Levítico 16 — Comentário Devocional

Levítico 16 — Comentário Devocional

Levítico 16 — Comentário Devocional




Levítico 16


16.1ss - O Dia da Expiação era o dia mais importante do ano para Israel. A palavra hebraica para expiar significa “cobrir”. Os sacrifícios do AT não podiam de fato remover os pecados, apenas cobri-los. Durante este dia, o povo confessava seus pecados como uma nação, e o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo para fazer a expiação por eles. Então realizava-se os sacrifícios e o sangue era derramado para que os pecados do povo pudessem ser “cobertos” até que o sacrifício de Cristo na cruz lhes desse a oportunidade de ter os pecados removidos para sempre.
16.1-25 - Arão passava muitas horas preparando-se para o encontro com Deus. Nós, porém, podemos nos aproximar dEle a qualquer hora (Hb 4.16). Que privilégio! Foi-nos concedido um acesso a Deus mais fácil do que aquele oferecido ao sumos sacerdotes do AT! Todavia, não podemos esquecer que Deus é santo nem deixar que este privilégio conduza a uma aproximação negligente. O caminho até Deus foi-nos aberto por Jesus Cristo, mas este fácil acesso de modo nenhum elimina a necessidade de nos prepararmos em oração para estar diante dEle.
16.5-28 - Este episódio com os dois bodes ocorreu no Dia da Expiação. Os animais representavam as duas maneiras de Deus lidar com o pecado dos israelitas: 1) Ele perdoava o pecado através do primeiro bode, que era sacrificado; e (2) removia a culpa através do segundo, o bode emissário, que era enviado ao deserto. O mesmo ritual precisava ser repetido todos os anos. A morte de Jesus Cristo, no entanto, substituiu este sistema definitivamente. Podemos ter os nossos pecados perdoados e a culpa removida ao depositarmos nossa confiança em Cristo (Hb 10.1-18).
16.12 - Um incensário era um prato ou vaso baixo pendurado por uma corrente ou carregado com pinças. Dentro do queimador colocava-se incenso (uma combinação de essências) e brasas do altar. No Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo carregando o incensário. A nuvem do incenso o impedia de ver a Arca da Aliança e a presença de Deus, de outra forma ele morreria. Além disso, o incenso pode ter tido um propósito muito prático: o cheiro doce chamava a atenção do povo para o sacrifício matutino e vespertino, e ajudava a encobrir o mau cheiro ocasional.

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