2015/09/21

Significado de Lucas 12

Significado de Lucas 12

Significado de Lucas 12


Lucas 12

12.1,2 — O termo fermento, neste trecho, representa a presença da corrupção. O pão asmo era o alimento que os judeus consumiam na Páscoa (Ex 12.14-20). A corrupção é vista aqui como hipocrisia. Agir hipocritamente é insensato, porque no fim todas as atitudes — sejam elas boas ou más — serão reveladas.

12.3 — A expressão sobre os telhados será apregoado quer dizer que todos os segredos serão revelados por Deus (Rm 2.15,16; 1 Co 4-5). O gabinete era uma despensa cercada por outros cômodos, além de ser a parte mais privada de uma casa.

12.4 — Este versículo antecipa a severa perseguição religiosa como consequência das afirmações de Jesus em Lucas 11.39-54.

12.5 — Mesmo em face à perseguição religiosa, aqueles que acreditavam no Salvador deveriam temer somente a Deus, que tudo vê e diante de quem estaremos um dia para prestar contas de todos os nossos atos. Jesus não estava garantindo a preservação física e temporal neste mundo, mas abrindo a possibilidade de desfrutar da vida eterna.

12.6 — Este versículo evidência que Deus conhece o mais minucioso detalhe do que acontece na terra. As ceitis [moedinhas, na n v i ] mencionadas aqui eram as de menor valor em circulação e valiam aproximadamente um dezesseis avos da diária básica de um trabalhador.

12.7 — Jesus enfatizou que Deus conhece as pessoas tão profundamente que sabe até mesmo a quantidade de cabelos que têm na cabeça. Não se deve temer, pois, quando se confia a vida aos cuidados do Senhor, pois Ele está ciente das necessidades humanas. Se Deus tem consciência do que acontece com os pardais, Ele sabe o que se passa com Seus filhos.

12.8 — A questão aqui é a fidelidade no testemunho a respeito de Jesus, especialmente no contexto da rejeição religiosa. Reconhecer Jesus perante os homens é ser reconhecido pelo Filho do Homem diante de Deus.

12.9 — Cada atitude de negação neste mundo em relação a Cristo terá uma negação proporcional como recompensa no Dia do Juízo final (1 Jo 2.28). Isso não diz respeito ao bem da salvação, mas sim ao preço ou à recompensa (1 Co 9.24-27).

12.10 — Uma palavra contra o Filho do Homem é perdoável porque Sua divindade era velada, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo é uma evidente rejeição às obras e à Palavra de Deus (Mt 12.31,32).

12.11 — Quando vos conduzirem às sinagogas. Esta é outra indicação de que a perseguição religiosa está em foco nestes versículos. Magistrados e potestades administravam os procedimentos civis, enquanto as sinagogas geriam os tribunais religiosos. Nestas situações os discípulos não deveriam preocupar-se com o que dizer, porque o Espírito Santo os inspiraria para defenderem-se perante os tribunais.

12.12 — Na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo. Quando os cristãos fiéis estivessem sendo julgados, o Senhor os inspiraria na defesa deles. Os exemplos de cumprimento desta passagem incluem Atos 3—5 (em especial A t 4.8); 7.51,56; e os discursos de defesa de Paulo em Atos 21—28.

12.13 — Alguém pede a Jesus que intervenha em uma disputa familiar, como um antigo rabino faria.

12.14 — Jesus se recusou a entrar em uma disputa a respeito de dinheiro, a qual estava claramente dividindo a família. Tais contendas acerca de bens materiais destroem relacionamentos, por isso o Salvador conta a parábola que explica o perigo do enfoque na riqueza.

