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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Carta aos Filipenses

FILIPENSES, CARTA, LIVRO, EPÍSTOLA, TEOLOGIA, ESTUDOA Carta aos Filipenses, também conhecida como Epístola aos Filipenses, é uma carta das Escrituras Gregas Cristãs (NT), escrito pelo apóstolo Paulo à congregação na cidade de Filipos, na província da Macedônia, congregação que Paulo havia estabelecido por volta de 50 EC, no decorrer da sua segunda viagem missionária.

I. Quando e Onde Foi Escrita.

A evidência interna da carta indica que foi escrita durante o primeiro encarceramento de Paulo em Roma. Nela ele fala de “toda a Guarda Pretoriana” como estando a par da razão de ele estar em cadeias, e envia cumprimentos dos “da família de César”. (Fil 1:13; 4:22) Considera-se geralmente que o primeiro encarceramento de Paulo em Roma ocorreu por volta de 59-61 EC. Ocorreram vários eventos entre a chegada de Paulo a Roma e a sua decisão de escrever aos filipenses. Epafrodito fizera a viagem desde Filipos, havia trabalhado para ajudar Paulo e havia ficado muito doente. Os filipenses, a uns 1.000 km de distância, tinham recebido notícia da sua doença. Agora, Epafrodito se recuperara e Paulo o enviava de volta com a carta. De modo que a carta foi escrita por volta de 60 ou 61 EC.

II. Fundo Histórico e Motivos da Escrita.

A congregação filipense mostrara grande amor e consideração para com Paulo. Pouco depois de ele a visitar, a congregação lhe enviara generosamente provisões materiais durante a sua permanência de várias semanas na vizinha Tessalônica. (Fil 4:15, 16) Mais tarde, quando os irmãos em Jerusalém entraram num período de intensa perseguição e necessitavam de ajuda material, os cristãos em Filipos, eles mesmos muito pobres e passando por uma grande prova de aflição, não obstante haviam demonstrado prontidão para contribuir até mesmo além das suas possibilidades. Paulo apreciou tanto a excelente atitude deles, que os citou como exemplo para as demais congregações. (2Co 8:1-6) Eram também muito ativos e diligentes na pregação das boas novas, de modo que parece que não haviam tido contato com Paulo já por algum tempo. Mas então, quando ele passava necessidade na prisão, eles não só lhe mandaram dádivas materiais, de modo que Paulo tinha abundância, mas também mandaram seu enviado especial, Epafrodito, homem que lhes era valioso. Este irmão zeloso corajosamente prestou ajuda a Paulo, mesmo colocando em perigo a sua própria vida. Por conseguinte, Paulo o elogia muito perante a congregação. — Fil 2:25-30; 4:18.

Paulo expressa confiança, em harmonia com as orações deles, de ser liberto do encarceramento, e de poder visitá-los de novo. (Fil 1:19; 2:24) Sabe que, continuar ele vivo é ser útil para eles, embora aguarde ansiosamente o tempo em que Cristo o receberá junto de si. (Fil 1:21-25; compare isso com Jo 14:3.) No ínterim, espera enviar Timóteo, o qual, mais do que qualquer outro disponível, genuinamente tomará a peito os interesses deles. — Fil 2:19-23.

III. A carta transpira amor.

Paulo nunca deixou de dar elogios quando apropriados, nem se refreou de dar a necessária repreensão, mas, neste caso, era preciso dar encorajamento. A congregação tinha opositores, “obreiros do dano”, que queriam jactar-se de relações carnais e da circuncisão na carne, mas parece que os irmãos não ficaram seriamente afetados ou transtornados. (Fil 3:2) Assim, Paulo não precisou apresentar fortes argumentos, nem repreensão, como, por exemplo, nas suas cartas às congregações na Galácia e em Corinto. O único leve indício de correção era sua exortação à união por parte de Evódia e Síntique. Em toda a carta, ele incentiva a congregação filipense a continuar no seu excelente proceder — procurando maior discernimento e apegando-se firmemente à Palavra da vida, uma fé mais forte e a esperança do prêmio por vir.

Nesta carta são expressos muitos princípios excelentes que dão encorajamento a todos os cristãos. Alguns deles são:


Textos e Princípios

1:9, 10 Certifiquem-se das coisas mais importantes, para
não fazer outros tropeçar por algum motivo.

1:15-18 Podemos alegrar-nos mesmo quando os inimigos da
verdade falam contenciosamente sobre ela, porque
isso só serve para propalar a verdade.

1:19 A oração dos servos de Deus é eficaz.

1:27, 28 A união e a coragem dos cristãos em face dos seus
oponentes é prova da parte de Deus, de que ele
livrará seus servos e destruirá seus inimigos.

2:5-11 A humildade traz enaltecimento da parte de Deus.

2:27 Pode-se agradecer a Deus sua misericórdia quando um
dos seus servos fiéis se restabelece duma doença.

3:16 Ao ponto que o cristão tiver feito progresso, ele
deve continuar a andar ordeiramente na mesma
rotina, a fim de receber o prêmio.

3:20 Os cristãos devem olhar para o céu, onde existe sua
cidadania, e não para relações terrestres.

4:6, 7 Não estejam ansiosos; em toda situação, apresentem
suas petições a Deus, e ele dará uma paz que
guardará seu coração e suas faculdades mentais.

4:8 Considerem em todas as ocasiões as coisas corretas
e louváveis.
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