2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 27

Estudo sobre Ezequiel 27

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Ezequiel 27

b) O naufrágio do bom navio, Tiro (27.1-36). Nesse lamento, a ilha de Tiro é retratada como um garboso navio mercante que vai a pique com a tripulação e o carregamento. Os v. 4-7 descrevem a sua construção, e os v. 810, sua tripulação, seus artífices, marinheiros e mercadores.
v. 3. entrada, talvez uma referência aos dois ancoradouros de Tiro. Você diz [...] Minha beleza...: talvez seria melhor ler “você é um navio” (heb. ’oni, “navio” no lugar de ’ani, ”eu”), v. 4. Seu domínio, aqui usado com referência aos lados do navio. v. 5. Senir. nome amorreu para Hermom (cf. Dt 3.9). v. 6. Chipre’, heb. Kittim (originariamente o nome da cidade no sul de Chipre chamada Kition). v. 7. Elisá’. Alashia, uma cidade na costa leste de Chipre (a atual Enkomi). Tanto Elisá quanto Quitim são mencionados como “filhos de Javã” em Gn 10.4. v. 8,9. Sidom [...] Arvade [...] Gebal (Biblos): cidades fenícias que supriam a tripulação dos navios, v. 10. persas [...] Itdios [...] homens de Fute: os últimos dois parecem ter sido povos líbios (cf. Gn
10.6,13) e assim provavelmente também era o primeiro; o texto da Elbe-felder (em alemão) traz “Paras” (ou “Faras”) e é preferível à maioria das versões que traz “Pérsia”, v. 11. Heleque: NEB: “Cilicia” (cf. assírio Hilakku). Gamadr. de identificação incerta; talvez deva ser localizada no norte da Síria. A NEB inclui os v. 10 e 11 na estrutura poética dos v. 3bss.
Os v. 12-25a constituem uma inserção em prosa no cântico fúnebre; dão informação valiosa acerca do comércio no Mediterrâneo no século VI a.C. v. 12. Társis: o porto fenício de Tartesso no sul da Espanha, v. 13. Javã: originariamente, Jônia, as colônias gregas no oeste da Ásia Menor. Tubal e Meseque em geral andam juntos, no ATOS (cf. 32.26; 38.2) como nos registros assírios (Tabali e Mushku) e em Heródoto (Moschoi e Tibarênoi). Tubal era um termo abrangente para denotar os Estados neo-hititas do leste da Ásia Menor; Meseque correspondia em termos gerais à Frigia, escravos.: cf. Ap 18.13. v. 14. Bete-Togarma (cf. 38.6): o assírio Til-garimmu, no nordeste da Ásia Menor (tradicionalmente identificado com a Armênia), v. 15. Rodes: assim traz a LXX no lugar do termo do TM “Dedã” (cf. a oscilaçãodas letras iniciais de Dodanim, Gn 10.4, e Rodanim, lCr 1.7). Os habitantes de Rodes agiam como intermediários, como também faziam os homens de Arã (v. 16; cf. ”Edom”, nota de rodapé da NVI) com relação às mercadorias aqui associadas com o seu nome. v. YJ.Judáe Israel: nos dias de Salomão (lRs 5.11) como nos do velho rei Agripa (Atos 12.20), Tiro e outras cidades fenícias dependiam da Galileia especialmente com relação ao trigo e outros produtos agrícolas, de Minite: o significado do heb. minnith (ARC: “azeite”) e pannag, confeitos (RSV: “primeiros figos”), é incerto, v. 18. Helbom: a noroeste de Damasco, ainda um centro de cultivo de uvas. lã de Zaar. uma região em que pastavam ovelhas, a noroeste de Damasco, v. 19. Dã e Javã: (TM “Vedã e Javã [RV]) é ininteligível; A. R. Millard (JSS 7, 1962, p. 201ss), seguido pela NEB, sugeriu “e tonéis de vinho” (assim a NTLH). Uzal: Izalla (NEB), entre Harã e o Tigre, região famosa por seu vinho. v. 20. Dedã: no noroeste da Arábia (cf. 25.13; 38.13).
v. 21,22. Quedar (“preto” — a terra das tendas pretas) ficava no norte da Arábia, e Sabá e Raamá no sul da Arábia, por onde passavam as rotas comerciais de especiarias da índia. v. 23. Cane: local não identificado. Eden: ao sul de Harã (cf. Am 1.5, “Bete-Éden”). O TM acrescenta: “os comerciantes de Sabá”, seguido aqui pela NVI. Quilmade: é melhor ler com a NEB “toda a Média”, v. 25. navios de Társis: um termo genérico para grandes navios mercantes, transportam os seus bens: TM: “são suas caravanas”, com cordéis retorcidos e de nós firmes: (v. 24) ou “com cordas franzidas e retorcidas”.
O cântico fúnebre é retomado no v. 25b (a NVI já o retoma no v. 25a). v. 26. o vento oriental: que soprando do continente é uma referência ao ataque dos babilônios, v. 28. Aí praias tremerão: os barcos que se afastavam do navio em apuros, após resgatar homens, balançavam e tremiam à medida que os remadores se cansavam sob as ordens dos seus oficiais (cf. S. Smith, “O navio Tiro”, PEQ 85, 1953, p. 108). v. 29. os marinheiros ficarão na praia: talvez no Egito (cf. S. Smith, art. cit., p. 109). v. 30. rolarão na cinza: “vão se aspergir com cinzas”.
v. 32. Quando estiverem [...] pranteando [...] erguerão este lamento: os v. 32b-34 formam um cântico fúnebre incluído no cântico fúnebre principal dos v. 3b-ll,25bss. O cântico possivelmente é cantado por aqueles que escaparam do naufrágio, v. 35. os seus rostos estão desfigurados de medo: NEB: “o seu cabelo está em pé”. Apesar da pontuação da NVI, o v. 36 pode ser o resumo feito pelo profeta; o v. 36a antevê 28.19, enquanto o v. 36b repete 26.21.

Índice: Ezequiel 1 Ezequiel 2 Ezequiel 3 Ezequiel 4 Ezequiel 5 Ezequiel 6 Ezequiel 7 Ezequiel 8 Ezequiel 9 Ezequiel 10 Ezequiel 11 Ezequiel 12 Ezequiel 13 Ezequiel 14 Ezequiel 15 Ezequiel 16 Ezequiel 17 Ezequiel 18 Ezequiel 19 Ezequiel 20 Ezequiel 21 Ezequiel 22 Ezequiel 23 Ezequiel 24 Ezequiel 25 Ezequiel 26 Ezequiel 27 Ezequiel 28 Ezequiel 29 Ezequiel 30 Ezequiel 31 Ezequiel 32 Ezequiel 33 Ezequiel 34 Ezequiel 35 Ezequiel 36 Ezequiel 37 Ezequiel 38 Ezequiel 39 Ezequiel 40 Ezequiel 41 Ezequiel 42 Ezequiel 43 Ezequiel 44 Ezequiel 45 Ezequiel 46 Ezequiel 47 Ezequiel 48

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