2018/03/28

Significado de Gálatas 1

Significado de Gálatas 1

Significado de Gálatas 1


Gálatas 1

1.1-5 — A introdução da carta inclui os três elementos comuns encontrados em seções de saudação epistolar: (1) o escritor — Paulo (G1 1.1), (2) os destinatários — às igrejas da Galácia (G1 1.2) e (3) a saudação — graça e paz (G 11.3). 

1.1 — Paulo denomina-se apóstolo para afirmar sua autoridade dada por Deus, a fim de tratar do problema que as igrejas da Galácia enfrentavam. Ele foi constituído apóstolo não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai. Essa é a origem do chamado especial de Paulo para ser apóstolo (G1 1.15,16); chamado que ele recebeu quando teve um encontro com Cristo na estrada para Damasco (At 26.12-18). A expressão que o ressuscitou dos mortos é uma referência à ressurreição de Jesus Cristo, crença central da fé cristã (1 Co 15). 

1.2E todos os irmãos que estão comigo. Paulo sugere que havia com ele um número considerável de cristãos, membros da família na fé. Ele se associa a esses cooperadores anônimos quando envia saudações às igrejas da Galácia. Gálatas é uma carta circular, destinada a várias igrejas de uma mesma região. 

1.3Graça e paz, da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é uma variação da saudação padrão nas cartas da época de Paulo. O termo paz é a tradução grega da saudação tradicional em hebraico [shalom]. Paulo normalmente combina as duas ideias de graça e paz na introdução de suas cartas (1 Co 1.3; 2 Co 1.2). A verdadeira mensagem de salvação está baseada somente na graça de Deus (G1 1.6; 2.21), recebida pela fé (Ef 2.8), e ela traz paz com Deus (Rm 5.1). 

1.4O qual [Cristo] se deu a si mesmo por nossos pecados. Essa frase antecipa a discussão de Paulo sobre a redenção, em Gálatas 3.13,14. E um breve resumo das boas-novas: a morte de Cristo é para vocês (1 Co 15.3). A afirmação de Paulo aqui — para nos livrar do presente século mau — é semelhante à passagem de Colossenses 

1.13[Deus] nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. As duas citações desenvolvem essa verdade com base na obra redentora de Cristo (Cl 1.14), sugerindo que o verbo livrar refere-se à separação e livramento das tentações deste presente século. 

1.5[Deus, nosso pai] ao qual glória para todo o sempre. Essa doxologia mostra que Deus (G11.4) merece glória em todos os momentos da nossa vida (glória para todo o sempre). O evangelho e o ministério de Paulo claramente cumpriram esse propósito (G1 1.23,24). 

1.6,7 — O uso da expressão maravilho-me revela o espanto contínuo de Paulo com os gálatas por abandonarem o evangelho da graça imerecida de Deus. Inconscientemente, os gálatas haviam se encantado com outro evangelho, que não era o evangelho verdadeiro de salvação de forma alguma. Os que inquietavam os gálatas eram culpados de tentar transtornar o evangelho de Cristo, sem, no entanto, apresentar-lhes uma alternativa melhor. 

1.8,9 — Paulo passa do hipotético (G 11.6,7) para o real ao denunciar que os gálatas transtornaram o evangelho. Se alguém (até mesmo os apóstolos, ou um anjo do céu) quisesse anunciar outro evangelho, deveria ser considerado anátema. Sendo assim, alguém que anunciasse uma mensagem diferente daquela que os gálatas receberam (nvi) de Paulo [o evangelho que não é segundo os homens [...] mas pela revelação de Jesus Cristo (G11.11,12)] merecia efetivamente a destruição eterna. A preocupação de Paulo com a pureza da mensagem do evangelho é revelada quando ele afirma que quem ensinasse um evangelho falso seria destruído por Deus. 

1.10 — Agradar a homens não era nem a motivação de Paulo nem a fonte de sua autoridade (G1 1.1). Paulo constantemente procurava a aprovação de Deus. Ele não baseava suas decisões nas opiniões de outras pessoas. Em vez disso, tinha o firme objetivo de agradar a Deus (Fp 3.14). Como apóstolo, Paulo era um líder, mas sempre foi servo de Cristo. 

