2016/09/23

Significado de João 18

Significado de João 18

Significado de João 18


João 18

18.1,2 — O ribeiro de Cedrom era um pequeno córrego entre Jerusalém e o monte das Oliveiras.

18.3 — Um destacamento (nvi) era uma companhia com cerca de 600 soldados, um terço de uma legião romana. No entanto, às vezes essa palavra era usada para um terço de uma companhia, ou seja, 200 homens. Esses soldados deviam fazer parte da experiente tropa romana estabelecida na Fortaleza Antônia, próxima ao templo. Os oficiais que vieram com o destacamento eram membros da guarda do templo que atuava sob o comando do conselho judaico, o Sinédrio.

18.4,5 — Sabendo, pois, Jesus todas as coisas. Jesus sabia que ia ser preso, então podia ter escapado, mas não o fez. Ele se submeteu voluntariamente à missão que Deus lhe havia designado.

18.6 — Caíram por terra. Por um momento, Jesus manifestou Seu poder. Ao declarar Sua divindade, Sou eu, tamanha foi a manifestação da Sua glória que os soldados literalmente caíram por terra.

18.7-9 — Pela terceira vez nesta passagem, Jesus diz som eu (v. 5,6), fazendo ecoar a declaração do próprio Deus em Êxodo 3.14. Deixai ir estes. Mesmo sendo preso, Jesus demonstrou Seu amor pelos apóstolos.

18.10,11 — Veja a diferença entre Pedro e Jesus. Ao atacar o guarda, Simão Pedro colocou impetuosamente em prática sua própria vontade; Jesus, ao contrário, submeteu-se voluntariamente à vontade de Deus. Um desembainhou a espada da sua própria vontade, o outro bebeu o cálice da vontade de Deus. Veja em Mateus 16.22,23 outra tentativa de Pedro de “mudar” os planos de Deus na vida de Jesus.

Cortando-lhe a orelha direita. Jesus, usando de misericórdia, restaurou a orelha (Lc 22.51) do servo do sumo sacerdote que Pedro havia cortado. Frequentemente Jesus faz o mesmo em nossa vida quando agimos precipitadamente. Ele cumpre Seus propósitos a despeito de nós.

18.12 — O tribuno era o oficial-chefe de uma corte romana (v. 3).

18.13 — Anás foi sumo sacerdote do ano 7 ao 14 d.C. Ele foi destituído pelos romanos. Então, Caifás, genro de Anás, foi indicado para a posição e serviu durante os anos 18 ao 37 d.C. Todavia, segundo a Lei judaica, a função de sumo sacerdócio era vitalícia, e por isso os judeus ainda consideravam Anás sumo sacerdote. Foi por isso que eles levaram Jesus para Anás primeiro. Logo, Caifás se envolveria no caso, uma vez ser ele a autoridade para cumprir o que ele próprio planejara (v. 14).

18.14 — João aproveita para lembrar ao leitor uma predição feita por Caifás anteriormente (Jo 11.50-52): Jesus deveria morrer por toda a nação.

18.15 — Outro discípulo. Embora esse outro discípulo nunca seja identificado, o consenso geral é que ele era João, o autor desse Evangelho.

18.16-18 — Não sou. Essa foi a primeira negação de Pedro profetizada por Jesus (Jo 13.38). Há uma suposta contradição entre Mateus, Lucas e João (ao registrarem que o galo cantou) e Marcos (que diz antes que o galo cante duas vezes — Mc 14.72). Johnston M. Cheney e Stanley Ellisen nos dão uma possível solução para essa questão na obra A maior de todas as histórias.

18.19 — O sumo sacerdote aqui é Anás (compare com Jo 18.13). Esse não foi um julgamento verdadeiro, já que o Sinédrio não havia sido convocado. O objetivo desse interrogatório deve ter sido reunir provas. Anás estava interessado nos discípulos de Jesus e Sua doutrina. Ele queria saber quantos seguidores Jesus tinha.

18.20 — Eu falei abertamente [...] e nada disso em oculto. Jesus ensinava em lugares públicos e nunca escondeu o Seu propósito. Ele não queria fundar uma sociedade secreta.

18.21 — Pergunta aos que ouviram. Segundo a Lei, a testemunha de defesa devia ser chamada primeiro. Jesus não podia ser interrogado antes de as testemunhas serem ouvidas.

18.22 — Um dos criados [...] deu uma bofetada em Jesus. Segundo a Lei judaica, isso também era algo ilegal. Ninguém podia ser punido antes de ser condenado.

18.23,24 — Dá testemunho. Jesus pediu que Seus acusadores apresentassem alguma prova de que Ele havia feito algo errado.

18.25 — Não sou. Essa foi a segunda das três negações de Pedro profetizadas por Jesus (Jo 13.38).

18.26,27 — E Pedro negou outra vez. Pedro negou o Senhor pela terceira vez, como Jesus havia dito (Jo 13.38). No cenáculo, Pedro disse que seria fiel ao Senhor até o fim (Jo 13.37; Mt 26.33,35). No Getsêmani, ele cedeu à fraqueza física e dormiu quando Jesus pediu aos discípulos que permanecessem acordados para orar com Ele (Mc 14.32-42). Aqui, ele cede à pressão do mundo, e nega o Senhor pela terceira vez.

