2015/09/21

Significado de Lucas 21

Significado de Lucas 21

Significado de Lucas 21


Lucas 21

21.1 — Havia vários lugares no templo onde as pessoas poderiam deixar suas contribuições. Treze desses locais ficavam no átrio. Os gazofilácios eram feitos na forma de cornetas. Cada um representava um tipo diferente de oferta. Havia também uma arca do tesouro perto do pátio das mulheres.

21.2 — A viúva pobre contribuiu com duas pequenas moedas, que eram feitas de cobre. Elas representavam o menor valor corrente.

21.3 — Lançou mais do que todos. Jesus contrastou a contribuição dos ricos com o sacrifício da pobre viúva.

21.4 — Deu todo o sustento que tinha. A viúva não se recusou a contribuir, mesmo não tendo nada mais para viver. Sua devoção a Deus, representada aqui por meio da doação, era sua prioridade (2 Co 8.1-5; 9.6-9).

21.5 — Que estava ornado. Uma remodelação do templo teve início sob o domínio de Herodes, o Grande, recebendo novas fundações e áreas ampliadas em sua parte externa. Grandes pedras, com comprimento variando entre 3,5 m a 18 m, foram usadas. Todo o trabalho aconteceu desde 20 a.C. até, aproximadamente, 64 d.C. Portanto, a reformulação do templo ainda estava acontecendo durante a visita de Jesus, por volta de 30 d.C. As dádivas eram ofertas dadas para a decoração do templo, tais como placas em ouro e prata, cachos de uva decorativos e tapeçarias babilónicas de linho, que ficavam penduradas no templo. Até mesmo Tácito, o historiador romano, chamou- o de “um templo imensamente opulento”.

21.6 — Não deixará pedra sobre pedra. Jesus observou que o magnífico lugar de adoração era temporário e seria destruído. Ele estava referindo-se à queda de Jerusalém em 70 d.C., que seria uma ilustração da destruição nos últimos dias.

21.7 — E que sinal haverá. Os discípulos queriam saber o que indicaria tal desastre e quando ele ocorreria.

21.8 — Não vos enganem. O primeiro século e o começo do segundo foram tempos de grande fervor messiânico no judaísmo, pois os israelitas buscavam libertar-se do domínio romano. Muitas pessoas alegavam ser o Messias. Jesus avisou a Seus discípulos que não fossem enganados por tais declarações.

21.9,10 — Guerras. Revoltas e outras sedições comuns também virão, mas tais eventos não são o fim.

21.11 — Uma grande variedade de fenômenos naturais e cósmicos acontecerá antes do fim dos tempos. Os versículos 8-11 falam dos sinais antes do fim, enquanto os versículos 12-19 englobam as ocorrências dos eventos antes dos sinais de 8-11.

21.12 — Vos perseguirão... por amor do meu nome. Jesus predisse as prisões e os sofrimentos que os discípulos enfrentariam por causa de sua identificação com o Salvador. Alguns desses acontecimentos são detalhados em Atos 3—5; 7; 21—28. A referência a sinagogas, reis e governadores indica que todas as nações compartilhariam a responsabilidade pelo massacre dos discípulos.

21.13 — E vos acontecerá isso para testemunho. O sofrimento pode ser uma oportunidade para que o Reino de Deus avance. Este é o motivo pelo qual aqueles que resistem a grandes aflições e perseguições são chamados de abençoados (Mt 5.10-12).

21.14 — Proponde, pois, em vosso coração. Jesus fala aqui de um tempo futuro em que os discípulos devem estar de pé, prontos para exercitarem a fé, mesmo em meio à revolta.

21.15 — Eu vos darei boca e sabedoria. Jesus promete aos discípulos que o Espírito Santo os ajudará com as palavras (Lc 12.11,12). O cumprimento inicial dessa promessa é encontrado em Atos 4.8-14; 7.54; 26.24-32.

21.16 — Sereis entregues. A perseguição aos discípulos será dolorosa e severa. O vínculo com Jesus muitas vezes significa rejeição e reprovação da família, e, em alguns casos, martírio.

21.17 — E de todos sereis odiados por causa do meu nome. Jesus motiva uma escolha, e alguns indivíduos, que são contra a mensagem do Salvador, reagem desfavoravelmente contra aqueles que se juntaram a Cristo.

21.18 — Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. Considerando que Jesus mencionou a morte de alguns no versículo 16, ele deve ser interpretado no contexto da vida eterna (Lc 12.4,5). Esta é uma garantia. O investimento que você faz nesta vida, para a próxima, não será afetado pela traça e nem pela ferrugem (Mt 6.19-21).

21.19 — Possuí a vossa alma. A fidelidade paciente a Jesus leva à vida eterna (Lc 9.24).