1.11— 2.14 — Essa extensa passagem é uma das seções autobiográficas mais longas nas epístolas de Paulo (2 Co 11.22— 12.10). 

1.11,12 — Nenhuma criatividade humana estava tornando mais atraente o evangelho anunciado por Paulo. Ele só o conheceu porque o recebeu por revelação especial de Jesus Cristo em sua conversão (At 26.12-18). 

1.13,14 — Judaísmo aqui significa o estilo de vida judaico, que se baseava em parte na obediência ao Antigo Testamento e em parte em outras tradições dos pais, ou líderes do povo (Mt 15.2). A conduta de Paulo antes de sua conversão fez com que ele se sobressaísse no judaísmo de duas formas: (1) ele era cuidadoso ao guardar a Lei e as tradições, certamente mais cuidadoso do que os judaizantes na Galácia (G1 6.13); (2) ele perseguia a igreja de Deus para destruí-la (n v i), fazendo isso sob a autoridade de líderes religiosos judeus (At 8.3; 9.1,2). 

1.15-17 — Com palavras que fazem eco ao chamado do Servo messiânico (Is 49.1) e do profeta Jeremias (Jr 1.5), Paulo relata que Deus o escolheu para ser um apóstolo (G1 1.1) antes de seu nascimento. Paulo, como os judaizantes na Galácia, já havia tentado obter a salvação por meio de boas obras (G1 1.14). No entanto, seu chamado apostólico e sua conversão se deram por meio da graça, o favor imerecido, de Deus. Se a mensagem do evangelho de Paulo viesse de homens, ele teria precisado consultar outras pessoas para recebê-la ou validá-la. Para isso, teria tido de viajar a Jerusalém, onde estavam os outros apóstolos, para participar de tal discussão. Em vez disso, quando partiu de Damasco, onde havia ficado logo depois de sua conversão ao cristianismo. (At 9.1-22), ele foi para a Arábia (2 Co 11.32,33). Esse era o reino dos nabateus, que se estendia de Damasco até o mar Vermelho, incluindo partes da atual Síria, Jordão, Israel e Arábia Saudita. 

1.18Passados três anos. Poderiam ser 36 meses, ou um período mais curto começando no final de um ano, atravessando um ano inteiro e terminando no início do terceiro ano. Os três anos podem ter sido contados a partir da conversão de Paulo (Gl 1.15,16), ou de sua partida para a Arábia (Gl 1.17). Sem dúvida, Paulo e Pedro conversaram demoradamente sobre Cristo e o evangelho durante os quinze dias em que Paulo esteve em Jerusalém. 

1.19,20 — A visível referência a Tiago, irmão do Senhor, como sendo um dos outros apóstolos mostra que a palavra apóstolos nem sempre se restringia aos doze (Mt 10.1-4; 1 Co 15.5). A sequência, em 1 Coríntios 15.7-9, na qual Tiago, Paulo e todos os apóstolos aparecem na lista dos que viram o Cristo ressurreto, implica que Paulo pode ter aceitado que Tiago tinha, pelo menos em parte, qualificações apostólicas comuns às dele (At 1.21-26). 

1.21 — Após sua breve viagem a Jerusalém (Gl 1.18,19), Paulo foi para a Síria e a Cilicia, provavelmente a mesma viagem mencionada em Atos 9.30, na qual foi de Jerusalém ao lugar onde passou a infância, Tarso, na Cilicia (At 22.3). 

1.22,23 — Ao que parece, notícias sobre o ministério contínuo de Paulo em Tarso e nas regiões vizinhas chegavam constantemente às igrejas da Judeia (Jerusalém), uma vez que Barnabé teve a confiança de procurar Paulo para ajudar na obra na Antioquia da Síria (At 11.25,26). 

1.24E glorificavam a Deus a respeito de mim. Isso foi resultado do ministério de evangelismo de Paulo, de acordo com a glória constante e eterna que Deus tem (Gl 1.5).



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