1 Coríntios 15 — Comentário Devocional

1 Coríntios 15

15.2 A maioria das igrejas tem pessoas que ainda não creem. Algumas estão caminhando em direção à fé, e outras estão simplesmente fingindo. Os impostores, porém, não devem ser removidos (ver Mt 13.28.29), porque esse trabalho pertence exclusivamente ao Senhor. As Boas Novas a respeito de Jesus Cristo nos salvarão se crermos firmemente nelas e as seguirmos fielmente.

15.5-8 Sempre existirão pessoas dizendo que Jesus não ressuscitou dos mortos. Paulo nos assegurou de que muitas pessoas viram Jesus depois de sua ressurreição: Pedro; os discípulos (os doze); mais de 500 cristãos (embora, alguns tivessem morrido, a maioria ainda estava viva quando Paulo escreveu esta carta); Tiago (meio-irmão de Jesus): os apóstolos; e finalmente o próprio Paulo. A ressurreição é um fato histórico. Não seja desencorajado pelos duvidosos que negam a ressurreição. Encha-se de esperança sabendo que um dia você, assim como eles, verá a prova viva quando Cristo voltar. (Para mais evidências sobre a ressurreição, ver o quadro em Mc 16).

15.7 Este Tiago é o meio irmão de Jesus, que a princípio não creu que Ele fosse o Messias. Depois de ver o Cristo ressuscitado, ele tornou-se um crente e, mais tarde, um líder da Igreja em Jerusalém (At 15.13). Tiago escreveu o livro do NT que tem o seu nome.

15.8, 9 A credencial mais importante do apostolado de Paulo era o fato de ter sido uma testemunha ocular do Cristo ressurreto (ver At 9.3-6). Os outros apóstolos viram Cristo em carne. Paulo fazia parte da próxima geração de crentes - mesmo assim. Cristo apareceu para ele.

15.9, 10 Como um fariseu zeloso, Paulo foi um inimigo da Igreja cristã - a ponto de capturar e perseguir os crentes (ver Al 9.1 -3). Desse modo, ele não se sentia digno de ser chamado apóstolo de Cristo. Embora fosse indubitavelmente o mais influente dos apóstolos. Paulo era bastante humilde. Ele sabia que havia trabalhado arduamente e realizado muito, mas somente porque Deus lhe havia concedido sua bondade e graça. A verdadeira humildade não consiste em nos considerarmos indignos, e sim em reconhecermos a obra de Deus em nossa vida. A humildade consiste em estarmos cientes de quem somos sob a perspectiva de Deus e em reconhecermos sua graça no desenvolvimento de nossas habilidades.

15.10 Paulo escreveu sobre trabalhar mais do que os outros apóstolos. Não se tratava de uma ostentação arrogante, porque sabia que seu poder vinha de Deus. Além do mais, em virtude de sua proeminente posição como um fariseu, sua conversão o tornou objeto de uma perseguição maior do que aquela que foi enfrentada pelos demais apóstolos.

15.12ss A maioria dos gregos não acreditava que o corpo das pessoas seria ressuscitado depois da morte. Eles viam a vida após a morte como algo que aconteceria somente com a alma. De acordo com os filósofos gregos, a alma era a pessoa real, encarcerada em um corpo físico. Com a morte, a alma era liberta. Pensavam que a imortalidade do corpo não existiria, mas que a alma entraria em um estado eterno. O cristianismo, ao contrário, afirma que o corpo e alma serão unidos após a ressurreição. A igreja de Corinto estava no contexto da cultura grega. Desse modo, muitos crentes tinham dificuldade de acreditar em uma ressurreição física. Paulo escreveu esta parte de sua carta para esclarecer a situação a respeito desse assunto.

