2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 12

Estudo sobre Ezequiel 12

Estudo sobre Ezequiel 12



Ezequiel 12
IV A QUEDA DE JERUSALÉM DESCRITA E PREDITA (12.1—15.8)
1) Dois atos simbólicos (12.1-20)
As ações simbólicas de 4.1—5.4 são acrescentadas mais duas: primeiro vem a ação e depois a explicação.
a) Deixando a casa (12.1-16). Ezequiel obedece à ordem de fazer um buraco no muro feito de tijolos de barro e de carregar a sua bagagem através desse buraco à vista dos seus vizinhos.
v. 2. uma nação rebelde: cf. 2.3-7. Eles têm olhos para ver, mas não vêem, e ouvidos para ouvir, mas não ouvem: cf. Is 6.9,10. Enquanto não estivessem convictos da condenação da cidade, os exilados continuariam esperando um retorno para casa em breve. v. 3. sua bagagem para o exílio: somente o mínimo; ela teria de ser carregada nos ombros dos próprios exilados em todo o longo trajeto. Contudo, parece que o ato simbólico não denotava primeiramente ser conduzido para o exílio, mas tentar escapar do inimigo sob a cobertura da escuridão, para outro lugar, provavelmente para a casa de outra pessoa no assentamento, longe o bastante da sua própria casa para que a sua mudança fosse testemunhada pelos seus companheiros exilados.
O povo naturalmente lhe perguntou: O que você está fazendo? (v. 9); como resposta, ele lhes diz que todos irão para o exílio (v. 11) e que o próprio príncipe (acerca do título, cf. 21.25) vai carregar a sua bagagem ao entardecer (v. 12), cobrindo a sua face assim como Ezequiel havia feito (v. 6), para se camuflar, “para que não fosse visto por ninguém” (LXX). Não obstante, será preso e levado cativo para a Babilônia, v. 13. minha rede [...] meu laço: cf. Lm 4.20: ”O ungido do Senhor, o próprio fôlego da nossa vida, foi capturado em suas armadilhas”. mas ele não a verá', uma referência ao fato de Zedequias ser cegado pelos caldeus (Jr 52.11). O relato em Jr 52.7-11 da tentativa de fuga de Zedequias à noite, de ter sido preso nas planícies de Jerico, castigado por Nabucodonosor em Ribla (cf. Ez 6.14) e mantido prisioneiro na Babilônia “até o dia da sua morte” é um comentário sombrio acerca desse oráculo, v. 14. Espalharei [...] os seus oficiais e todas as suas tropas: cf. Jr 52.8: “Todos os seus soldados se separaram dele”, e os perseguirei com a espada em punho', cf. 5.2,12. v. 16. pouparei uns poucos deles', esses são os sobreviventes do cerco e da destruição da cidade, que no exílio se juntaram a seus irmãos que haviam sido levados com Joaquim (Jr 52.28-30) ou foram dispersos para outros lugares, e experimentaram arrependimento e restauração no final.
b) Comendo e bebendo com tremor (12.17-20). Esse outro ato simbólico tem afinidades com o de 4.9-17. Como naquela ocasião o profeta comeu rações de cerco, preparadas em condições de cerco, de forma que aqui ele recebe orientação para comer e beber com tremor e arrepios (trema [...] fique arrepiado, v. 18) para retratar a ansiedade e o desespero dos habitantes de Jerusalém sob cerco (cf. 4.16) ao contemplarem a ruína da sua cidade e sua terra (v. 19). A explanação das duas ações simbólicas termina com a promessa de que eles saberão que eu sou o Senhor (v. 20; cf. v. 16).

2) Dois ditados populares são refutados (12.21-28)
a) O cumprimento nunca vem (12.21-25). O provérbio do v. 22 parece significar: “Os dias passam, mas essas profecias de condenação nunca se cumprem”. Jeremias, durante os 40 anos do seu ministério, passou por muita frustração, porque seus ouvintes se recusaram a crer que as advertências de desastre que ele anunciava algum dia se tornariam realidade, e os ouvintes de Ezequiel parecem infectados com a mesma ilusão. A palavra profética poderia até parecer poderosa no início, eles pensavam, mas se não se cumprisse imediatamente, sua força desaparecia. A resposta do profeta é que toda visão se cumprirá (v. 23), lit. “a palavra (i.e., o conteúdo) de toda visão”, sem demora-. Javé vai cumpri-la ainda durante a vida dos ouvintes (v. 25).
b) Ainda não vai acontecer (12.26-28). O segundo ditado popular admite que a visão profética se cumpra, mas num futuro distante. Essa ilusão é contestada, como a primeira, com a certeza de que o cumprimento virá sem demora.

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