12.15 — Acautelai-vos e guardai-vos da avareza. Este aviso de Jesus é claro. A vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. Jesus discorda da ideia que diz que “aquele que tem mais recursos prevalece”. O foco instituído por esta linha de pensamento estabelece que a vida se constitui das coisas da criação e da obra do homem, em vez de dar ênfase a Deus e ao povo que Ele criou. A criação não é um objeto para servir ao homem ou ser possuído por ele. A vida é estabelecida pelos relacionamentos que alguém desenvolve, enquanto a criação tem por finalidade a melhora dessas relações. As coisas não fazem a vida, mas sim Deus e as pessoas. Apenas as pessoas se perpetuarão. Desta forma, o investimento deve ser feito naquilo que se eternizará (2 Pe 3.10-12).

12.16 — Jesus ilustra a ideia de que uma vida devotada ao acúmulo de riquezas só demonstra insensatez com a história de um homem que “fortuitamente” enriqueceu ainda mais, mas não usou sua fortuna adequadamente.

12.17 — Que farei? O homem se depara com um dilema, coisa que aconteceria com qualquer um na situação dele, e determina como preservar suas abundantes riquezas.

12.18,19 — O pronome (subentendido) eu aparece seis vezes, incluindo o versículo 17. Isso mostra o foco egoísta que este homem dá ao resultado de sua colheita. Sua intenção é armazenar tudo o que colheu para ele. O foco em si mesmo é o que Jesus condena neste trecho.

12.20 — O julgamento de Deus sobre o egoísmo é evidente. O que o rico tolo terá na próxima vida? Este não pode levar suas posses consigo. Tudo que o abastado possui não tem nenhum valor depois da morte. Um dia o homem que era rico se tornará pobre. Toda riqueza terrena é temporária e, consequentemente, inútil (Mt 6.19-21; 1 Tm 6.6-10,17-19; Tg 5.1-6).

12.21 — Jesus destacou o exemplo negativo do rico insensato. E claro que o oposto é aconselhado aqui, por indução. O rico insensato faz das riquezas o seu porto seguro e o foco principal de sua vida, já o justo é rico para com Deus, não sendo egoísta e procurando agradar-lhe em tudo.

12.22 — Não estejais apreensivos pela vossa vida. Este é um chamado à fé na provisão divina. Um dos motivos pelos quais uma pessoa deseja possuir bens é ter o controle de sua vida. Além disso, também anseia por conforto e segurança. Jesus disse que Deus proverá tais necessidades.

12.23 — Mais é a vida do que o sustento. Aqui Jesus menciona qual deve ser nossa principal preocupação. O Salvador disse que a vida é mais importante do que a alimentação e a vestimenta, que são as coisas básicas.

12.24 — Jesus descreveu o cuidado de Deus com os corvos, mesmo estes sendo criaturas impuras, de acordo com a Lei judaica, que estão entre os pássaros menos estimados (Lv 11.15; Dt 14.14). Se o Senhor se preocupa com estas aves, ainda maior é o cuidado dele para com aqueles que são a coroa da criação, os seres humanos. Então, os discípulos não precisariam estar ansiosos quanto às suas necessidades. O Senhor lhes proveria tudo o que era preciso.

12.25 — Neste versículo, Jesus deixou claro que a preocupação é completamente inútil e demonstra falta de fé no desígnio de Deus para nossa vida.

12.26 — Jesus novamente enfatizou a inutilidade da preocupação. Se ela não ajuda nem nas coisas básicas da vida, por que então se preocupar tanto?

12.27-29 — Até mesmo o rico rei Salomão não se vestiu como Deus vestiu os lírios. O exemplo da erva indica que o Senhor preocupa-se o bastante para prover beleza aos elementos de Sua criação que têm vida curta. Por que deveríamos preocupar-nos, se Deus toma conta até da menor erva? O Senhor conhece nossos problemas e proverá o que precisamos. Não devemos concentrar- nos nas coisas mundanas, tais como comida. Em vez disso, nossa prioridade precisa ser fazer a vontade de Deus (v. 31).