21.20 — Um cerco seria o sinal de que o fim estava próximo para Jerusalém e o templo. Os outros Evangelhos Sinópticos (Mt 24.15; Mc 13.14) aludem à abominação de que falou o profeta Daniel (Dn 9.25-27; 11.31). Essa passagem compara a profanação do templo com o que ocorreu em 167 a.C., quando Antíoco Epifânio erigiu um altar para Zeus no templo de Jerusalém. Um sacrilégio parecido no templo aconteceu durante a destruição de Jerusalém em 70 d.C.

21.22 — Dias de vingança. Jerusalém tinha se tornado o objeto do julgamento divino por causa de sua infidelidade. Jesus avisou a respeito dessa consequência ao longo de Seu ministério (Lc 13.9,34,35; 19.41-44). A premissa para tal julgamento remete às maldições da aliança mosaica e aos avisos dos profetas do Antigo Testamento acerca do julgamento vindouro (Dt 28.49-57; 32.35; Jr 6.1-8; 26.1-9; Os 9.7).

21.23 — Terríveis aqueles dias [nvi]. Jesus diz que serão tempos difíceis para as grávidas e para as mulheres com filhos pequenos. Julgamento e guerra nunca são agradáveis. O julgamento divino não é uma exceção. Uma grande aflição seria o destino da nação.

21.24 — Cairão... serão levados cativos. Este versículo elabora a queda de Jerusalém. Haveria morte e prisões, algo semelhante ao que aconteceu quando a nação esteve sob o poder dos assírios e dos babilônios.

Até que os tempos dos gentios se completem. Haveria um período no plano de salvação de Deus em que os gentios dominariam, e a queda de Jerusalém seria um sinal claro disso. O fato de que os tempos dos gentios se cumpririam também sugere que Israel novamente desempenharia um papel importante no desígnio de Deus (Rm 9—11).

21.25,26 — Sinais. Jesus muda Seu foco para o fim dos tempos, mencionando pela segunda vez os tumultos cósmicos (Lc 21.11; Is 24-18-20; 34.4; Ez 32.7,8; J1 2.30,31).

Homens desmaiando de terror. O medo de um caos cósmico causará apreensão acerca do que está por vir.

21.27 — Filho do Homem numa nuvem. Faz-se referência aqui ao altivo retorno de Jesus. A alusão à nuvem e a ilustração vêm de Daniel 7.13,14, com a sua descrição daquele que recebe autoridade do Ancião de Dias. Jesus visualizou este texto em termos de libertação apocalíptica. A imagem da nuvem é importante, visto que Deus é representado em nuvens no Antigo Testamento (Êx 34.5; SI 104.3).

Com poder e grande glória. O Filho do Homem possui autoridade divina para julgar o mundo.

21.28 — Olhai para cima... vossa redenção está próxima. Este é o sinal de libertação dos seguidores de Jesus. O Filho do Homem age em favor daqueles que sofreram em Seu nome.

21.29,30 — Os tenros brotos que nascem das árvores a cada primavera anunciam que o verão se aproxima. O surgimento dos sinais preditos por Jesus marcará a chegada do fim dos tempos.

21.31 — Sabei que... está perto. Os sinais cósmicos e o caos terreno são indicações de que o domínio decisivo e consumado de Deus está aproximando-se.

21.32 — O significado mais provável deste versículo é que, quando o fim dos tempos chegar, ele virá instantaneamente. Os acontecimentos do fim dos tempos se abaterão sobre uma geração do início ao fim (Lc 17.22-24). A palavra geração também pode referir-se a uma raça. Desta forma, pode indicar que os judeus continuarão a existir como um povo até o final.

21.33 — Não hão de passar. Jesus garantiu aos discípulos que Suas promessas acerca do fim dos tempos eram mais certas do que a própria criação. Deus fez uma aliança incondicional e unilateral, e Ele a manterá (Gn 12.1-3; 15.18-21; SI 89).

21.34 — Mesmo que o final dos tempos possa não vir a acontecer por um longo período de tempo, os cristãos devem continuar a esperar sua vinda. O dia do retorno de Jesus não deve pegar-nos despreparados. Devemos viver cada dia como se fosse iminente a Sua volta.

21.35 — Um laço. O fim é algo com o qual todos têm de conviver. E como uma armadilha para as pessoas na terra. O julgamento chegará, e por isso deve-se estar preparado. A vida tem de ser vivida à luz da chegada do fim.

21.36-38 — Vigiai... orando. Jesus encorajou os Seus discípulos a perseverarem na oração e na fé, aguardando o dia em que o Filho do Homem livrará os fiéis do julgamento, para que eles possam estar em pé diante dele (1 Jo 2.28).


Um comentário: