2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 29

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Ezequiel 29

7) Oráculos contra o Egito (29.1—32.32)
Como nos dias em que o Império Assírio se estendia até a região costeira do Mediterrâneo (cf. Is 31.1-3), assim também na época da hegemonia babilónica os egípcios dependiam dos seus vizinhos siro-palestinos para livrá-los de apuros e constantemente os incitavam a se revoltar contra os seus senhores da Mesopotâmia. Foi com o apoio dos egípcios que Zedequias renegou a sua aliança com a Babilônia (cf. 17.15ss). Quando Jerusalém foi cercada, o faraó Hofra, chamado Apries pelos gregos (589—570 a.G), provocou uma digressão que levou à suspensão temporária do cerco, mas logo retirou as suas forças (Jr 37.5ss). Foi aproximadamente nessa época que esses oráculos foram proferidos.
a) Oráculo contra o faraó (29.1-16). A data é 7 de janeiro de 587 a.C. v. 3. você [...] grande monstro: assim como o Egito foi retratado como Raabe, o monstro do caos (SL 87.4; 89.10; Is 30.7), o faraó foi retratado como Leviatã, o seu dragão associado, tradicionalmente morto e dado “por comida às criaturas do deserto” (SL 74.14). Mas aqui Leviatã se torna um crocodilo (cf. Jó 41.1), fisgado por um gancho gigante e lançado em terra seca para ser devorado por bestas e aves de rapina. O Nilo é meu\ a arrogância é a derrocada do faraó, como foi do rei de Tiro. v. 4. com todos os peixes...', os súditos do faraó.
v. 7. você rachou e rasgou os ombros deles-, NEB (melhor): “axilas”; a mesma crítica de falta de confiabilidade foi expressa pelo assírio Rabsaqué mais de um século antes (2Rs 18.21; Is 36.6). v. 10. desde Migdol até Sevene (“Assuã”, NTLH): desde a fronteira da Ásia até Sevene, a primeira catarata do Nilo, o limite meridional do alto Egito; ao sul de lá, estava a Etiópia ou Núbia (a NVI tem a transliteração “Cuxe” na nota de rodapé). A desolação de quarenta anos, com o des-povoamento do Egito (v. 10-13), não ocorreu; acerca do não cumprimento das piores predições de condenação contra Tiro e Egito, v. H. L. Ellison, Ezekieh The Man andhis Message, 1956, p. 102-5 (e cf. Jr 18.7-10; Jn 3.4-10).
b) Egito, uma recompensa pelo trabalho realizado com Tiro (29.17-21). A data desse oráculo (o último dos oráculos datados de Ezequiel) é 26 de abril de 571 a.C., aproximadamente um ano após o término do cerco de Tiro. Visto que Nabucodonosor não obteve nenhum lucro digno de nota do seu cerco de 13 anos contra Tiro, ele vai recuperar as suas perdas no saque do Egito, cuja ajuda a Tiro pode ter fornecido o casus belli, ou seja, ter causado a declaração de guerra, v. 18. toda cabeça foi esfregada [...] e todo ombro ficou esfolado-. em virtude do carregamento de equipamentos e suprimentos para operações militares, v. 20. Eu lhe dei o Egito-, Nabucodonosor invadiu o Egito em 568/7 a.C., mas os registros que sobreviveram não indicam a extensão da sua vitória.
Como o oráculo contra Sidom (28.24-26), esse oráculo termina com uma palavra de encorajamento para Israel (v. 21). o poder. heb. “chifre”, um símbolo de força (cf. SL 92.10; Lc 1.69). abrirei a minha boca (“abrirei a tua boca”, ACF): cf. 24.27; 33.22.

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