fica localizado ao nordeste da península do Sinai, ao sul de Neguebe, a área deserta abaixo de Judá, mas não foi de fato alcançado pelos israelitas até Números 12.16. Parã representava uma boa localidade para realizar uma das paradas, pois estava longe das cidades fortificadas que ficavam na direção do Egito, no oeste.
PERFIL
Uma combinação de orientação divina e humana
A forma como Moisés guiou Israel pelo deserto serve como um modelo instrutivo para os cristãos que buscam por orientação no complexo mundo de hoje. Por um lado, o profeta convidou um parente, Hobabe, para servir de guia (Nm 10.29-31). Por outro, ele continuou a seguir a impetuosa nuvem da presença de Deus (Nm 10.34; 9.15-23). Moisés usou uma combinação de orientação divina e humana para liderar Israel até a Terra Prometida.
A nuvem ígnea, as tábuas de pedra, a Lei e outros tipos de comunicação vindos de Deus representavam os meios mais importantes de orientação. Entretanto, para muitas, se não para a maioria, das decisões cotidianas o julgamento humano e a sabedoria — tal como o conhecimento de Hobabe do deserto, foram necessários. A aparição de Hobabe neste ponto é bastante interessante. Um pouco antes, o sogro de Moisés o aconselhara na questão dos líderes que poderiam auxiliá-lo no julgamen-to/orientação do povo (Êx 18.17-23). E agora, Moisés fez um forte apelo a Hobabe para que este fosse “os olhos” [o guia] do povo (Nm 10.31). 0 profeta sabia qual era o valor dos recursos humanos.
Na verdade, o texto não diz se Hobabe cedeu aos insistentes apelos de Moisés. Pode ser que Hobabe tenha retornado à sua terra natal e ao seu povo como era a sua intenção inicial (Nm 10.30). Mesmo que ele tenha voltado, a combinação da liderança divina e humana permaneceu, pois Moisés, Arão, Miriã e os líderes mencionados anteriormente continuaram a tomar decisões. Isso não anula absolutamente nada da liderança divina. Em vez disso, tal fato demonstra que Deus usava várias formas para guiar o Seu povo. Nós, que buscamos por orientação nos dias de hoje, precisamos prestar atenção à revelação celestial — particularmente na Bíblia, a Palavra de Deus escrita—, mas também necessitamos recrutar, ouvir e seguir aqueles a quem Deus presenteou com o discernimento e a liderança.
10.14-28 — Este trecho bíblico, como muitos outros em Números, transmite um sentido de esplendor, de drama e de esquema ordenado. A passagem em questão foi feita para ser lida em voz alta, como uma narrativa da fidelidade de Deus para com todo o Seu povo, e a resposta deste acerca de Sua orientação. A repetição do nome de cada tribo (capítulos 1 e 7) deve ter soado como uma declaração eloquente naquele tempo. Esperava-se que esses nomes fossem celebrados eternamente como os líderes da primeira geração de israelitas que levaram suas tribos até Canaã. Entretanto, por causa dos acontecimentos que se seguem (capítulos 11 a 14), tais nomes carregam certa tristeza. Os líderes não chegaram ao seu destino, a Terra Prometida. Em vez disso, foram enterrados no deserto.
10.29-32Reuel (identificado também como Jetro) é mencionado em Êxodo 2.18-21 como o sacerdote de Midiã que ajudou Moisés, e concedeu a este sua filha Zípora para servir-lhe de esposa. Moisés convidou Hobabe, filho de Reuel, para se juntar a Israel em sua jornada triunfal. A princípio, Hobabe declinou do convite.
Entretanto, por causa da insistência de Moisés, o filho de Reuel continuou com os israelitas (Jz 1.16), servindo de guia do povo no deserto. Neste exemplo de evangelismo no Antigo Testamento, Hobabe juntou-se ao destino de Israel exatamente como Rute, a moabita, faria mais tarde (Rt 2). Associar-se a Israel não era apenas uma questão de mudança de moradia, mas envolvia uma transformação radical da vida e do objetivo de um indivíduo, pois este deveria focar-se dali em diante no Deus vivo.
10.33,34 — Assim partiram do monte. Estas resumidas palavras representam toda a graça e toda a misericórdia. À medida que as lemos, esperamos plenamente que toda a jornada se dê com similar orientação e aprovação divina até que a vitória seja completamente atingida.
10.35,36Levanta-te, Senhor e volta, 6 Senhor são as palavras de um cântico triunfal. Não são um montra, mas uma ode poética sobre a presença de Deus entre Seu povo e uma oração, para que Sua presença seja efetiva na vida das pessoas. A expressão muitos milhares equivale a uma grande quantidade de pessoas.

Índice: Números 1 Números 2 Números 3 Números 4 Números 5 Números 6 Números 7 Números 8 Números 9 Números 10 Números 11 Números 12 Números 13 Números 14 Números 15 Números 16 Números 17 Números 18 Números 19 Números 20 Números 21 Números 22 Números 23 Números 24 Números 25 Números 26 Números 27 Números 28 Números 29 Números 30 Números 31 Números 32 Números 33 Números 34 Números 35 Números 36

2 comentários:

Unknown disse...

Amém, gloria a DEUS!!

Unknown disse...

É interessante notar que os Gersonitas partiam na frente levando o tabernáculo (Nm 10.17) e somente "mais tarde" partiam os Coatitas levando as coisas santas (objetos) do tabernáculo (Nm 10.21). Quando chegavam os Coatitas com as coisas santas já estava "montado" o tabernáculo e os objetos iam diretamente para os seus respectivos lugares. Percebemos ai o quão Deus é sábio e maravilhoso em suas obras. Toda ordem que Ele emite tem um proposito e devemos segui-la para que possamos ser organizados em nosssa jornada até a terra prometida.

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