2016/09/23

Significado de João 19

Significado de João 19

Significado de João 19


João 19

19.1 — Pilatos mandou açoitar Jesus (nvi) na esperança de que os judeus aceitassem o castigo no lugar da crucificação. O chicote era feito de tiras de couro na quais eram atados vários pedaços de ossos e metais. Os prisioneiros recebiam as chibatadas nas costas e as pontas do chicote pegavam por toda a volta do corpo, dilacerando a carne e, muitas vezes, atingindo seus órgãos internos. Muitos prisioneiros morriam ao receber esse castigo tão cruel.

19.2 — A coroa de espinhos uma imitação de uma coroa real para escarnecer de Jesus. E a veste de púrpura fez dele uma figura grotesca de um grande conquistador.

19.3 — Salve, rei dos judeus! Os soldados provavelmente estavam imitando o que ouviram durante a entrada triunfal de Jesus ou no Seu julgamento.

19.4 — Eis aqui vo-lo trago fora. Pilatos talvez estivesse apelando para a compaixão do povo a fim de que pudesse soltar Jesus.

19.5,6 — Crucifica-o! Os líderes judeus não deram tempo para que houvesse compaixão e começaram a exigir a morte de Jesus. Tomai-o vós e crucificai-o. Pilatos estava furioso. Eu nenhum crime acho nele. Essa foi a terceira vez que Pilatos declarou que não havia base legal alguma para aplicar a pena capital (Jo 18.38;

19.7 — Nós temos uma lei. Era isto que os líderes judeus estavam dizendo a Pilatos: Segundo a nossa lei, ele tem que morrer, e é isso que faremos se você deixar por nossa conta. Como governador, Pilatos era obrigado pelo governo romano a respeitar a Lei judaica. Ele se fez Filho de Deus. Os líderes judeus acusaram Jesus de violar a Lei por blasfêmia (Lv 24-16).

19.8 — Mais atemorizado ficou. Por mais que isso não tenha sido dito antes, Pilatos com certeza estava apavorado. E quando Jesus declarou Sua deidade mais tarde, aumentou ainda mais o medo de Pilatos.

19.9 —Jesus não lhe deu resposta. Por três vezes Pilatos declarou publicamente que Jesus era inocente (Jo 18.38; 19.4-6). Se ele quisesse mesmo conhecer a verdade, ele creria no que Jesus já lhe tinha dito (Jo 18.37).

19.10 — Tenho poder. Pilatos se irritou por Jesus ter se recusado a responder.

19.11 — Se de cima não te fosse dado. Jesus reconheceu que Pilatos não tinha poder para tirar Sua vida, só porque Deus lhe tinha dado autoridade como governante.

Aquele que me entregou a ti se refere a Caifás (Jo 18.24,28), que maior pecado tem porque, como líder religioso, ele tinha muito mais responsabilidade de reconhecer o Messias.

19.12 — Não és amigo de César! Os judeus mudaram sua estratégia: deixaram de lado a acusação religiosa e partiram para uma acusação política (Jo 18.33), na qual apelavam para os interesses políticos de César. Essa nova abordagem levou Pilatos a ter de escolher entre agir segundo um profundo senso de justiça ou se livrar do perigo de uma acusação em Roma.

19.13 — Litóstrotos. Recinto conhecido como Pavimento de Pedra (nvi) , um grande pavilhão na Fortaleza Antônia.

19.14 — Era a preparação da Páscoa, ou seja, a sexta-feira de Páscoa (v. 31), a preparação para o Sábado de Páscoa. Alguns supõem que esse dia poderia ser a quinta-feira antes da Páscoa, na mesma época em que o cordeiro pascal era oferecido em sacrifício. No entanto, segundo os Evangelhos Sinóticos, Jesus teria sido crucificado na sexta-feira (Mt 27.62). A hora sexta era seis horas da manhã, segundo o sistema romano de contagem do tempo.

19.15,16 — Os líderes judeus preferiam proclamar um imperador pagão como seu rei a reconhecer Jesus como seu Messias. Acuado pelo seu próprio medo, Pilatos entregou Jesus para ser punido por algo de que não era merecedor, pois era inocente.

19.17 — Gólgota ou lugar chamado Caveira (nvi) provavelmente recebeu esse nome por causa do seu formato.

19.18 — Onde o crucificaram. De todos os apóstolos, João foi o único que acompanhou a crucificação. No entanto, ele poupa seus leitores dos detalhes mais chocantes. Os outros dois eram salteadores (Mt 27-38; Mc 15.27).

19.19 — Escreveu também um título. Era um costume romano escrever o nome do condenado e o crime que cometera em uma placa para ser posta sobre a cabeça dele durante a execução.

19.20 — Escrito em hebraico, grego e latim. Essas inscrições nas três línguas eram muito comuns. As acusações costumavam ser escritas na língua local, na língua oficial e na mais usual da época. Desse modo, todos poderiam ler a mensagem na sua própria língua.

