2017/08/22

Mateus 1 — Comentário Devocional

Mateus 1 — Comentário Devocional

Mateus 1 — Comentário Devocional




Mateus 1


1.1 - Apresentar a genealogia de Jesus foi uma das melhores escolhas de Mateus para iniciar a narrativa de um livro dirigido aos judeus. A linhagem de uma pessoa provava sua posição como membro do escolhido povo de Deus. Mateus começou mostrando que Jesus descendia de Abraão, o pai de todos os judeus, e era um descendente direto de Davi, deste modo, as profecias do AT sobre a linhagem do Messias cumpriram-se.

Os detalhes relativos à genealogia de Jesus foram cuidadosamente preservados. Esta é a primeira das muitas provas registradas por Mateus, a fim de demonstrar que Jesus é o verdadeiro Messias.

1.1ss - Mais de 400 anos haviam se passado desde as últimas profecias do AT. Judeus fiéis espalhados pelo mundo esperavam pelo Messias (Lc 3.15). Mateus escreveu este livro para eles, a fim de apresentar Jesus como Rei e Messias, o prometido descendente de Davi que reinará para sempre (Is 11.1-5). O Evangelho de Mateus liga o Antigo e o Novo Testamento. Contém muitas referências que demonstram como em Jesus se cumpriram as profecias do AT.

1.1ss - Jesus ingressou na História quando a Palestina estava sendo controlada por Roma e era considerada um insignificante posto fronteiriço do vasto e poderoso Império Romano. A presença de soldados romanos em Israel garantiu paz aos judeus em termos militares, mas o preço para obtê-la foi alto: opressão, escravidão, injustiça e imoralidade. Para este mundo manifestou-se o prometido Messias.

1.1-17 - Nos primeiros 17 versículos, encontramos 46 pessoas que viveram dois mil anos antes de Jesus. Esses judeus eram consideravelmente diferentes em termos de personalidade, espiritualidade e experiências. Alguns eram heróis da fé, como Abraão, Isaque, Rute e Davi. Outros tinham uma reputação incerta, como Raabe e Tamar. Muitos foram cidadãos comuns (Esrom, Rão, Naassom e Aquim), outros, ímpios (Manassés e Abias). A obra de Deus não é limitada por fracassos ou pecados humanos. Ele opera por intermédio de pessoas comuns. Assim como Deus se valeu de vários tipos de pessoas para que seu Filho se manifestasse ao mundo no passado. Ele o faz hoje, a fim de realizar sua vontade. Deus quer usar você.

1.11 - O exílio acorreu em 586 a.C., quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Judá, destruindo Jerusalém e levando milhares de cativos para a Babilônia.

1.16 - Pelo fato de Maria ser virgem quando engravidou, Mateus mencionou José apenas como o marido de Maria, e não como o pai de Jesus. A genealogia apresentada por Mateus confere linhagem real a Jesus por intermédio de José. A linhagem de Jesus por parte de Maria foi registrada em Lucas 3.23-38. Tanto Maria quanto José eram descendentes diretos de Davi. Mateus descreveu a genealogia de Jesus até Abraão, enquanto Lucas estendeu-se até Adão. Mateus escreveu para os judeus, por isso, Jesus foi apresentado como descendente do patriarca Abraão. Lucas escreveu para os gentios, por esta razão, enfatizou Jesus como o Salvador de todos.

1.17 - Mateus dividiu a história de Israel em três grupos com 14 gerações, mas provavelmente houve mais gerações do que as listadas aqui. As genealogias frequentemente são sintéticas. Isso significa que nem todos os antepassados eram mencionados. Deste modo, a expressão “pai” também pode ser usada em lugar de “antepassado”.

1.18 - Havia três etapas em um casamento judeu. Primeiro, as famílias dos nubentes concordavam com a união. Depois, era feito um anúncio público. Neste momento, o casal estava oficialmente noivos. A cerimônia era semelhante ao noivado hoje, a não ser pelo fato de que o relacionamento só poderia ser rompido em caso de morte de um dos nubentes ou de carta de divórcio (embora as relações sexuais não fossem permitidas). Então, os noivos se casavam e começavam a viver conjugalmente. Pelo fato de Maria e José estarem noivos, a aparente infidelidade de Maria levava consigo um severo estigma social. De acordo com a lei civil judaica, José tinha o direito de divorciar-se dela, e as autoridades judaicas poderiam ter mandado apedrejá-la até à morte (Dt 22.23,24).

