2009/06/26

Comentário de João 19:31

Os Judeus, portanto, porque era a preparação,… Ou seja, ou da Páscoa,comentario biblico, evangelho de joão, novo testamento como está em João 19:14, que era a Chagigah ou a grande festividade na qual eles ofereciam seus sacrifícios de paz e matavam seus bois, e festejavam todos juntos com grande regozijo e alegria; ou do sábado, na sua noite, ou o dia antes dele, como em Marc. 15:42.

Para que os corpos não devessem permanecer sob a cruz no dia de sábado;… Que já estava se aproximando: de acordo com a lei judaica, Deut. 21:22, o corpo de alguém que foi pendurado em uma árvore não era para permanecer toda a noite, mas, devia ser removido naquele dia e enterrado; embora esta lei nem sempre fosse observada; ver 2Sam. 21:9. Qual era o uso dos Judeus neste momento não é certo; de acordo com as leis romanas, tais corpos poderiam ficar pendurados até que entrassem em putrefação, ou devorados por aves de rapina; mas para que suas terras não fossem contaminadas, e, especialmente, o sábado deles, eles desejaram remover os corpos remanecentes na cruz:

Pois era grande o dia de sábado;... Não era apenas um sábado, um sábado na semana da Páscoa, mas era o dia em que todas as pessoas apareciam e apresentavam-se diante do Senhor no Templo, e o feixe dos primeiros frutos era oferecido; todas as solenidades juntas que se fazia desse dia um dia muito especial e comemorativo: está no texto original, “era o grande dia do sábado”, que é a linguagem do Talmudistas, e que dizem (d), נקרא שבת הגדול “é chamado o grande sábado”, por conta do milagre ou sinal da Páscoa;” e na Liturgia judaica (e) existe uma coleta para o “grande sábado”: assim os judeus fingiam uma grande preocupação, com medo de que esse dia devesse ser poluído, embora a consciência deles não acusasse devido ao derramamento de sangue inocente.

Rogaram a Pilatos que as pernas deles fossem quebradas;... Que era a maneira dos Judeus fazerem (f), em parte, para apressar a morte, uma vez que, segundo a sua lei, o corpo devia ser removido antes da noite, e em parte, para que ficasse claro que a pessoa havia sido executada, pois este não era o costume romano, com quem quebrar as pernas, ou coxas, era um castigo distinto, e que era feito por colocar as pernas de um homem, ou suas coxas, sobre uma bigorna, e eles com um notável martelo (g) as quebravam, o que poderia não ser o caso aqui; isso parece ter sido feito por atingir as pernas daqueles que foram crucificados, os quais foram fixados na cruz, com uma barra de ferro, ou algum instrumento parecido. Nonnus sugere que as suas pernas eram cortadas com uma serra ou espada, mas o primeiro parece mais razoável:

E que eles fossem tirados;… O que mostra que os Judeus não tinham nenhum poder para fazê-lo, mas devia ser feito pelos soldados, ou por uma autorização do governador romano; e, portanto, eles fizeram esse pedido a ele.


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Notas
(d) Piske Tosephot Sabbat, art. 314.
(e) Seder Tephillot, fol. 183. 2. &c. Ed. Basil.
(f) Lactantii Divin. Institut. l. 4. c. 26.
(g) Lipsius de Cruce, l. 2. c. 14. p. 110, 114.

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