2016/10/14

Significado de Números 9

Significado de Números 9

Significado de Números 9



Números 9

9.1 — A expressão o primeiro mês do segundo ano indica que o conteúdo deste capítulo precede a ordem de recenseamento em Números 1.1. Com o tabernáculo pronto, o acampamento ritualmente purificado, os levitas limpos e em seus postos, os símbolos da presença divina no acampamento israelita e mais uma celebração de Páscoa, tudo estava pronto para a triunfal marcha do exército de cidadãos de Deus rumo à Terra Prometida.
9.2-5 — Quando a primeira Páscoa foi celebrada no Egito, a ordem foi que se comemorasse a data por todas as gerações de israelitas (Ex 12.14) • Agora, chegara a hora de comemorar novamente a Páscoa, aos pés do monte Sinai, antes que as pessoas iniciassem sua marcha rumo a Canaã.
9.6-10 — Por causa da mácula contraída por terem tocado em um cadáver (Nm 5.2), havia algumas pessoas que não puderam celebrar a Páscoa naquele dia. Tais indivíduos foram ansiosamente perguntar a Moisés o que deveriam fazer. Deus tinha a intenção de que a data fosse celebrada por todo o Seu povo. O motivo que levou à impureza ritual não deveria impedir uma pessoa de gozar daquela noite. Tampouco a celebração poderia passar em branco. Desta forma, o ritualmente impuro celebraria a Páscoa um mês depois.
9.11 — A determinação do consumo das ervas amargas indica que aqueles que comemorariam a Páscoa um mês depois celebrá-la-iam em todos os detalhes. Eles não deveriam realizar a cerimônia de forma diferente, mas sim executá-la plenamente, comendo o cordeiro, o pão sem fermento e as ervas amargas.
9.12    — A refeição pascoal não era um banquete comum. O alimento celebrava a grande ação libertadora de Deus na história de Israel. A refeição deveria ser consumida com uma atenção especial ao cordeiro, do qual nenhum osso poderia ser quebrado. E importante lembrar que, quando o Salvador foi crucificado como nosso Cordeiro pascoal, nenhum de Seus ossos foi quebrado (Jo 19.36), um cumprimento da profecia neste versículo (Êx 12.46; SI 34.20).
A congregação que Moisés deveria convocar ao tocar as trombetas de praia (Nm 10.2,3) consistia de toda a população de Israel, o povo escolhido de Deus. Frequentemente, este grupo também era chamado de a assembléia (hb. edah ou qahal), em especial quando estava reunido em uma data (por exemplo, no Sábado ou em outras festividades) e um lugar determinados (tal como a tenda da congregação, Nm 10.3), a fim de que se cumprissem propósitos religiosos.
Séculos mais tarde, quando a sinagoga toi mencionada (Mc 1.21), o grupo que se reunia lá foi nomeado como a assembléia. Os gregos também descreveram as reuniões de cidadãos da mesma forma (assembléia, em grego ekklesia).
Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego, a palavra hebraica para assembléia foi vertida como ekklesia, um termo que os primeiros cristãos adotaram. Por fim, ekklesia foi traduzida para o português como eclésia, que significa uma organização cristã, a Igreja.
9.13 — Algumas pessoas simplesmente se recusavam a comemorar a Páscoa, não por causa de razões maiores, mas apenas por ingratidão e insolência. Tais indivíduos seriam eliminados do meio do povo e sofreriam as consequências de seu pecado.
9.14 — Todos aqueles que viviam entre o povo hebreu poderiam ser incluídos nas celebrações da Páscoa, mas primeiro deveriam ser circuncidados (Êx 12.48). Este era um rito que se aplicava tanto ao cidadão israelita como ao estrangeiro. Quando um estranho ouvia as histórias das poderosas e misericordiosas ações divinas, era natural que ele perguntasse aos israelitas sobre como também podería participar da bênção a Israel.
9.15-23 —A nuvem (Êx 13.21) representava um notável símbolo da ativa presença de Deus junto ao Seu povo, pois o cobria com proteção, guiava-o na direção certa e aproximava-se como fogo durante a noite para dar conforto na escuridão. Os últimos versículos deste trecho bíblico fazem um resumo das ações da nuvem e do fogo durante a estada de Israel no deserto.
9.23 — A nuvem e o fogo eram manifestações da vontade e direção de Deus. Quando a nuvem se levantava, eles partiam. Quando esta ficava sobre o tabernáculo, o povo acampava. Não havia nada de previsível nos movimentos que a nuvem realizava. Tudo dependia da soberania de Deus. As pessoas percebiam a glória e a vontade do Senhor nas ações da nuvem.

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