12.30 — O mundo materialista é como um grupo de passageiros que corre freneticamente para sentar na melhor espreguiçadeira em um navio afundando. Ele busca riquezas e luxo, coisas que findam em si mesmas. Assim, acaba por deixar de pensar em Deus e de agradecer-lhe por toda provisão. Isto acontece porque, quando somos dominados pelos bens materiais, resta pouco espaço em nosso coração para o Senhor. Não é errado ter posses, mas devemos conhecer nossas prioridades. E a prioridade do homem sensato é confiar no Senhor e em Sua provisão. Deus sabe, de forma precisa, do que necessitamos.

12.31,32 — Jesus contrasta o que o mundo persegue (v. 30) com o que os discípulos devem buscar (v. 31). Aqueles que colocam como prioridades as coisas certas e sobrepõem-se às mundanas receberão poder para reinar com Cristo em Seu Reino (Ap 2.25-29). Jesus deseja compartilhar Sua glória vindoura com os cristãos fiéis e tementes a Deus.

12.33 — Em contraste com a filosofia mundana de acúmulo de bens, o discípulo deve ser generoso com o que Deus dá. Servindo a Deus e ao seu próximo, você investe em seu futuro eterno. Ninguém pode levar os bens materiais consigo para a vida eterna, mas é possível acumular um tesouro eterno dando aos necessitados (veja a declaração de Paulo em Fp 4.17).

12.34 — Quando uma pessoa considera algo valioso, ela direciona seu poder para esta finalidade. Conhecer Deus e investir em Seus propósitos deve ser nosso objetivo, nosso tesouro.

12.35 — Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas, as vossas candeias. Esta ilustração de Jesus alertava que os discípulos deveriam estar prontos para o serviço. Cingir os lombos consistia em usar vestes longas, amarradas à cintura, que não impediam de fazer movimentos rápidos. Isto diz respeito à preparação, a estarem prontos para agir. Já as candeias eram lâmpadas usadas à noite, o que significa que a todo instante deveriam estar vigilantes, pois o Senhor poderia retomar a qualquer momento. Isto faz alusão à passagem de Mateus 5.15.

12.36 — Jesus comparou Seus discípulos a servos que estavam prontos para servir ao mestre. Paulo também usou esta ilustração para descrever sua relação com Deus (Rm 1.1).

12.37 — Neste trecho, a bênção é para aqueles que esperam prontamente pelo retorno de seu Mestre. Jesus estava referindo-se ao serviço fiel e obediente. Um dia Ele voltará e avaliará de que maneira as pessoas lhe serviram (Rm 14.10; 2 Co 5.10). Em contrapartida à imagem servil de um indivíduo, Jesus disse que o servo fiel será servido por Ele em Seu retorno. A fidelidade será recompensada.

12.38 — Este versículo fala do retorno de Jesus em uma hora incomum, tarde da noite. A hora exata falada aqui depende de qual sistema de tempo foi usado. No sistema romano, a segunda vigília e a terceira vigília estariam entre 21h e 3h. Pelo método judeu, ficariam entre 22h e 6h. Lucas geralmente usa o padrão romano (At 12.4). Contudo, quem estava falando era Jesus, por isso o método judeu também é possível. O fato é que a atenção constante era necessária.

12.39,40 — Jesus mudou um pouco a ilustração e agora usa a comparação da vigília como prevenção do roubo. Se alguém soubesse a hora que viria o ladrão, certamente vigiaria sua casa naquele instante. Entretanto, esta hora não é conhecida. O que aprendemos aqui é que, como um ladrão que aparece de forma inesperada, assim será a volta de Cristo para buscar Sua Igreja. Por isso, o cristão deve estar sempre vigilante para o retorno do Senhor.

12.41 — Dizes essa parábola a nós ou também a todos? Pedro perguntou se o ensinamento de Jesus era apenas para os discípulos ou para todas as pessoas. O Salvador não respondeu à questão diretamente. Em vez disso, Ele descreveu uma variedade de categorias de servos. Servos são aqueles que pertencem ao senhor e têm seu trabalho avaliado (Lc 19.11-27). Diversas respostas, desde a fidelidade até a desobediência ostensiva, são descritas nos versículos 42 a 48. A questão é: quem tem a vida voltada para — e leva a sério — o retorno de Jesus? (1 Jo 2.28)

12.42 — Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente? Este é o ponto fundamental. O mordomo fiel é aquele que aguarda o retorno do Senhor e serve fielmente a Ele em Sua ausência, sabendo que lealdade é o que o Mestre deseja (v. 37,40,43,44)

12.43 — O servo que espera fielmente pela volta do Senhor é aquele que Jesus chama de abençoado.

