2016/01/20

Interpretação de Êxodo 4

Interpretação de Êxodo 4

Interpretação de Êxodo 4


Êxodo 4

4:1. Eis que não crerão. A terceira dificuldade de Moisés, como as outras, centralizava-se em si mesmo. Os sinais de Deus não só seriam um testemunho a Israel e ao Egito, da presença de Deus com o seu mensageiro, mas teriam também a finalidade de infundir confiança e fortalecer a fé de Moisés.
4:2-4. O primeiro sinal. A vara do pastor, entregue a Deus, tomou-se um sinal de poder e vitória sobre o inimigo.
4:6,7. O segundo sinal. A mão de Moisés manchada pela lepra simbolizava o estado de aflição do próprio Israel, sua necessidade do poder purificador de Deus.
4:9. O terceiro sinal. Rio. Literalmente, o Nilo. Como o Nilo, a fonte da vida do Egito, estava no poder dos mensageiros de Deus, também Faraó e todo o seu povo estava na mão de Moisés.
4:10. A última dificuldade de Moisés. Deus não comete erros. Ele formara Moisés; Ele sabia do que era capaz.
4:12. Eu serei com a tua boca. “O gaguejar de Moisés, na qualidade de servo fiel de Deus, será o suficiente” (IB).
4:13. Envia . . . menos a mim. Esta última declaração de Moisés indica o que estava por trás de todas as outras objeções. Na fraqueza da carne, Moisés simplesmente não queria retomar ao Egito. Deus condescendeu diante dessa fraqueza e enviou Arão como “profeta” de Moisés. Mas no desenrolar da história, entretanto, parece que Moisés, com coragem crescente, foi cada vez mais tomando o seu lugar de líder.
4:18-31. A volta de Moisés ao Egito.
4:18. Uma vez que Moisés se encontrava a serviço de Jetro, tinha de lhe pedir permissão para partir. Ele não podia contar ao seu sogro a incrível história da revelação e incumbência divinas, mas disse simplesmente que queria voltar para ver como iam seus irmãos.
4:20. Na mão a vara de Deus. Por mais pobre que a sua aparência possa ter sido, tinha em sua mão a vara diante da qual o orgulho e o poder do Faraó de todo o Egito teria de se curvar.
4:21-23. Esta é a essência e o ponto culminante das negociações de Deus com Faraó. O endurecimento do coração de Faraó foi o juízo divino sobre alguém que já endurecera o seu próprio coração contra o Senhor.
4:24-26. Esta passagem, ignorada pelos comentadores modernos como curiosa relíquia do folclore e da superstição, é na realidade uma ilustração da lei espiritual que flui através das Escrituras e da história: Aquele que proclama a vontade de Deus pala os outros, deve ele mesmo ser obediente à expressa vontade de Deus. O sinal da circuncisão, decretado por Deus (Gn. 17:9-14) fora negligenciado por Moisés até que Deus o lembrou violentamente da obrigação por meio deste golpe. Tu és para mim esposo sanguinário (v. 26; Moffatt). Este ato de Zípora, evidentemente repugnante para ela e adiado até que quase custou a vida do seu marido, pode ter feito Moisés decidir em deixar que ela e seus filhos ficassem em Midiã. Nada devia impedir o seu serviço para o Senhor.


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