1.18 - Por que a concepção virginal de Jesus é importante para a fé cristã? Porque o Filho de Deus deveria estar isento da natureza pecaminosa, transmitida a toda humanidade por Adão. Jesus manifestou-se em forma humana, mas como o Filho de Deus, nasceu sem qualquer traço de pecado. Jesus possuía as duas naturezas: a humana e a divina. Por ter vivido como ser humano, sabemos que Jesus entende completamente nossas experiências e lutas (Hb 4.15-16). Por ser Deus, tem poder e autoridade para nos livrar do poder do pecado (Cl 2.13-15). Podemos contar a Jesus todos os nossos pensamentos, sentimentos e todas as nossas necessidades. Ele já esteve onde estamos agora e é capaz de ajudar-nos.

1.18-25 - Depois de descobrir que Maria estava grávida, José se deparou com uma escolha difícil. Embora soubesse que desposá-la poderia ser humilhante, José escolheu obedecer à ordem do anjo e casou-se com Maria. A ação dele revelou quatro qualidades admiráveis: justiça (1.19), discrição e sensibilidade (1.19), receptividade a Deus (1.24) e autodisciplina (1.25).

1.19 - Talvez José tenha pensado que tivesse apenas duas opções: discretamente, divorciar-se de Maria ou mandar apedrejá-la. Mas Deus lhe deu uma terceira opção: casar-se com ela (1.20-23). Devido às circunstâncias, isto não havia ocorrido a José. Mas Deus frequentemente nos mostra que existem mais opções disponíveis do que pensamos. Embora parecesse a José estar fazendo o que era certo, ao romper o compromisso, somente a direção de Deus o ajudou a tomar a melhor decisão. Quando as nossas decisões afetam a vida de outros, devemos sempre buscar a sabedoria de Deus.

1.20 - A concepção e o nascimento de Jesus Cristo são acontecimentos sobrenaturais, estão além da lógica e do raciocínio humano. Por esta razão, Deus enviou anjos para ajudar certas pessoas a entenderem o significado do que estava acontecendo (ver Mt 2.13,19; Lc 1.1; 1.26; 2.9). Os anjos são seres espirituais, criados por Deus. Eles o ajudam a executar a sua obra na terra. Levam mensagens de Deus (Lc 1.26), protegem o povo de Deus (Dn 6.22), oferecem encorajamento (Gn 16.7ss), dão direção (Êx 14.19), executam castigos (2Sm 24.16), percorrem a terra (Zc 1.9-14) e lutam contra as for¬ças do mal (2 Rs 6.16-18; Ap 20.1,2). Existem anjos bons e anjos maus (Ap 12.7), mas pelo fato de os maus estarem aliados ao Diabo, Satanás, eles têm consideravelmente menos poder e autoridade do que os bons. No final, a principal tarefa dos anjos será oferecer louvor contínuo a Deus (Ap 7.11,12).

1.20-23 - O anjo disse a José que o filho de Maria fora concebido pelo Espírito Santo e que era um menino. Isto revela uma importante verdade a respeito de Jesus: que Ele, sendo Deus, fez-se homem. O Ser supremo, infinito e ilimitado assumiu as limitações da forma humana, para que pudesse manifestar-se à humanidade, morrer pela absolvição de nossos pecados e salvar todo aquele que Nele crer.

1.21 - O nome “Jesus” significa “o Senhor salva”. Jesus veio à terra para nos salvar, porque não podemos livrar a nós mesmos do pecado e de suas consequências. Não importa quão bons sejamos não podemos eliminar a nossa natureza pecadora. Só Jesus pode fazê-lo. Ele não veio para ajudar as pessoas a salvarem a si mesmas. Veio para ser nosso Salvador do poder do pecado e do consequente castigo. Agradeça a Cristo por ter morrido na cruz, a fim de perdoar os seus pecados e entregue a Ele o controle de sua vida. Você nascerá espiritualmente neste exato momento.

1.23 - Jesus seria chamado de Emanuel (“Deus conosco” ou “Deus está conosco”) como fora predito pelo profeta Isaías (Is 7.14). Jesus era Deus em carne. Deste modo, Deus estava literalmente entre nós, “conosco”. Pelo Espírito Santo, Cristo está presente hoje, na vida de cada crente. Talvez nem mesmo o próprio profeta Isaías tenha compreendido, completamente, a dimensão do significado do termo Emanuel.

1.24 - José mudou rapidamente seus planos depois que soube que Maria não lhe havia sido infiel (1.19). Ele obedeceu a Deus e prosseguiu com os planos de casamento. Embora outros possam ter desaprovado a sua decisão, José foi em frente fundamentado naquilo que sabia ser correto. Às vezes evitamos fazer o que é correto por causa daquilo que os outros poderiam pensar. Como José, devemos escolher obedecer a Deus em vez de buscarmos a aprovação dos outros.


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