2016/10/14

Significado de Números 2

Significado de Números 2

Significado de Números 2



Números 2

2.1,2 — Nm 2 começa exatamente como a maioria dos capítulos em Números, com o registro da revelação de Deus a Moisés. A expressão debaixo da sua bandeira ratifica que este é um capítulo de estabelecimento de ordem e designação. Ele fala sobre a alegria de conhecer o lugar de sua tribo no acampamento após orientações do Deus vivo. Posteriores princípios judaicos sugeriram que cada tribo tinha em sua bandeira as cores que correspondiam às 12 pedras fixadas no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28.15-21). Além disso, cada tríade de tribos possuía sua própria insígnia. Os modelos, ou motivos, destes emblemas não são conhecidos por nós hoje em dia. Mais tarde, os conceitos judaicos indicaram que o padrão da tríade liderada pela família de Judá tinha a figura de um leão, a de Rúben, um homem, a de Efraim, um boi, e a de Dã, a figura de uma águia. (Veja as quatro criaturas vivas descritas em Ezequiel 1.10, e compare com Apocalipse 4.7.)
É difícil comprovar historicamente estes princípios religiosos. Além disso, enquanto hoje pensamos apenas no primor e na ordem do trabalho de Deus na criação (Gn 1; Pv 8.22-31; SI 104) e em Sua obra nos vindouros novo céu e nova terra (Ap 21; 22), o capítulo 2 de Números apresenta a noção de beleza e de método na formação de Seu povo israelita, um conceito similar à beleza da Igreja como o Corpo de Cristo (Ef 2.19-22). O próprio Deus dispôs cada tribo em um lugar específico em volta do tabernáculo. A identidade de um indivíduo não era apenas derivada de sua tribo, mas também de seu lugar em relação ao tabernáculo. Esta é uma ilustração dada pelo Antigo Testamento da morada de Deus no meio de Seu povo. A beleza e a ordem deste capítulo apontam, por fim, para o primor de estar na presença do elevado Rei.
A expressão ao redor (arc) ou a certa distância (nvi) é uma tradução do termo hebraico minneged. Ninguém ousava chegar muito perto do tabemáculo, a fim de que a santidade divina pudesse ser respeitada (Is 6.1-5). Em contrapartida, as pessoas podiam chegar bem perto de Jesus. Isso não quer dizer que Jesus era menos santo, mas que Ele tinha de aproximar-se o suficiente de nós para nos salvar.
2.3-9 — As três tribos da banda do Oriente tinham o lugar de honra. As antigas pessoas de Israel não eram navegantes. Na verdade, elas “voltaram suas costas para o mar”, então a palavra costas pode significar leste ou o mar. O leste era o lugar onde o sol se punha. Por outro lado, as pessoas do oeste ficavam voltadas para o nascer do sol, uma ilustração de promessa e poder (Sl 19.4-6).
Na linha de marcha, Judá, com as suas tribos aliadas Issacar e Zebulom, foram assentadas primeiro. Os nomes dos líderes de cada tribo e a contagem dos homens que serviram ao exército são os mesmos do capítulo 1.
2.10-16 — Posicionadas ao lado sul, estavam a tribo de Rúben e suas aliadas, Simeão e Gade. Elas foram assentadas em segundo lugar, depois de sitiadas as três tribos aliadas em que Judá era a líder. O total de homens que serviram ao exército nestas três tribos era 151.450.
2.14-16 — Há uma conhecida dificuldade textual no versículo 14 no que concerne ao nome Deitei. O texto hebraico traz o nome Reuel neste versículo e Denei em Números 1.14- As letras hebraicas der poderiam ser facilmente confundidas pelos escribas por causa de sua similaridade de forma em certos estágios da formação dos símbolos escritos do alfabeto (um problema parecido é encontrado em Gn 10.4, em que o nome Dodanim é grafado Rodanim no Pentateuco Sama-ritano e em 1 Cr 1.7.) Muitos outros manuscritos hebraicos e suas traduções grafam Deuel em Números 2.14, o que presumimos que seja a grafia que tem precedência.
2.17Partirá a tenda da congregação com o exército dos levitas no meio. Consentia-se que apenas as pessoas consagradas se deslocassem com a tenda da congregação, neste caso os levitas. Na linha de marcha, o tabernáculo ficava na posição central, um símbolo não só da proteção de Israel, como também da presença de Deus entre o Seu povo.
2.18-24 — Posicionadas ao lado oeste estavam a tribo de Efraim e suas tribos aliadas, Manassés e Benjamim. Na linha de marcha, elas foram o terceiro grupo a mudar para seus acampamentos. O total dos homens que serviram ao exército dessas três tribos foi 108.100.
2.25-31 — A tribo de Dã e suas tribos aliadas, Aser e Naftali, foram posicionadas ao norte. Na linha de marcha, foram o último grupo a mudar para seus acampamentos. O total dos homens que serviram ao exército dessas três tribos foi 157.600.
2.32-34 — Estes versículos resumem o grandioso capítulo 2. Os quatro grupos de três tribos contabilizaram o mesmo total que a soma das 12 unidades individuais: 603.550 (Nm 1.46). Há uma consistência planejada no uso destes números. O capítulo 2 apresenta uma ilustração quase idealizada das tribos de Israel como se estivessem preparadas para sua marcha triunfal até a Terra Prometida. A grande tristeza de sua subsequente rebelião é um aviso para todos nós.

Índice: Números 1 Números 2 Números 3 Números 4 Números 5 Números 6 Números 7 Números 8 Números 9 Números 10 Números 11 Números 12 Números 13 Números 14 Números 15 Números 16 Números 17 Números 18 Números 19 Números 20 Números 21 Números 22 Números 23 Números 24 Números 25 Números 26 Números 27 Números 28 Números 29 Números 30 Números 31 Números 32 Números 33 Números 34 Números 35 Números 36

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