Levítico 20 — Comentário Devocional

Levítico 20 — Comentário Devocional

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Levítico 20


20.1-3 - O sacrifício de crianças aos deuses era uma prática comum das religiões antigas. Os amonitas, vizinhos de Israel, faziam deste tipo de sacrifício (ofereciam crianças a seu deus, Moloque) uma parte vital de sua religião. Para eles, esta era a maior oferta que poderiam fazer a fim de afastar o mal ou acalmar os deuses furiosos. Deus deixou bem claro que esta prática era abominável e estritamente proibida. No AT e NT, seu caráter sustentou que o sacrifício humano é algo inconcebível. (1) Diferentemente dos deuses pagãos, Deus é um Deus de amor, e não necessita ser acalmado (Êx 34.6). (2) Ele é o Deus da vida, que proíbe o assassinato e encoraja práticas que conduzem à felicidade e ao bem-estar (Dt 30.15.16). (3) Ele é o Deus dos necessitados e demonstra especial preocupação com as crianças (Sl 72.4). (4) Ele e um Deus generoso que, ao invés de pedir sangue, dá a própria vida pelas pessoas (Is 53.4,5).
20.6 - Qualquer pessoa se interessa pelo futuro e frequentemente confia em outros para obter orientação. Entretanto, Deus alertou contra buscar direção no ocultismo. Os médiuns e videntes foram banidos porque Deus não era a fonte de suas informações. Todos que praticam o ocultismo são impostores em cujas predições não se deve confiar. Eles mantém contato com demônios e são extremamente perigosos. Nenhum de nos precisa buscar no ocultismo informações sobre o futuro, pois Deus nos concedeu a Bíblia com todas as informações necessárias — e totalmente confiáveis.
20.10-21 - Esta lista de mandamentos contra pecados sexuais inclui punições extremamente duras. Por quê? Deus não deixaria tais atos pelos seguintes motivos: (1) eles destroem o compromisso mútuo do casal; (2) destroem a santidade da família; (3) torcem o bem-estar mental das pessoas; e (4) espalham doenças. O pecado sexual entre pessoas não casadas entre si costuma esconder tragédias e dores profundas. Quando a sociedade apresenta o pecado sexual de modo atrativo, é fácil esquecer o lado obscuro. Deus teve bons motivos para proibir os pecados sexuais: Ele nos ama e deseja o melhor para nós.
20.10-21 - Os atos abomináveis aqui listados eram muito comuns na terra de Canaã. As religiões daqueles povos pagãos incluíam extravagâncias com deidades do sexo, prostituição no templo e outros graves pecados. Tais práticas imorais refletiam uma cultura decadente que corrompia qualquer que com ela mantivesse contato. Em contraste, Deus construíra uma nação para influenciar positivamente o mundo. Como não queria que os israelitas adotassem as práticas cananeias nem aderissem à libertinagem, Deus preparou o seu povo para o que enfrentariam na Terra Prometida proibindo-os de cometer pecados sexuais.
20.22,23 - Deus estabeleceu muitas regras para o seu povo, porém nenhuma delas sem razão. Ele não os privou do bem; apenas proibiu os atos que os conduziriam à ruína. Todos nós compreendemos as leis de Deus relacionadas à natureza física. Por exemplo, pular de um prédio de dez andares leva à morte em razão da lei da gravidade. Mas, quando se trata do funcionamento das leis espirituais, alguns de nós encontram dificuldades para compreender que Deus nos proíbe fazer determinadas coisas porque seu desejo é impedir nossa autodestruição. Por isso, quando você se sentir tentado a fazer algo proibido que lhe cause prazer físico ou emocional, lembre que as consequências podem fazê-lo sofrer e afastá-lo de Deus, que apenas quer ajudá-lo. 

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