18.28 — O pretório (nvi) era a residência oficial do governador romano, provavelmente a Fortaleza Antônia, próxima ao templo. Pela manhã cedo se refere à quarta vigília da noite, entre três e seis da manhã. A corte romana deve ter se reunido logo após o nascer do sol, e essa cena deve ter acontecido por volta das seis da manhã.

Se contaminarem. Durante a Páscoa, se um judeu entrasse em uma casa onde houvesse fermento, ele ficaria ritualmente impuro e não poderia celebrar a festa. Por isso, nenhum judeu entrava na casa de um gentio para não se contaminar. Páscoa. A principal refeição da Páscoa tinha acabado de ser celebrada. Os Evangelhos Sinóticos dizem que Jesus celebrou essa refeição uma noite antes (Mt 26.17-19; Mc 14.12-25; Lc 22.7-22). Mas havia outras refeições cerimoniais durante a Páscoa, que duravam a semana toda.

18.29,30 — Que acusação trazeis? Na verdade, Pilatos sabia qual era a acusação. Ele somente exigiu que ela fosse feita de modo formal. Se este não fosse malfeitor. Os acusadores de Jesus não tinham de que acusá-lo na corte romana. Foi por isso que, em outras palavras, eles simplesmente responderam: Se ele não fosse um criminoso, não o teríamos trazido a você, Pilatos.

18.31 — Levai-vós e julgai-o segundo a vossa lei. Não cabia a Pilatos julgar Jesus por aquelas acusações.

A nós não nos é lícito. Os romanos proibiram os judeus de aplicar a pena capital. Esses líderes judeus não estavam interessados em um julgamento justo; eles simplesmente queriam a permissão de Roma para executar Jesus.

18.32 — Significando de que morte havia de morrer, Jesus disse: E eu, quando for levantado da terra (Jo 12.32,33), indicando o método que seria usado para matá-lo, a crucificação. O método de execução judeu era o apedrejamento. Contudo, Jesus já tinha dito que seria crucificado. João está destacando aqui que os líderes judeus não tinham permissão para aplicar a pena capital, cumprindo assim a profecia de Jesus sobre Sua morte.

18.33 — Tu és o rei dos judeus? Os judeus acusaram Jesus de ter dito ser o rei deles. Por esse ângulo, a acusação se tornou mais séria, pois isso era considerado traição pelos romanos, um crime punido com a morte. No texto grego, o pronome pessoal tu é bem enfático, indicando talvez que Pilatos não via em Jesus um rebelde que reivindicava o trono de Israel aos quais ele costumava combater.

18.34 — Tu dizes isso de ti mesmo? Ao responder a Pilatos, Jesus não protestou com violência alegando inocência nem se mostrou autoritário diante dele. Ele foi gentil, porém direto, e perguntou a Pilatos se ele estava dizendo aquilo de si mesmo ou por conta de algo que ele ouvira. Se a pergunta de Pilatos fosse fruto de iniciativa própria, ele estaria usando o termo rei no sentido romano, de um governante político. Caso contrário, o termo rei estaria sendo usado no sentido judaico, de Rei messiânico.

18.35 — Porventura, sou eu judeu? Em outras palavras o que Pilatos estava perguntando era: Por que eu, um governador romano, estaria interessado em um assunto dos judeus?

18.36 — O meu Reino não é deste mundo. Jesus deixou bem claro que, embora fosse Rei, Ele não representava ameaça a Roma porque Seu Reino não era deste mundo.

18.37 — A fim de dar testemunho da verdade. A verdade era o selo de Deus. Ouve a minha voz- Se Pilatos quisesse mesmo conhecer a verdade, ele teria entendido o que Jesus estava dizendo.

18.38 — Que é a verdade? Essa pergunta pode ser interpretada como (1) uma negação debochada da possibilidade de se conhecer a verdade; (2) uma brincadeira desdenhosa em relação à impraticabilidade de um algo tão abstrato como a verdade; (3) um desejo de conhecer algo que ninguém o fizera saber ainda. Crime algum é um termo legal, jurídico, que significa que não havia base alguma para uma acusação criminal. Ensinar a verdade não era contra a Lei. Pilatos pronunciou que Jesus era inocente.

18.39 — Tendes por costume. Parece que alguém em meio à multidão lembrou que fazia parte da tradição soltar um prisioneiro durante a Páscoa (Mc 15.8,5). Pilatos ficou exultante com essa possibilidade. Ao libertar Jesus, seguindo o costume da Páscoa, em vez de declará-lo inocente, Pilatos evitaria insultar os líderes judeus, que já o consideravam culpado.

18.40 — A multidão exigiu que Pilatos libertasse Barrabás, que era não apenas um salteador como também um rebelde (Mc 15.7) e assassino (Lc 23.19).

Índice: João 1 João 2 João 3 João 4 João 5 João 6 João 7 João 8 João 9 João 10 João 11 João 12 João 13 João 14 João 15 João 16 João 17 João 18 João 19 João 20 João 21

Nenhum comentário:

Postar um comentário