15.13-18 A ressurreição de Cristo é o centro da mensagem do evangelho. Pelo fato de Cristo ter ressuscitado dos mortos conforme havia prometido, sabemos que o que Ele disse é verdade que Ele é Deus. Por Cristo ter ressuscitado, temos certeza de que nossos pecados estão perdoados. Por ter ressuscitado. Ele vive e nos representa diante de Deus. Por ter ressuscitado e derrotado a morte, sabemos que também seremos ressuscitados.

15.19 Por que Paulo disse que os cristãos seriam os mais miseráveis de todos os homens se esperassem apenas pelas bênçãos terrenas? Na época de Paulo, o cristianismo frequentemente levava uma pessoa à perseguição, ao ostracismo em relação à família, e. em muitos casos, à pobreza. Existiam, porém, alguns benefícios tangíveis de ser um cristão naquela sociedade. Certamente não era um passo a mais na escala social ou na carreira. O mais importante é o fato de que se Cristo não tivesse ressuscitado, os cristãos não teriam seus pecados perdoados e não teriam qualquer esperança de vida eterna.

15.20 Da mesma maneira que a primeira parte da colheita (as primícias) era levada para o Templo como uma oferta (Lv 23.10ss), Cristo foi o primeiro a ressuscitar dos mortos e jamais morrerá novamente. Ele é o nosso precursor, a garantia de que no final ressuscitaremos para a vida eterna.

15.21 A morte entrou no mundo como o resultado do pecado de Adão e Eva. Em Romanos 5.12-21. Paulo explicou que o pecado de Adão trouxe o pecado a todas as pessoas e que a morte e o pecado se estenderam a todos os seres humanos por causa deste primeiro ato pecaminoso. O apóstolo declarou também o paralelo que existe entre a morte de Adão o a ressurreição de Cristo.

15.24-28 Esta não é uma sequência cronológica de eventos, e não é dada nenhuma data especifica para eles. O que Paulo deseja destacar e que o Cristo ressuscitado vencerá lodo o mal, inclusive a morte. Ver a menção à destinação final da morte em Apocalipse 20.14.

15.25-28 Embora Deus Pai e Deus Filho sejam iguais, cada um tem um trabalho especial a fazer e uma área de controle soberano (15.28). Cristo não é inferior ao Pai, mas seu trabalho é derrotar todo o mal na terra. Ele primeiramente derrotou o pecado e a morte na cruz. No final, derrotará Satanás e todo o mal. Os eventos mundiais podem parecer fora de controle, e pode-se ter a impressão de que a justiça desapareceu. Mas Deus está no controle de tudo, permitindo que o mal permaneça por um tempo até que Ele envie Jesus à terra novamente. Então Jesus apresentará a Deus um mundo novo e perfeito.

15.29 Alguns crentes eram batizados em nome de pessoas que haviam morrido sem o batismo. Nada mais é conhecido a respeito dessa prática, mas ela afirma obviamente uma convicção na ressurreição. Paulo não estava promovendo o batismo pelos mortos; estava ilustrando seu argumento de que a ressurreição é uma realidade.

15.30-34 Se a morte fosse o fim de tudo, apreciar cada momento seria o mais importante. Mas os cristãos sabem que existe vida além-túmulo e que nossa vida na terra é apenas uma preparação para a vida eterna. O que você faz hoje é importante para a eternidade. Levando -se em conta a eternidade, pecar é uma atitude tola.

15.31, 32 A frase “estamos nós também a toda hora em perigo” refere-se aos perigos com os quais Paulo se deparava diariamente. As “bestas” contras as quais Paulo lutou em Éfeso podem ser entendidas como a oposição selvagem que o apóstolo enfrentou naquela cidade.

15.33 Ficarem companhia daqueles que negam a ressurreição pode corromper o bom caráter cristão. Não deixe que seu relacionamento com os incrédulos o afaste de Cristo ou leve sua fé a vacilar.