19.21 — A adição das palavras dos judeus ao termo principais sacerdotes (talvez uma referência a Caifás e Anás) não aparece em nenhuma outra passagem do Novo Testamento. Essa adição provavelmente corresponde ao título dado a Jesus.

Os principais sacerdotes dos judeus protestaram por Jesus ter sido chamado Reis dos judeus. Eles não queriam que um título messiânico estivesse ligado a Jesus.

19.22 — Pilatos se recusou a mudar o título. Como Caifás, Pilatos foi usado para declarar algo que jamais imaginara declarar: que Jesus de fato era o Messias prometido.

19.23 — Os soldados. Segundo as leis romanas, as vestes de um condenado à morte pertenciam aos seus algozes. Jesus usava duas peças de roupa. O manto era longo e vistoso. A túnica era uma vestimenta fina que ia do pescoço ao calcanhar.

19.24 — As vestes que Jesus usava podiam ser facilmente rasgadas, mas não a túnica. Foi por isso que os soldados dividiram as vestes e lançaram sortes sobre a túnica. Sem saber, os soldados cumpriram a profecia de Davi registrada em Salmos 22.18. Essa passagem é considerada uma profecia messiânica.

19.25,26 — O discípulo a quem ele amava era João, o autor deste Evangelho.

19.27 — Eis aí tua mãe. Jesus deixou Maria aos cuidados de João.

19.28 — Para que a Escritura se cumprisse. Tudo que havia sido dito sobre a vida terrena de Jesus foi cumprido.

19.29 — Vinagre aqui não é a mesma bebida oferecida a Jesus antes (vinho com mirra; Mc 15.23). Jesus não tomou o vinagre porque queria morrer plenamente consciente. Ele não tomou uma gota sequer desse vinagre; uma das aflições da crucificação era uma sede indescritível, aliada a uma dor terrível.

19.30 — Está consumado [...] entregou o espírito. Tendo cumprido toda a vontade do Pai e toda profecia das Escrituras, Jesus morreu voluntariamente. Esse Seu brado não foi de exaustão, mas de missão cumprida. Jesus fez o que tinha de fazer.

19.31-33 — A preparação acontecia na sexta-feira, um dia antes do Sábado (v. 14). Não ficassem os corpos na cruz. E irônico ver como os judeus, mesmo depois de terem armado uma trama para assassinar Jesus, ainda estavam preocupados em guardar a Lei cerimonial. Segundo a Lei judaica (Dt 21.23), era necessário remover os corpos dos criminosos executados antes do pôr-do-sol. Então, para que a Lei não fosse quebrada, os judeus pediam que as pernas dos condenados fossem quebradas para que eles pudessem morrer mais rápido e ser tirados da cruz. Quebrar as pernas nem sempre fazia parte da crucificação. Entretanto, com as pernas quebradas, a vítima não conseguia mais erguer o corpo para tomar fôlego e logo morria sufocada.

Grande o dia literalmente o grande dia. Aquele Sábado era muito importante porque era o Sábado de Páscoa.

19.34 — Para se certificar de que Jesus estava morto, um dos soldados lhe furou o lado com uma lança. E, depois que ele fez isso, logo saiu sangue e água, mostrando que Jesus já estava morto. Se Ele estivesse vivo, sairia somente sangue.

19.35 — Aquele que o viu. As palavras de João são totalmente confiáveis porque ele está relatando algo de que fora testemunha ocular, a fim de que seus leitores cressem que Jesus é o Salvador.

19.36,37— Temos que crer em Jesus não somente porque João nos dá um relato apurado da Sua morte (v. 35), mas também porque Ele cumpriu a Escritura (v. 37), provando ser o Messias. O fato de Suas pernas não terem sido quebradas e de Ele ter sido furado do lado foi o cumprimento de profecias do Antigo Testamento (Êx 12.46; Zc 12.10).

19.38 — José de Arimateia, um membro muito rico do Concílio judaico (Mt 27.57; Mc 15.43), que não havia concordado com a decisão (Lc 23.50).

19.39 — Nicodemos, assim como José de Arimateia (v. 38), era membro do Sinédrio (Jo 3.1). Finalmente Nicodemos revelou crer naquele que viera do alto (Jo 12.42).

Quase cem libras era uma quantia enorme. Nicodemos queria cobrir todo o corpo de Jesus com especiarias — um costume comum para o sepultamento.

19.40 — Como os judeus costumavam fazer, ao contrário dos egípcios, que tiravam os órgãos internos e conservavam o corpo com produtos específicos para isso.

19.41,42 — Um sepulcro novo. Mateus diz que o sepulcro pertencia a José de Arimateia (Mt 27.60). Isso também foi o cumprimento de uma profecia: o Messias seria sepultado no túmulo de um homem rico (Is 53.9).

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