Interpretação de Números 4

Interpretação de Números 4

Interpretação de Números 4


Números 4

F. Recenseamento da Força do Trabalho dos Levitas e Suas obrigações. 4:1-49.
Sob pena de morte, ninguém a não ser Arão e seus filhos tinham permissão de ver ou tocar os utensílios sagrados dentro do santuário (vs. 15, 19, 20). Instruções para o devido manejo dessas coisas santíssimas e para sua cobertura (v. 4) são explicadas aqui. A família de Moisés e Arão (26:58, 59), os coatitas, estava encarregada do seu transporte, sob a direção de Eleazar, filho de Arão (v.16). As demais famílias levíticas receberam o trabalho menos honroso de carregar as cortinas (gersonitas) e os varais e colunas (meraritas). Este trabalho estava sob a supervisão sacerdotal de Itamar, outro filho de Arão. Os levitas de trinta a cinquenta anos de idade, que constituíam a força do trabalho (v.3), foram contados e achou-se um total de 8.580.
4. As coisas santíssimas (qodesh haqqeideishim). A frase foi usada para descrever o Santíssimo Lugar (Êx. 26:34) por trás do “véu da separação” (peiroket hammeiseik), mas também tem sido usado com referência às coisas de todo o santuário.
5. Arão e seus filhos... tirarão o véu de cobrir. Este é o “véu da separação” entre as duas partes do Tabernáculo – o Santo Lugar e o Lugar Santíssimo, onde se mantinha a arca da aliança (Êx. 26: 31, 34).
6. E, por cima, lhe porão uma cobertura de peles de animais marinhos. A ASV usa peles de focas, seguindo a raiz árabe semelhante ao hebraico tahash. Uma raiz egípcia cognata dá a ideia de que isto se refere a um processo de curtimento e não a peles de determinados animais. Para proteção das intempéries, essas cobertas costumavam ser usadas sobre todas as coisas. Contudo, deve-se notar que a arca tinha de ser coberta com um pano todo azul (“violeta”) por cima das peles, e não sob como no caso das outras coisas sagradas (vs. 7-10). Desse modo a arca se destacava no meio do desfile (cons. 10:33). E lhe meterão os varais. Lateralmente, seus seguradores (baddeiyw). Ficaria melhor, “colocarão suas alças”, ou “varais”.
7. A mesa da proposição. A mesa da Presença, isto é, a presença do Senhor. E as galhetas. Estas qesot hanneisek eram recipientes usados no sacrifício, dos quais se entornava o líquido das libações. O pão contínuo. Também chamado de o pão da Presença (“pão da proposição”; Êx. 25:30), uma vez que ficava continuamente exposto diante do Senhor sobre a mesa.
8. Um pano de carmesim. O termo tola 'at sheini indica o inseto ou gorgulho do qual essa tintura era extraída. Outra tintura, como no pano azul (tekelet, “violeta”; v. 9) era extraída de uma espécie de molusco que era encontrado nas praias ao redor da península do Sinai. A tinturaria era prática conhecida dos cananeus no século dezesseis A.C. (W.F. Albright, Archaeology of Palestine, pág. 96).
20. Não entrarão... para ver... para que não morram. No versículo 15 os carregadores levitas foram advertidos a não tocarem em coisa alguma sagrada sob pena de morte. Nos versículos 17-20 o Senhor torna a advertir que os coatitas seriam eliminados “do meio dos levitas” se fossem descuidados no manejo das coisas santíssimas. Caso se atrevessem a olhar por um momento que fosse (kebala' o tempo que se leva para engolir), morreriam.
23. Para algum encargo. A raiz hebraica seihei' geralmente se reserva para uso militar, como em 1:3, 30. Deus geralmente é chamado de Senhor de Sabaoth (“exércitos”). Este exército religioso (veja também 1:3 ) faz-nos relembrar o trabalho espiritual da Igreja Militante.
37, 45, 49. Segundo o mandado do Senhor por Moisés. A palavra mandado literalmente é boca (peh). Este e o uso da palavra mão (yad) ajudam-nos a penetrar no espírito da lição. A boca revela a sede da autoridade e a mão o meio de se exercer a autoridade. Portanto, as leis foram dados de acordo com a boca de Deus e a mão de Moisés. Com autoridade delegada (v. 27) Itamar recebeu a responsabilidade de administrar (sob a sua mão, vs. 28, 33) o serviço dos filhos de Gérson e Merari. Novamente nos lembramos de que a expressão idiomática hebraica para “consagrar” é encher a mão de alguém (3:3). 

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