2018/08/10

Estudo sobre Ezequiel 23

Estudo sobre Ezequiel 23

Estudo sobre Ezequiel 23




Ezequiel 23

Duas irmãs infames (23.1-49)
O estilo desse capítulo é muito semelhante ao do cap. 16, mas há duas importantes diferenças de conteúdo: não somente Jerusalém, mas Samaria e Jerusalém são retratadas como as que violam os seus votos de casamento (cf. Jr 3.6-14); e o adultério nesse capítulo simboliza não somente a idolatria, mas também alianças estrangeiras (que na verdade incluíam o reconhecimento dos deuses das nações aliadas). Os seus nomes alegóricos Oolá e Oolibá (v. 4) são tradicionalmente interpretados como ”Sua (dela) tenda” e “Minha tenda está nela”, mas não são assim vocalizados no TM. Pode parecer estranho que Oolá seja denominada a mais velha (cf. 16.46), visto que Samaria foi fundada por Onri entre 880 e 875 a.C. (lRs 16.24); mas tudo que se quer dizer é que o Reino do Norte é maior e mais poderoso do que o Reino do Sul (cf. 16.46).
a) Um mau começo (23.1-4). Acerca da sua prostituição no Egito (v. 3), cf. 20.7,8.
b) A infidelidade de Samaria (23.5-10). A aliança estrangeira que fez desmoronar o Reino do Norte foi aquela feita com a Assíria. Jeú pagou tributos a Salmaneser III em 841 a.C., considerando isso provavelmente uma garantia contra a agressão de Damasco, e Me-naém seguiu o seu exemplo ao pagar tributos a Tiglate-Pileser III um século mais tarde (2Rs 15.19). cavaleiros (v. 6), como algo diferente do uso de carros de batalha, eram uma novidade que impressionou o povo de Samaria, assim como mais tarde também impressionou os habitantes de Jerusalém (v. 12). Mas os assírios reduziram os territórios de Zebu-lom e Naftali a províncias do seu império em 732 a.C. (2Rs 15.29) e trataram o restante do Reino do Norte de forma semelhante nove anos mais tarde, depois de um cerco de três anos (2Rs 17.4-6).
c) A infidelidade de Jerusalém (23.11-21). Jerusalém observou a depravação de Samaria e decidiu ser pior ainda. Ela também estabeleceu relações de tratado com a Assíria (v. 12), primeiro (assim parece) quando Acaz recrutou a ajuda de Tiglate-Pileser III contra a aliança siro-efraimita (2Rs 16.7ss), embora Isaías o avisasse das conseqiiências fatais de sua atitude (Is 7.17,20). Depois dos assírios, vieram os caldeus (v. 14). Os caldeus viviam no sul da Babilônia, no golfo Pérsico. Mero-daque-Baladã, que tentou envolver Ezequias numa aliança anti-Assíria (2Rs 20.12ss; Is 39.1ss), era caldeu, e foi uma dinastia caldeia que estabeleceu o Império Neobabilônico (626—539 a.C.) que predominou durante os anos do ministério de Ezequiel. Nessa época, portanto, os caldeus se tornaram um sinônimo de babilônios (v. 15). A descrição de homens desenhados numa parede [...] em vermelho (v. 14) é ilustrada por desenhos em muros descobertos na Mesopotâmia (cf. a decoração do palácio de Jeoaquim, Jr 22.14). Jerusalém estabeleceu relações de tratado com a Babilônia quando Nabucodonosor II impôs tributos a Jeoaquim (2Rs 24.1); aí ela se entregou aos agrados do Egito (v. 19) e se rebelou contra a Babilônia (cf. 17.15ss).
d) A condenação de Jerusalém é pronunciada (23.22-35). A violação do tratado por parte de Jerusalém vai ser vingada pelos seus amantes (v. 22), i.e., os babilônios e todos os caldeus (v. 23); o segundo termo é usado aqui no seu sentido original mais restrito: Pecode, Soa e Coa eram todos lugares dentro das terras dos caldeus. todos os assírios: muito do antigo território assírio agora pertencia ao Império Babilônico, v. 24. com armas', o termo no TM, hõshen, é desconhecido (a BJ e a NTLH trazem “do norte”, seguindo a LXX; a NEB traz “com cavalos de guerra”), v. 25. Cortarão fora o seu nariz... como em 16.37ss, a destruição de Jerusalém é comparada ao castigo executado em algumas partes do Oriente Médio contra uma mulher adúltera, v. 28. daqueles que você odeia-, o efeito da revolta e do desgosto do v. 17. O poema de juízo dos v. 32-34 retrata Jerusalém bebendo o copo da ira que havia sido bebido por Samaria anteriormente.
e) A infidelidade e a condenação delas são repetidas (23.36-49). Ezequiel é convidado a consentir no juízo das duas irmãs (v. 36; cf. 20.4; 22.2).
v. 39. sacrificavam seus filhos', cf. 20.26. v. 41. Você se sentou num belo sofá', cf. 16.24, 25,31- o incenso e o óleo que me pertenciam', cf. 16.18. v. 42. multidão'. NEB: “sabeus” (do sudoeste da Arábia), v. 45. mulheres que [...] derramam sangue', cf. 22.2ss. v. 49. vocês saberão: aqui o pronome “vocês” se refere aos ouvintes de Ezequiel; nas três orações anteriores, é uma referência às mulheres infiéis.

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