12.44 — Sobre todos os seus bens o porá. Tal domínio será uma parte da administração do Reino de Jesus quando Ele retornar (Lc 19.11-27; 1 Co 6.2,3; Ap 20—22).

12.45 — A ilustração deste servo mostra-o fazendo exatamente o oposto do que se esperava que ele fizesse. Ele demonstra que o retorno do Mestre é irrelevante.

12.46 — A morte aqui — separá-lo-á — indica a severidade do julgamento, especialmente se contrastarmos com os açoites dos versículos 47 e 48. Os infiéis são aqueles que não levam a sério as consequências do julgamento (2 Co 5.10; Ap 3.11).

12.47 — Esta categoria de desobediência, embora não tão extrema como a anterior, também indica infidelidade. O servo aqui é disciplinado com muitos açoites, mas não é rejeitado. Tal avaliação dos líderes da Igreja é descrita em 1 Coríntios 3.10-15 e é estendida a todos os cristãos em 2 Coríntios 5.10.

12.48 — A disciplina para o ignorante é menos severa: com poucos açoites será castigado. A parábola indica os níveis das punições de Deus: o fiel será recompensado; o ignorante castigado com poucos açoites; o desobediente, com muitos açoites; e o transgressor extremo receberá a execução. Em cada caso, a servidão do mordomo é avaliada.

12.49 — O fogo é uma imagem associada ao julgamento de Deus (Jr 5.14; 23.29). A segunda vinda de Jesus trará o julgamento sobre aqueles que se recusam a aceitá-lo e separará os cristãos dos infiéis. Embora Jesus estivesse pronto para o julgamento da raça humana, outras coisas tinham de acontecer primeiro (v. 50).

12.50 — Como uma ilustração para a morte de Jesus (Mc 10.38,39), o batismo, neste versículo, faz referência à vinda das devastadoras águas do divino julgamento (SI 18.4,16; 42.7; 69.1,2; Is 8.7,8; 30.27,28). Observe a declaração humana de Jesus sobre o que Ele reconheceu como Sua necessária morte.

12.51— Jesus era motivo de dissensão na raça humana. Outros textos de Lucas falam de Jesus trazendo a paz (Lc 2.14; 7.50; 8.48; 10.5,6; At 10.36; Ef 2.13-17). Ele oferece a paz àqueles que respondem afirmativamente ao Seu chamado.

12.52,53 — Jesus descreve a divisão que haverá entre as famílias.

12.54,55 — Em Israel, a brisa do ocidente indica que vem chuva do mar Mediterrâneo. O vento do sul indica que o ar quente está vindo do deserto.

12.56— Jesus censurou Seus ouvintes porque estes eram capazes de avaliar as condições do tempo, mas não o que Deus estava fazendo por Seu intermédio.

12.57 — E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? Esta é uma pergunta retórica para reflexão. Jesus convidou as autoridades religiosas daquela época a observarem os sinais dos tempos e considerarem a mensagem do evangelho, visando despertar a percepção espiritual delas, em vez do julgamento injusto e cheio de preconceitos.

12.58,59 — Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho. A figura aqui é de um magistrado que exerce a função de oficial de justiça, aquele que leva o devedor até a prisão. Considerando que o contexto desta passagem é a missão de Jesus, o Juiz, provavelmente, é representado por Deus. A mensagem desta parábola é: reconcilie-se com Deus antes que o julgamento venha.


Um comentário:

  1. Obrigado por a leitura e o entendimento. Louvando seja Deus Altíssimo 🙏🙏🙏

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