2016/06/17

Interpretação de Deuteronômio 31

Interpretação de Números 1

Interpretação de Deuteronômio 31


Deuteronômio 31

A. Arranjos Finais. 31:1-29.
Moisés apresentou uma série de responsabilidades, todas relacionadas com a execução da aliança e seu programa: a todo o povo (vs. 1-6), a Josué (vs. 7, 8) e aos sacerdotes (vs. 9-13). Depois, numa revelação teofânica no santuário (vs. 14, 15 ), o Senhor instruiu Moisés em relação a um trino de Testemunho para o futuro Israel (vs. 16-22), e também instruiu Josué quanto ao seu iminente comando (v. 23). Finalmente, Moisés tomou a dar ordens aos sacerdotes em relação à disposição do testemunho documentário da aliança e em relação à assembléia do povo para ouvir o trino do Testemunho (vs. 24-29).
1-6. Sobre a idade de Moisés (v. 2a), veja Êx. 7:7 ; Dt. 29:5.
2b. Já não posso sair e entrar. Embora Moisés ainda fosse competente em termos de vida quotidiana individual (cons. 34:7), já perdera o vigor necessário para pastorear todo o rebanho de Israel e em particular para conduzir a campanha da conquista diante da nação (cons. Nm. 27:16 e segs.). Em relação a Dt. 31:2c, veja 3:23 e segs., 4:21, 22; Nm. 20:12. O Senhor, tendo Josué como Seu novo representante mediador, continuaria e completaria em Canaã a conquista já iniciada com sucesso por Moisés na Transjordânia (vs. 3-6). Com tal liderança assegurada, Israel executaria o mandato da conquista (cons. 7:1 e segs.) com poder e coragem (v. 6; com. vs. 7, 23; 20:3, 4; 31:7, 23; Js. 1:6 e segs.).
7,8. Sob as ordens de Deus, Josué já fora ordenado por Moisés diante de Eleazar e a congregação como o novo líder de Israel (Nm. 27:18-23 ; Dt. 1:38).
8. O Senhor é quem vai adiante de ti. Repetindo a promessa da presença divina (com. Js. 5:13 e segs.) que acabara de ser feita a todo o povo (Dt. 31:3-6), Moisés investiu Josué publicamente da tarefa de completar a missão de introduzir Israel em sua herança.
9-13. Moisés atribuiu aos sacerdotes a obrigação de regularmente tomar a ler em público a lei da aliança. O efeito almejado era associar os sacerdotes e os anciãos com Josué na responsabilidade do governo e na estima de Israel. Mais importante ainda, todo o povo da aliança, ao lado de todas as autoridades humanas da comunidade foram colocados sob o senhorio do Doador da lei.
9a. Esta lei escreveu-a Moisés. Esta é uma declaração explícita de importância óbvia para investigações da alta crítica (cons. v. 24). Embora o fato seja mencionado a esta altura, é provável que o documento da aliança oficial, ou pelo menos a sua parte principal, tenha sido preparado anteriormente. A entrega da lei aos profetas e anciãos aqui mencionada (9b), se for outra que a mencionada nos versículos 24 e segs., pode ser simplesmente uma transferência simbólica de responsabilidade de aplicação da lei da aliança, conforme descrita nos versículos 10-13. Nos tratados de suserania das nações, incluía-se orientação para a sua leitura ao povo vassalo, a intervalos regulares, de uma a três vezes ao ano.
11. Lerás esta lei diante de todo Israel. Em Israel teria de haver uma constante proclamação da vontade do Senhor mediante a prestação do culto e eventualmente através do ministério dos profetas. Os pais também foram orientados no sentido de instruírem fielmente os filhos da aliança nos mandamentos do Senhor (veja, por exemplo, 6:7, 20 e segs.).
Por isso a leitura septenial da lei à Israel (v. 10) na Festa dos Tabernáculos (cons. 16:13 e segs.), no ano da remissão (cf. 15:1 e segs.), não tinha apenas a intenção de ensinar ao povo de Israel suas obrigações em face da aliança, mas de ser especialmente um impressionante lembrete, por ocasião dessa renovação e consumação sabática, da necessidade de uma consagração sempre renovada dos servos do Senhor, se quisessem desfrutar plenamente das bênçãos da aliança.
14-23. Josué, tal como Moisés (cons. Êx. 3:1 – 4:17), foi pessoalmente comissionado pelo Senhor mesmo. Este foi o propósito principal e declarado da intimação de Moisés e Josué à presença do Suserano celestial, que então lhes falou face à face como um homem fala ao seu amigo (Dt. 31:14, 15 ; cons. Êx. 33:9,11; Nm. 12:5). As palavras da divina revelação (Dt. 31:23) foram simplesmente uma declaração direta das responsabilidades – Sê forte – e a promessa – ele será contigo – transmitidas por intermédio de Moisés (vs. 7, 8) e uma confirmação da ordenação pública de Josué (Nm. 27:18-23).
