2019/09/01

Levítico 1 — Comentário Devocional

Levítico 1 — Comentário Devocional

Levítico 1 — Comentário Devocional




Levítico 1


1.1 O livro de Levítico tem seu início onde finda o livro de Êxodo — ao pé do monte Sinai. O Tabernáculo estava concluído (Ex 35-40) e Deus estava pronto para ensinar ao povo como adorá-lo naquele lugar.
1.1 O “Tabernáculo” onde Deus se encontrou com Moisés era, na verdade, a tenda da congregação, uma estrutura menor dentro do grande Tabernáculo. A tenda da congregação continha o santuário em uma parte e o Lugar Santíssimo com a arca em outra parte, sendo estes dois compartimentos separados por um véu. Foi no Lugar Santíssimo que Deus se revelou a Moisés. Êxodo 33.7 menciona a “tenda da congregação” antes de o Tabernáculo ser construído. Muitos acreditam que ela desempenhava a mesma função da que é descrita aqui.
1.1ss - Podemos ser tentados a considerar o livro de Levítico um registro de estranhos rituais de uma época diferente, mas suas práticas faziam sentido para as pessoas daquele tempo e nos oferecem uma compreensão melhor da natureza e do caráter de Deus. O sacrifício de animais parece obsoleto e repulsivo para muitos hoje. Entretanto, era um ato praticado em muitas culturas no Oriente Médio. Deus usou o método de sacrifício para ensinar a fé ao seu povo. O pecado precisava ser levado a sério. Quando viam os animais do sacrifício sendo mortos, as pessoas eram sensibilizadas quanto à seriedade de seu pecado e culpa. A atitude despreocupada de nossa cultura em relação ao pecado ignora o seu custo e a necessidade de arrependimento e restauração. Embora muitos rituais de Levítico tenham sido designados para a cultura daqueles dias, seu propósito era revelar um Deus altíssimo e santo que devia ser amado, obedecido e adorado. As leis de Deus e os sacrifícios serviam para revelar a verdadeira devoção do coração. As cerimônias e os rituais constituíam a melhor forma de os israelitas firmarem suas vidas em Deus.
1.2- Havia alguma diferença entre um sacrifício e uma oferta? Em Levítico, as palavras são trocadas. Um sacrifício específico é chamado de oferta (oferta queimada [holocausto], oferta de manjares, oferta de paz), enquanto as ofertas geralmente são chamadas de sacrifícios. O fato é que cada pessoa oferecia um presente a Deus sacrificando-o no altar. No AT, o sacrifício era a única maneira de aproximar-se de Deus e restaurar o relacionamento com Ele. Havia mais de um tipo de oferta ou sacrifício, e esta variedade tornava-os mais significativos porque cada um estava relacionado a uma situação específica da vida. Os sacrifícios eram oferecidos em louvor, adoração e agradecimento, e também para perdão e comunhão. Os primeiros sete capítulos de Levítico descrevem uma variedade de ofertas e como estas  deveriam ser praticadas.
1.2- Quando ensinou seu povo a adorá-lo, Deus ressaltou especialmente os sacrifícios. Por quê? Porque os sacrifícios eram a maneira escolhida por Deus, no AT, para o povo buscar perdão pelos seus pecados. Desde a criação, Deus deixara claro que o pecado separa as pessoas dEle, e que aqueles que pecam merecem morrer. Porque “todos pecaram” (Rm. 3.23), Deus designou o sacrifício como forma de buscar perdão e restaurar o relacionamento com Ele. Sendo um Deus de amor e misericórdia, Ele decidiu desde o início que viria a este mundo e morreria a fim de pagar a pena por toda a humanidade. Isto foi realizado por meio de seu Filho que, sendo Deus, tornou-se humano. Mas, antes que Deus fizesse este sacrifício final, Ele instruiu o povo a matar animais como sacrifício pelo pecado. O sacrifício de animais cumpria dois propósitos: (1) simbolicamente, o animal tomava o lugar do pecador e pagava a pena pelo seu pecado; e (2) a morte do animal representava uma vida doada a fim de que outra vida pudesse ser salva. Este método de sacrifício continuou por todo o AT e foi eficiente em ensinar o povo e guiá-lo de volta para Deus. Durante o NT, porém, a morte de Cristo tornou-se o último sacrifício necessário. Ele sofreu as nossas punições de uma vez por todas. O sacrifício de animais passou a não ser mais necessário. Agora, todas as pessoas podem ser livres do castigo do pecado simplesmente crendo em Jesus e aceitando o perdão que Ele oferece.
1.3.4 - A primeira oferta que Deus descreve é o holocausto. A pessoa que cometia um pecado deveria trazer um animal sem defeito para o sacerdote. O animal inocente simbolizava a perfeição moral demandada pelo santo Deus bem como a natureza perfeita do real sacrifício futuro - Jesus Cristo. A pessoa colocava a mão sobre a cabeça do animal para simbolizar completa identificação com o seu substituto. Em seguida, matava-o e o sacerdote aspergia o sangue. Simbolicamente, os pecados da pessoa eram transferidos para o animal (expiação). Finalmente, o animal era queimado no altar (exceto o sangue e o couro) como sinal de completa consagração da pessoa a Deus. Obviamente, Deus requeria mais do que sacrifício; Ele também exigia que o pecador tivesse uma atitude de arrependimento. O símbolo exterior (o sacrifício) e a mudança interior (arrependimento) precisavam estar juntos. Porém, é importante lembrar que nem o sacrifício nem o arrependimento retiravam de fato o pecado. Isto apenas Deus pode fazer. Felizmente, o perdão faz parte da natureza amorosa de Deus. Você já buscou a Deus para receber o seu perdão?
1.3ss - O que os sacrifícios ensinavam às pessoas? (1) A exigência de animais perfeitos e sacerdotes santos ensinava reverência ao Deus santo; (2) A exigência de obediência completa ensinava total submissão às leis de Deus; (3) A exigência de um animal de grande valor mostrava o alto preço do pecado e a sinceridade do compromisso com Deus.
1.3-13 - Por que existem tantas regras detalhadas para cada oferta? O propósito de Deus era ensinar ao seu povo um estilo de vida totalmente novo, purificando-os das inúmeras práticas pagãs que tinham aprendido no Egito e restaurando a verdadeira adoração para si. Os rígidos detalhes impediam Israel de voltar ao antigo modo de vida. Além disso, cada lei desenha um quadro da seriedade do pecado e da grande misericórdia de Deus em perdoar os pecadores.

1.4ss - Israel não era a única nação a sacrificar animais. Muitas outras religiões faziam o mesmo no intuito de agradar aos seus deuses. Algumas culturas até incluíam o sacrifício humano, que fora estritamente proibido por Deus. No entanto, os sacrifícios de Israel claramente diferiam daqueles praticados por seus vizinhos pagãos. O animal sacrificado pelos israelitas não apenas acalmava a ira de Deus, como também se tornava um substituto para receber a punição que eles mereciam por seus pecados. O sacrifício demonstrava fé em Deus e compromisso com as suas leis. E ainda mais importante, este sistema prenunciava o dia em que o Cordeiro de Deus (Jesus Cristo) morreria e venceria o pecado para sempre.

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