2009/06/22

Comentário de João 12:20-21

12:20 - E havia alguns gregos,... "Helenos", assim chamados, de Helen, um rei do mesmo nome, tal como diz Plínio (r). Estes não eram judeus helenizados, ou judeus que moravcomentario do evangelho de João, comentario biblicoam na Grécia, e falavam a língua grega,[1] porque não foram chamados Helenos, mas Helenistas, mas estes foram, como as versões da Vulgata Latina e Siríaca vertem, "gentios", e, ou eram meros gentios, e ainda assim devotos e homens religiosos, que foram autorizadas a oferecer sacrifícios, e culto, no pátio dos Gentios; ou eles eram prosélitos, quer da justiça, e assim foram circuncidados, e tinham o direito de comer da Páscoa, bem como adorar durante ela, ou do Portão, e assim não sendo circuncidados, não podendo comer a Páscoa, mais ainda assim podendo prestar culto durante ela, e que este último parece ser o caso aqui, pelo que se segue: pois estes estavam...

Entre aqueles, que vieram adorar na festividade;… Da páscoa, que estava próxima: esses estavam entre aqueles que tinham ido se encontrar com Jesus, e que o assistiram em Jerusalém, que tinham subido do país para esta festividade; e esses vieram com ele para adorar lá, para oferecerem seus sacrifícios, e se unirem em oração, embora eles não comessem a páscoa.

12:21 - Os mesmos vieram, portanto, a Felipe,.... Que poderiam conhecê-lo; eles poderiam ter sido alguns dos seus ex-vizinhos, pois os pais de Felipe, embora judeus, habitavam entre os gregos, e isso parece provável a partir do nome dado a ele, que é um nome grego; alguns já pensavam que estes gregos foram os Sirofenicianos, que habitavam sobre as fronteiras de Tiro e Sídon, e não estavam muito longe da Galiléia, e de Betsaida, os nativos lugares de Felipe e, portanto, é mencionado como segue:

Que era de Betsaida da Galiléia;... Veja Gill sobre João 1:44. Este lugar pode ser interpretado, "a casa de caça", ou "de pesca"; pois não é fácil dizer de onde se originou seu nome, visto que צידא, "saida", significa caçar e pescar: e vendo que ela era dentro ou próxima da tribo de Naftali, onde estava cheia de veados, e havia um deserto perto dela, onde poderiam ser vistos animais selvagens, e por isso poderia ser chamado de caça, e como ela estava situada perto do lago de Genesaré, também poderia ter o seu nome originário do comercio da pesca na mesma; como Pedro e André, que eram da mesma, eram ambos pescadores: mas é ainda mais difícil de determinar, se esta é a mesma, ou diferente da Betsaida que Josefo (s) menciona, conforme reconstruída por Felipe, e chamada por ele de Julius, por causa do nome da filha de César, como já foi observado nas notas, veja Gill sobre Luc. 9:10, e João 1:44; uma vez que esta estava na Galiléia, da qual Herodes Ântipas era o tetrarca,[2] quando Felipe não tinha poder para reconstruir os lugares, e alterar os seus nomes, e além disso, a cidade que ele reparou, e chamou Julian, de acordo com Josephus (t) ficava na Gaulonita mais baixa, e, portanto, deve ser diferente, a menos que, qualquer parte dela, pudesse ser pensado como sendo o mesmo que a Galiléia: por isso o erudito Reland (u) pensa que haviam duas Betsaidas, e que parece muito provável que esta seja chamada aqui propositadamente Betsaida da Galiléia, para distingui-la da outra, que, por algumas pessoas, podem ainda ser chamada Betsaida, embora tivesse tido um novo nome. Além disso, esta Betsaida é mencionada em outros lugares, juntamente com Cafarnaum e Corazim, Mat. 11:21, que estavam na Galiléia. E diz Epifânio (w) que Betsaida e Cafarnaum não estavam muito distantes uma da outra: e, de acordo com Jerom. (x) Corazim ficava dois quilômetros de Cafarnaum, e quem em outros lugares diz (y) que Cafarnaum, Tiberíades, Betsaida, e Corazim, estavam situadas todas na margem do lago de Genesaré. Que é dito ser cinquenta e seis milhas de Jerusalém:

E, rogando-lhe, disseram: Senhor, gostaríamos de ver Jesus,... Isto é, eles pediram-lhe que ele os introduzisse na companhia de Jesus, pois queriam ser admitidos em sua presença, queriam ter algumas conversas com ele, e o que poderia ter tornado-os ainda mais desejosos do mesmo, foi o milagre que ele tinha feito ultimamente em levantar Lázaro dentre os mortos, como também a forma incomum da sua entrada em Jerusalém, que eles viram; e que mostra que não era uma mera visão de sua pessoa que eles queriam dizer aqui, mas o prazer da sua companhia, por um tempo, e para este favor eles rogaram a Felipe, com grande respeito a ele, e em uma maneira muito educada, e ainda assim com grande sinceridade, de afeto e forte fé, e fervorosa importunidade, e era uma promessa e adivinhação da futura conversão dos gentios, quando os judeus seriam rejeitados.[3] E pode ser observado, que são muito sensatos os pecadores desejosos de ter uma visão espiritual de Cristo, das glórias da sua pessoa, bem como a plenitude de sua graça, e de ter o seu interesse nele, e para ter comunhão e companheirismo com ele: ele é tudo em todos para eles,[4] não há nenhum objeto tão prazeroso para eles como ele é, e embora nunca o vendo,[5] mas eles recebem alguma coisa com ele, e são feitos mais parecidos com ele.


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Notas

(r) Nat. His. l. 4. c. 7.
(s) Antiqu. l. 18. c. 2. sect. 1. Ed. Hudson.
(t) De Bello. Jud. l. 2. c. 9. sect. 1.
(u) Palestina Illustrata, l. 3. p. 654, 655.
(w) Contra Haeres. l. 2. Haeres. 51.
(x) De locis Hebraicis, fol. 90. 6.
(y) Comment. em Esaiam, c. 9. 1.
[1] Cf. João 6:1. N do T.
[2] O príncipe territorial agindo pelo imperador. N do T.
[3] Cf. Atos 13:46. N do T.
[4] Cf. Efésios 1:23. N do T.
[5] Cf. 1 Pedro 1:8. N do T.

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