2009/06/23

Comentário de João 14:27

A paz deixo convosco,… Cristo estando para morrer e deixar seus dcomentario biblico, evangelho de joão, novo testamentoiscípulos, faz a sua última vontade e testamento, e como o melhor legado que ele poderia ter deixado, a paz ele lhes dá.

Minha paz vos dou eu: ele deixou o Evangelho de paz com eles, para ser pregado por eles por todo o mundo; que é uma declaração e publicação de paz feitas pelo seu sangue;
[1] é os meios de reconciliar as mentes dos homens com Deus e Cristo, para as verdades, ordenações, e o povo Dele; de aliviar e dar paz as mentes aflitas; e quais mostra o caminho para paz eterna: e como Cristo tinha mantido os seus discípulos em paz um com outro, assim ele os deixou em paz; e lhes dá ordem para que mantenham-na entre si: mas o que parece principalmente projetado aqui, é paz com Deus do qual Cristo é o autor exclusivo; ele foi designado no conselho e convenção da paz para se efetuar isto; ele encarnou com esse objetivo, e obteve isto pelos seus sofrimentos e morte; e como foi publicado por anjos, quando ele entrou no mundo,[2] ele a deixou, e deu ela aos seus discípulos quando ele estava saindo do mundo: ou então aquela paz de consciência é significada aqui, a qual foi obtida pelo sangue de Cristo e de uma visão confortável, pela fé, de um interesse na retidão justificativa dele, e é desfrutada de certo modo aos que acreditam, e geralmente no uso de ordenações; por dizer “deixo-vos”, sugere que Cristo estava a ponto de deixar os seus discípulos, mas não os deixaria desconsolados; ele deixa um Consolador com eles, e dá paz a eles como o último legado dele: "dando" ela, o que mostra que não será adquirida por qualquer coisa que o homem pudesse fazer, mas é um puro presente da graça gratuita de Cristo; e o qual é determinado como o seu legado, e é irrevogável; essa afirmação faz alusão à fabricação de um testamento quando as pessoas estavam a ponto de morrer: embora alguns pensem que se refira ao costume de desejar paz, saúde, e prosperidade, entre os judeus; mas Cristo não diz "paz seja convosco"; que era a forma mais habitual de saudação entre eles, e que era usada por eles quando se encontraram, e não durante a despedida; especialmente não temos nenhum exemplo de tal forma como aqui usado, falando de pessoas ao se despedir deixando a sua paz aos seus amigos e familiares. Realmente deve ser admitido que a frase, “dar paz", é a mesma que saudar, ou ser desejado saúde e prosperidade. Tome dois ou três das regras deles como exemplos disto:

“Quem quer que conheça seu amigo, que ele é acostumado a ליתן לו שלום (a), “dá-lo a paz”; ele lhe saudará com paz), como é dito, “busque a paz e empenhe-se por ela”;
[3] mas se ele a “dá” a ele, e ele não a retorna com ela, ele será chamado um ladrão.”

Novamente,

“(b) um homem pode não entrar na casa de um estranho, no dia da sua festividade, ליתן לו שלום, “para dar-lhe paz” (ou saudá-lo); se ele o acha na rua, ele pode dá-la com uma voz baixa, e com a cabeça baixa.”

Mais uma vez (c):

“Um homem, לא יתן שלום, “que não dá paz”, ou sauda o seu mestre, nem retornar a paz a ele na forma que eles a dão aos amigos, e eles a retornam um ao outro.”

Da mesma forma, deve ser admitido que quando eles saúdam pessoas de distinção, tais como príncipes, nobres, e doutores, eles repetem as palavras “paz” (d), embora nunca para um estrangeiro; no entanto, é certo que era um outro tipo de paz que Cristo deixou e deu aos seus discípulos, do que os Judeus costumavam dar, ou desejar de uns aos outros.

Não vo-la dou como o mundo a dá. A paz que Cristo dá é verdadeira, sólida, e significativa; a paz que o mundo, os homens, e as coisas no mundo, dão, é falsa;
[4] e ainda quando estiverem clamando: "paz, paz, a destruição súbita ocorrerá":[5] a paz do mundo é, na melhor das hipóteses, uma externa, mas a paz da qual Cristo é o doador, é interna; a paz que o mundo dispõe é muito passageira, instável, e curta, mas a paz de Cristo é durável; a paz do mundo não os apoiará debaixo das dificuldades, mas a paz que Cristo dá, alegremente levará todo o seu povo em segurança, debaixo de todas as dificuldades e exercícios desta vida: e como estas diferem em tipo, tão igualmente na maneira de dar, e nas pessoas para quem elas são determinadas; o mundo só dá paz em palavras, Cristo em ação; o mundo dá ficticiamente, Cristo cordialmente; o mundo a dá para a sua própria vantagem, Cristo pela causa do seu povo; o mundo dá sua paz aos homens do mundo, para os descrentes, nenhuma para os religiosos, pois os odeia; Cristo dá a sua; não para o mau, pois não há paz para eles,[6] mas para os santos, os excelentes na terra. Portanto, diz Cristo:

Não vos aflija os vossos corações;… Na minha partida, visto que eu vos deixei a minha paz.

Nem se atemorizem: Com os perigos que vocês podem se expor, e os problemas que vocês podem enfrentar; pois no meio de tudo isso, “em mim tereis paz”, João 16:33.



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Notas

(a) T. Bab. Beracot, fol. 6. 2.
(b) T. Bab. Gittin, fol. 62. 1. Maimon. Obede Cochabim, c. 10. sect. 5.
(c) Maimon. Talmud Tora, c. 5. sect. 5.
(d) T. Bab. Gittin, fol. 62. 1. Maimon. Hilch. Melacim. c. 10. sect. 12.
[1] Cf. Atos 10:36; Efésios 6:15 N do T.
[2] Cf. Lucas 2:14. N do T.
[3] Cf. 1 Pedro 3:11. N do T.
[4] Cf, Jeremias 6:14. N do T.
[5] Cf. 1 Tessalonicenses 5:3. N do T.
[6] Cf. Isaías 48:22. N do T.

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