2016/09/23

Significado de João 12

Significado de João 12

Significado de João 12


João 12

12.1 — Seis dias antes da Páscoa. Se a crucificação aconteceu mesmo na sexta-feira, essa ceia aconteceu na noite do sábado anterior. O versículo 12 parece apoiar essa conclusão, pois a entrada em Jerusalém aconteceu em um domingo.

12.2 — Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia. O verbo fizeram aqui provavelmente se refere às pessoas da cidade. Os habitantes de Betânia queriam expressar sua gratidão a Jesus, que, por meio de um milagre glorioso, havia tornado conhecida aquela cidade inexpressiva.

12.3-6 — Nardo puro, de muito preço. Judas Iscariotes disse que esse perfume custava trezentos denários (v. 5 — nv i) . Um denário equivalia a um dia de trabalho de um trabalhador braçal (nvi) . Sendo assim, aquele perfume custava aproximadamente um ano de salário.

Ungiu os pés. Maria também ungiu a cabeça de Jesus (Mt 26.7; Mc 14-3). Era um costume da época ungir a cabeça dos convidados. Ungir a cabeça de Jesus era um gesto de honra; ungir Seus pés era um gesto de devoção.

12.7 — Para o dia da minha sepultura. A unção era o primeiro passo do embalsamamento (Jo 19.39). Sabendo ou não, Maria estava prevendo a morte de Jesus, que aconteceria em uma semana.

12.8 — Os pobres, sempre os tendes convosco. Nós sempre teremos a chance de cuidar dos pobres (Dt 15.11).

12.9-11 — Tomaram deliberação para matar também a Lázaro. Os principais dos sacerdotes eram em sua maioria saduceus, por isso tinham um motivo a mais para matar Lázaro: ele era a refutação literal da doutrina que defendiam de que não havia ressurreição (Jo 11.57; At 23.8). No entanto, esse não foi um encontro do conselho judaico nem uma sentença oficial de morte. Por causa dele [de Lázaro]. O motivo principal para matar Lázaro era que muitos passaram a crer em Jesus por causa dele. Iam e criam, ou seja, as pessoas estavam deixando de seguir os líderes judeus.

12.12-15 — Tomaram ramos de palmeiras. Isso aconteceu em um domingo antes da ressurreição de Jesus, o chamado domingo de ramos. Clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel. Até aquele momento, Jesus evitara toda e qualquer demonstração de apoio do povo (Jo 6.15; 7.1-8). Aqui, Ele consente com a euforia das pessoas. Ele entrou em Jerusalém montado em um jumentinho; uma alusão à profecia de Zacarias (Zc 9.9) e declaração simbólica de que Jesus era o Messias.

12.16 — Não entenderam. Os discípulos não entenderam o significado profético do ato de Jesus.

Quando Jesus foi glorificado. Após a morte, ressurreição e ascensão de Cristo, os discípulos finalmente entenderam as profecias do Antigo Testamento sobre o Messias que se cumpriram em Jesus.

12.17-19 — Esse trecho mostra a série de eventos que levou à condenação e crucificação de Jesus.

12.20 — O fato de gregos terem ido a Jerusalém para adorar no dia da festa indica que eram judeus prosélitos. Ao falar sobre isso, João talvez quisesse mostrar que a salvação, rejeitada por muitos judeus, já tinha sido dada aos gentios.

12.21,22 — Estes, pois, dirigiram-se a Filipe. Os gregos devem ter procurado Filipe por ele ter nome grego.

12.23 — E chegada a hora. Antes disso, Jesus disse várias vezes que Sua hora ainda não havia chegado (Jo 2.4; 7.6,30; 8.20). Mas então chegou a hora de Ele morrer e ressuscitar dos mortos (Jo 13.1; 16.32; 17.1).

12.24 — Se o grão de trigo [...] não morrer. Quando uma semente morre, ela produz frutos. A vida vem da morte. Tal princípio é aplicável não apenas na natureza, mas também no âmbito espiritual. Jesus se referia a si mesmo. Ele é o grão de trigo. Sua morte produziria muitos frutos e resultaria em muitas vidas para Deus.

12.25,26 — A frase ama a sua vida refere-se àqueles que só querem servir a si mesmos. Em pouco tempo, Jesus daria aos Seus discípulos a chance de eles lidarem com esse problema em sua vida (Jo 13.1-7). Já a expressão aborrece a vida refere-se a servir a Jesus.

