2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 34

Estudo sobre Ezequiel 34

Estudo sobre Ezequiel 34




Ezequiel 34

O Pastor de Israel (34.1-31)
O tema do pastor-rei era bem difundido no Antigo Oriente Médio, e não menos no ATOS. E mais do que coincidência que os dois maiores líderes de Israel na época do ATOS passaram os seus anos de aprendizado e estágio como pastores. Javé, o Rei supremo de Israel, é também o Pastor de Israel por excelência (cf. SL 80.1; 100.3; Is 40.11); esse é o papel em que ele fala em todo esse oráculo.
a) A denúncia contra os pastores indignos (34.1-10). Os reis e príncipes de Israel são denunciados como falsos pastores que tosquiavam e devoravam o rebanho de Deus confiado a seus cuidados, em vez de pastoreá-lo, com a consequência de que o rebanho estava espalhado por toda a terra. Essa seção tem eco em Zc 11.15-17 e especialmente na referência de Jesus aos mercenários que se intrometem sorrateiramente no rebanho e, na hora do perigo, abandonam as ovelhas aos ataques dos lobos (Jo 10.12,13).
v. 6. Aí minhas ovelhas vaguearam por todos os montes', cf. a linguagem de Micaías em lRs 22.17 e a compaixão de Jesus pela multidão porque eram como “ovelhas sem pastor” (Mc 6.34) — como um exército sem capitão.
b) Javé busca as suas ovelhas perdidas (34.11-16). Não importa o que os mercenários tenham feito, o Deus de Israel vai cumprir com o papel de um verdadeiro pastor do seu rebanho, ajuntando as ovelhas, alimentando-as com boa pastagem (v. 14) e cuidando daquelas que precisam de tratamento especial (cf. SL 23). Linguagem semelhante é usada na parábola da ovelha perdida nos Evangelhos (Mt 18.12,13; Lc 15.3-7); aqui a referência é à restauração do exílio.
v. 16. Procurarei as perdidas', cf. o que se diz do Filho do homem em Lc 19.10. a rebelde e forte eu destruirei', essas provavelmente são os que atacam as ovelhas. A LXX traz ”vou observar a forte” (cf. BJ).
c) As ovelhas gordas e as ovelhas magras (34.17-22). Mesmo entre as ovelhas, deve haver julgamento: as mais fortes estavam intimidando as mais fracas, monopolizando a boa pastagem e pisoteando o pasto restante, forçando o caminho para chegarem primeiro ao lugar de água e turvando a água que sobrava — uma parábola ilustrativa da injustiça social em Israel (cf. 22.3-12). Os opressores precisam ser castigados, e suas vítimas, protegidas.
d) ”um pastor” (34.23,24). No lugar dos mercenários que se mostraram infiéis ao seu chamado, Deus vai colocar sobre eles um novo pastor, a quem ele chama o meu servo Davi (cf. 37.24,25) — o “príncipe” (ARA) messiânico (cf. Jr 23.1-6). O Filho maior do grande Davi leva aqui o nome do seu ancestral (cf. Os 3.5; Jr 30.9). A parábola do bom pastor em Jo 10.1-16, que tem esse oráculo como o seu pano de fundo do ATOS, sugere que a reivindicação de Jesus é que ele é o Messias davídico: aquele “um só pastor” de Jo 10.16 é um eco proposital da mesma frase do v. 23 aqui, um pastor (v. tb. 37.22-24). Assim também, a relação próxima entre Eu, o Senhor, e o meu servo Davi no v. 24 é reproduzida na relação próxima entre o Pai e o Filho na sua proteção conjunta das ovelhas em Jo 10.27-29.
v. 24. líder (“príncipe”, ARA): heb. nasi’, como mais tarde em 37.25; 44.3 etc.. Não é certo, no entanto, se “rei” (melek) é evitado aqui por uma questão de princípio; o termo é usado na afirmação paralela em 37.24.
e) O paraíso é reconquistado (34.25-31). No tempo da restauração, a paz e a prosperidade vão ser estabelecidas, com chuvas que produzem vida (v. 26) e ricas colheitas (v. 27).
v. 25. uma aliança de paz: cf. 37.26 (também 16.60,62). As condições da nova aliança são mencionadas em Ezequiel com mais fre-qiiência (cf. 11.19,20; 36.25-27) do que a própria palavra aliança é usada, livre de animais selvagens: cf. Lv 26.6, também num contexto de “aliança”, v. 29. uma terra famosa por suas colheitas: TM: “uma plantação de renome” (cf. VA: “planta de renome”, em certa época interpretado incorretamente como designação messiânica); LXX: “em esperança de paz” (lendo shalôm, “paz”, “prosperidade”, no lugar do termo shem do TM, “nome”, “renome”). v. 30,31. elas [...] são o meu povo [...] eu sou o seu Deus: a essência da aliança (cf. Lv 26.12). ovelhas da minha pastagem: o TM acrescenta “homens” (i.e., “vocês são o meu rebanho humano”).

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