Nesta ocasião o Senhor também confirmou as negras profecias da futura infidelidade de Israel e a ira de Deus contra ela – este povo . . . me deixará, e anulará a aliança que fiz com ele (vs. 16 e segs.). Particularmente, o Senhor mandou que Moisés ensinasse a Israel o hino que seria um testemunho do Senhor contra os israelitas quando transgredissem a aliança (v. 19 e segs.). O desejo desenfreado de Israel de adorar ídolos, sua prostituição espiritual (v. 16; cons. Êx. 34:15, 16), por causa dos rituais abomináveis do culto à fertilidade dos cananitas que a apanharia em sua armadilha, também envolveria a prostituição carnal. A inclinação de ignorar o Senhor seria mais evidente quando o povo de Israel alcançasse a segurança e a prosperidade em sua terra (Dt. 31:20; cons. 6:10 e segs.; 8:12 e segs.; 32: 15).
17. Desampará-los-ei. Esta seria a inevitável conseqüência quando Israel abandonasse o Senhor. Sem a proteção de Deus a nação viria a se tomar vitima de muitos males e assim dolorosamente tomaria consciência de não estar o nosso Deus no mão de nós (v. 17b). Para que os israelitas, então, pudessem se lembrar da promessa divina de não abandoná-los (cons. v. 6), imputando-Lhe injustiça, Deus estabeleceu-lhes o Hino do Testemunho, que coloca as prometidas bênçãos e maldições em sua devida perspectiva dentro da aliança. Este hino proclamada a justiça perfeita de Deus e convenceria os israelitas da justiça de suas aflições (cons. 32:4, 5). Apenas por causa da pura graça de Deus é que Israel pôde até mesmo entrar na terra prometida, pois o Senhor estava perfeitamente cônscio do orgulho e da rebeldia dos seus corações, antes de conduzi-los através do Jordão, 31:21b. O versículo 22 antecipa 31:30 – 32:47.
24-29. Como testemunho complementar da aliança, junto com o hino, o documento do tratado devia ser preservado ao lado da arca da aliança (v. 26; cons. 9 e segs.). Esta exigência e a disposição semelhante das duas tábuas do Sinai estavam de acordo com a prática contemporânea (veja comentário sobre 10:1-11). Possivelmente era um dos sacerdotes em cujas mãos o tratado deuteronômico estava sendo agora depositado (v. 25), que acrescentou o registro da morte de Moisés, ou até mesmo tudo a partir deste ponto até o fim. Este oficial pode ter desempenhado uma parte adicional, ainda que menos importante no completamento deste documento em sua forma final.
27. Sois rebeldes . .. quanto mais depois da minha morte? A presciência de Deus que acabou de ser revelada a Moisés (cons. v. 21) era agora a presciência de Moisés. Nestas instruções aos sacerdotes, todas as testemunhas do tratado foram reunidas. O Hino do Testemunho que ia ser recitado diante da assembléia de Israel, incluía ao mesmo tempo uma invocação do céu e da terra como testemunhas (v. 28). A força do testemunho, era primeiramente contra o povo de Israel à vista de suas provocações prognosticadas (v. 29).
B. O Hino do Testemunho. 31:30 – 32:47.

30. De acordo com a orientação de Moisés (v. 28), Israel se encontrava reunido, e Moisés, junto com Josué (32:34), o antigo e o novo representante do Senhor, proclamaram o hino (Dt. 32). Em sua estrutura geral este hino poético segue o padrão do tratado deuteronômico. Depois da invocação das testemunhas (vs. 1-3), o Suserano passa a ser identificado, à guisa de preâmbulo, como o Deus da verdade e o Pai de Israel (vs. 4-6). Então o prólogo histórico do tratado encontra seu correlativo em um recital do favor especial demonstrado para com Israel pelo Senhor, até este ponto (vs. 7-14). A seguir, as estipulações do tratado são ponderadas na condenação da rebelião de Israel contra o Senhor a favor dos novos deuses (vs. 15-18). A conseqüência desta violação da aliança é o acumulamento das maldições sobre eles, os israelitas (vs,19-25). Contudo, conforme também está declarado na seção das bênçãos e maldições do tratado, além da maldição final está a perspectiva da renovação da aliança acompanhada de um juízo redentor no qual Deus vingará Seus servos diante dos seus inimigos; esse é o tema final do hino (vs. 26.43). 

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