Todo cristão tem de definir suas próprias prioridades. Nós não podemos dedicar-nos inteiramente a esta vida e, ainda assim, ter compromisso com a vida futura. O imperativo siga-me aqui significa seguir o exemplo de Jesus ao sacrificar-se por nós (Jo 13.15). Jesus foi o exemplo vivo do que significa aborrecer a própria vida para cumprir o propósito eterno (Fp 2.5-8).

12.27 — A minha alma está perturbada. A agonia de Jesus com a aproximação da Sua morte não se limitou ao Getsêmani, onde Ele orou: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice (Mt 26.39). Ele ficou aflito e expressou tal sentimento quase uma semana antes de chegar ali.

12.28,29 — O último desejo de Jesus era glorificar o nome do Pai. E o Pai respondeu do céu dizendo que Jesus já o tinha glorificado (por meio do Seu ministério obediente), e iria glorificá-lo novamente (por meio da morte, do sepultamento e da ressurreição).

12.30-33 — A voz também foi ouvida por todos, para que eles reconhecessem Jesus como Deus. Agora é o juízo deste mundo. Jesus está referindo-se aqui ao juízo do pecado que viria por meio da Sua morte e à derrota de Satanás (1 Co 15.54-57).

12.34 — Cristo permanece para sempre. O povo sabia que ser levantado significava morrer e deixar essa terra. Ele declarou que as Escrituras ensinavam que o Messias permaneceria para sempre (SI 110.4; Is 9.7; Ez 37.25). Para os israelitas, o Messias jamais morreria.

12.35,36 — Em vez de responder às perguntas das pessoas, Jesus deu um aviso a elas: Andai enquanto tendes luz. Jesus queria que elas cressem e permanecessem nele (v. 46).

12.37 — Não criam nele. A incredulidade daquelas pessoas é notória. A ideia que elas tinham do Messias não se adequava à profecia de que Jesus sofreria e morreria.

12.38 — Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías. João cita a passagem de Isaías 53.1 para provar que a incredulidade daquelas pessoas também havia sido profetizada.

12.39,40 — O resultado natural de tanta rejeição foi a perda da capacidade de crer. Isaías disse que alguns não creriam porque Deus endureceu-lhes o coração (Is 6.10), após eles terem rejeitado a verdade por diversas vezes.

12.41 — João usa a expressão glória dele para falar da manifestação do próprio Deus. Ele também cita Isaías 6.9 (v. 40) como uma profecia da incredulidade das pessoas e da rejeição de Cristo. Nesse versículo, Isaías está falando do próprio Deus. Desse modo, João está dizendo que Jesus é Deus.

12.42,43 — Até muitos dos principais creram nele, ou seja, muitos dos membros do conselho. Eles não o confessavam, e por isso alguns dizem que a fé destes não era verdadeira. O texto, porém, diz que eles creram nele, uma construção que no grego geralmente indica fé salvadora (Jo 8.30). Além disso, a conjunção mas mostra a nítida diferença entre os cristãos e os incrédulos descritos nos versículos 37 a 41. Esses homens eram verdadeiros cristãos, mas temiam a opinião dos outros líderes. Cristãos assim ficarão confundidos quando Jesus voltar (1 João 2.28).

12.44,45 — Não em mim, mas naquele que me enviou. Jesus disse que todos que criam nele estavam ao mesmo tempo tendo fé em Deus Pai. Ele explicou que era a manifestação pessoal de Deus (Jo 1.18; Cl 1.15; Hb 1.3).

12.46,47 — A declaração eu não o julgo pode ser parafraseada como “eu não exerço juízo”. Cristo irá julgar, embora Ele não tenha vindo a primeira vez para fazer isso, mas para salvar (Jo 3.17).

12.48-50 — A palavra que tenho pregado. Jesus pregava o que havia recebido do Pai. Rejeitar a Palavra dele é o mesmo que rejeitar a Palavra de Deus.

Índice: João 1 João 2 João 3 João 4 João 5 João 6 João 7 João 8 João 9 João 10 João 11 João 12 João 13 João 14 João 15 João 16 João 17 João 18 João 19 João 20 João 21

Nenhum comentário:

Postar um comentário