2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 36

Estudo sobre Ezequiel 35

Estudo sobre Ezequiel 36




Ezequiel 36

7) Nova esperança para os montes de Israel (36.1-15)
Em 6.1-3, os montes de Israel foram apostrofados numa denúncia em virtude da idolatria praticada neles. Agora o profeta se dirige a eles em tom de consolo: embora no presente estejam ocupados por invasores estrangeiros, visto que os seus habitantes por direito estão no exílio, logo os invasores serão expulsos, e os habitantes por direito serão trazidos de volta para cultivá-los e fazer colheitas generosas neles.
v. 2. O inimigo,principalmente os edomitas, como indica o v. 5; a ostentação “Ar antigas elevações se tomaram nossas” repete o conteúdo de 35.12. v. 3. perseguiram vocês NEB: “pisaram vocês”, v. 5. Em meu zelo ardente lit. “no fogo do meu zelo”. Quando a terra e o povo de Javé eram motivo de escárnio, a sua própria reputação foi lançada na lama; o “zelo” com que ele vindica o seu povo contra o inimigo é a sua preocupação pelo seu próprio nome e caráter e sua palavra empenhada (cf. v. 7,20-23). A zombaria acumulada contra Israel pelos estrangeiros vai recair sobre eles mesmos (v. 7). para saquear as suas pastagens: a NEB oferece uma tradução alternativa: “oferecê-las para disputa pública”. v. 7. Juro: lit. “eu levantei a minha mão” (cf. NEB; Gn 14.22). v. 13. Você devora homens...: como se a terra-mãe fosse uma cruel madrasta; cf. o relatório negativo dos espiões acerca da terra prometida em Nm 13.32. v. 15. nem fará mais a sua nação cair. melhor seria “não deixará desolada”, como no v. 14.

8) Um novo coração e um novo espírito (36.16-32)
O povo foi manchado pela imoralidade e pela idolatria; ele precisa passar por uma purificação radical no seu interior. Essa purificação é prometida aqui: vai ser acompanhada pela concessão de uma nova natureza. A linguagem e o pensamento são semelhantes a SL 51.10: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável” — embora aí a purificação seja pessoal, enquanto aqui é coletiva. O conteúdo desse trecho já apareceu antes em 11.16-20.
v. 20. mas assim mesmo teve que sair da terra que o Senhor lhe deu: como se o seu Deus não pudesse protegê-los dos babilônios. O seu santo nome foi assim profanado e precisa ser vindicado à vista das nações (cf. SL 98.1-3; Is 48.11). v. 25. Aspergirei água pura sobre vocês: a linguagem é semelhante à “água da purificação” prescrita em Nm 19.9, mas aquela removia a impureza exterior e cerimonial; essa é água simbólica e efetua a purificação interior (cf. Hb 9.13,14). Esse pensamento é retomado na figura da fonte em Zc 13.1 e mais tarde investido de autoridade escriturística para o batismo de prosélitos. Ele pode também ter influenciado o batismo de João; se isso aconteceu, ele faz uma distinção entre a sua própria ministração da água e o batismo do espírito que o seu sucessor ministraria (Jo 1.26,33). A água do v. 25 e o espírito novo do v. 26 são combinados na descrição do novo nascimento em Jo 3.5. v. 26. um coração novo...: cp. 11.18 com notas ad loc. O v. 27 mostra que o espírito novo é o próprio espírito de Deus; assim, eles serão aptos para obedecer à aliança dele (cf. Jr 31.31-34); serão confirmados na ocupação de sua terra e desfrutarão de paz e prosperidade ali (v. 28-30). O Deus de Israel vai ser glorificado no seu povo purificado, v. 31. vocês se lembrarão dos seus caminhos maus. a graça divina produz a consciência da ingratidão passada. “No NT, religião é graça, e ética é gratidão” (T. Erskine).
Essa promessa era uma das prediletas dos rabinos, que esperavam o seu cumprimento na era messiânica, quando o “impulso mau” seria erradicado e haveria uma fartura incomparável. Na teologia cristã, ela influenciou grandemente a doutrina do coração puro destacada por João Wesley.
9) As cidades reconstruídas (36.33-38) Temos aqui mais um retrato do paraíso reconquistado (cf. 34.25-31). A terra desolada de Israel será cultivada novamente; suas cidades serão reconstruídas e ficarão cheias de rebanhos de gente.
v. 37. cederei à súplica da nação de Israel e farei isto porela. “Quando Deus decide abençoar o seu povo, ele o põe para orar pela bênção que ele quer lhe dar” (Matthew Henry).

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