15.35-55 Paulo explicou como será o nosso corpo ressuscitado. Se você pudesse escolher seu próprio corpo, que tipo escolheria — forte, atlético, bonito? Paulo disse que seremos reconhecíveis em nosso corpo ressuscitado, e que este será muito melhor do que podemos imaginar, porque será feito para viver para sempre. Ainda teremos nossa personalidade e individualidade, mas estas serão aperfeiçoadas através da obra de Cristo. A Bíblia não revela tudo o que nosso corpo ressuscitado poderá fazer, mas sabemos que será perfeito, sem quaisquer fraquezas ou enfermidades (ver Fp 3.21). Paulo comparou a ressurreição ao crescimento de uma semente em um jardim. As sementes lançadas no solo não crescem a menos que “morram” primeiro. A planta que cresce parece muito diferente da semente, porque Deus lhe dá um novo “corpo”. Existem diferentes tipos de corpos — de pessoas, animais, peixes, pássaros. Até os anjos no céu têm corpos diferentes em beleza e glória. Nosso corpo ressuscitado será muito diferente de nosso terreno. Será um corpo espiritual, repleto de glória.

15.42-44 Nosso corpo presente é perecível e propenso a decair. Nosso corpo da ressurreição será transformado. Este corpo espiritual não será limitado pelas leis da natureza. Isso não significa necessariamente que seremos “super-homens'-. mas que o nosso corpo será diferente e mais capaz do que o nosso atual corpo terreno. Nosso corpo espiritual não será frágil, nunca ficará doente e nunca morrerá.

15.45 Por ter ressuscitado dos mortos. Cristo e o espírito que dá a vida. Isso significa que Ele entrou em uma nova forma de existência. Ele é a fonte da vida espiritual que resultará em nossa ressurreição. O novo corpo de Cristo, glorificado. agora é adequado á sua nova vida glorificada — da mesma maneira que o corpo de Adão era adequado à sua vida natural. Quando ressuscitarmos. Deus nos dará um corpo transformado, eterno e adequado à nossa nova vida, que será eterna.

15.50-53 Todos nós enfrentamos limitações. Alguns podem ter deficiências físicas, mentais ou emocionais. Alguns podem ser cegos, mas podem ver um novo modo de viver. Alguns podem ser surdos, mas podem ouvir as Boas Novas de Deus. Alguns podem ser paralíticos, mas podem andar no amor de Deus. Além disso, todos têm o consolo de que tais deficiências são apenas temporárias. Paulo disse que todos nós receberemos novo corpo quando Cristo voltar e que este corpo não terá deficiências, nunca morrerá nem ficará doente. Isso pode dar-nos esperança em nosso sofrimento.

15.51, 52 Os cristãos que estiverem vivos naquele dia não terão de morrer, mas serão imediatamente transformados. Um som de trombeta introduzirá o novo céu e a nova terra. Os judeus entenderiam a importância desse sinal, porque as trombetas sempre foram tocadas para avisar sobre o começo de grandes festas e outros eventos extraordinários (Nm 10.10).

15.54-56 Satanás pareceu ser vitorioso no Jardim do Éden (Gn 3) e na crucificação de Jesus. Mas Deus tornou a aparente vitória de Satanás em derrota quando Jesus Cristo ressuscitou dos mortos (Cl 2.15; Hb 2.14,15). Desse modo. a morte não é mais uma fonte de apreensão ou medo. Cristo a venceu. E um dia nós também a venceremos. A lei não mais nos tornará pecadores por não sermos capazes de guardá-la. A morte já foi der rotada. Por essa razão, temos uma esperança além-túmulo.

15.58 Paulo disse que em virtude da ressurreição, nada do que fazemos é vão. Às vezes, tornamo-nos apáticos em relação a servir ao Senhor porque não vemos quaisquer resultados. Saber que Cristo ganhou a suprema vitória deve afetar o modo como vivemos hoje. Não deixe que o desânimo por uma aparente falta de resultados o impeça de fazer a obra do Senhor entusiasticamente sempre que tiver a oportunidade de fazê-la.

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