2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 37

Estudo sobre Ezequiel 37

Estudo sobre Ezequiel 37




Ezequiel 37
O vale dos ossos secos (37.1-14)
a) A visão (37.1-10). A visão do vale dos ossos secos talvez seja a cena mais conhecida de todo o livro de Ezequiel. Em ocasiões anteriores quando a mão do Senhor estava sobre Ezequiel, ou quando era levado por seu Espírito, o que ele via era suficientemente factual (cf. 8.1,3ss), mas a presente visão é puramente simbólica. Gomo a declaração a seguir deixa claro, a restauração da vida sobre os ossos é uma parábola da ressurreição nacional de Israel (v. 11-14); mas no decorrer do tempo naturalmente veio a ser tratada como uma parábola de ressurreição pessoal, como pode ser visto nas pinturas de parede da sinagoga de Dura-Europos no Eufrates (século III a.C.).
v. 2. os ossos estavam muito secos: destaca-se que qualquer vestígio de vida os tinha deixado havia muito tempo. v. 4. Profetize a estes ossos...: a congregação menos promissora a que qualquer pregador já tenha pregado; mas a ideia encontra eco nas palavras do nosso Senhor em Jo 5.25: “os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão”, v. 9. Venha desde os quatro ventos, 6 espírito é útil lembrar que uma palavra hebraica, ruah, pode ser traduzida por “sopro”, ”vento” e “espírito”; cf. a palavra grega pneuma em Jo 3.8: “O vento sopra onde quer [...] Assim acontece com todos os nascidos do Espírito” . A influência dessa seção de Ezequiel é tão forte em Jo 3.3-8 que não é de admirar que Jesus tenha expressado surpresa quando os mestres de Israel não conseguiram captar a insinuação (Jo 3.9,10). v. 10. o espírito entrou neles como quando o Criador soprou nas narinas do primeiro homem o sopro da vida, “e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2.7).
b) A sua interpretação (37.11-14). Os ossos secos representam toda a nação de Israel, o Reino do Norte e o do Sul juntos. Humanamente falando, qualquer esperança de ressurreição nacional está tão fora de questão para eles como para qualquer outro grupo étnico que perdeu a sua identidade como resultado de deportação. Mas o ato soberano de Deus vai vivificá-los e trazê-los de volta à terra.
v. 12. seus túmulos talvez as terras para as quais haviam sido deportados (cf. v. 21). v. 14. Porei o meu Espírito (ruah, “sopro”) em vocês cf. 36.27.
11) A reunião nacional (37.15-28)
A divisão política que seguiu a morte de Salomão (lRs 12.16-20) teve sua raiz no período do assentamento. As tentativas por parte de Ezequias (2Cr 30.1ss) e de Josias (2Rs 23.15ss) de consertar isso tiveram vida curta. Mas Ezequiel, como Elias três séculos antes (lRs 18.31), pensa em termos de “todo o Israel” e prediz a reparação eficaz da ruptura no tempo da restauração (cf. Is 11.13). Assim, em épocas pós-exílicas e do NT, Israel em princípio era considerado como povo que incluía todas as 12 tribos; cf. Mt 19.28 paralelo a Lc 22.30; Atos 26.7; Tg 1.1; Ap 7.48; 21.12. A profecia de Ezequiel é acompanhada de um ato de simbolismo profético, a junção de duas “tábuas de madeira” (NEB), com as respectivas inscrições: “Pertencente a Judá” e “Pertencente a José”, como que para formar uma tábua única dobrável. Como nação unida, Israel vai habitar na sua própria terra, governada pelo príncipe da casa de Davi.
v. 16. pedaço de madeira', qualquer coisa feita de madeira; a LXX traz “vara” (como as ”varas” das tribos em Nm 17.1 ss). pertencente a José porque ele era o pai de Efraim, a tribo líder no Reino do Norte. v. 22. uma única nação: encontra eco em “um só rebanho” sob ”um só pastor” de Jo 10.16. um único rei: cf. o v. 24; Ezequiel normalmente usa “príncipe” (nasi’), como no v. 25 e em 34.24, e não “rei” (melek), exceto com referência a Jeoaquim (cf. 20.33), mas rei talvez seja usado aqui em virtude da proximidade com reinos, v. 23. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus: linguagem de aliança, como no v. 27; 11.20; 34.20; 34.30,31. v. 24. O meu servo Davi: cf. 34.23,24. v. 26. uma aliança de paz: cf. 34.25. uma aliança eterna: cf. 16.60 (também Is 55.3, em associação com o cumprimento das promessas da dinastia feitas a Davi), porei o meu santuário no meio deles para sempre, cf. o v. 28; tema desenvolvido em 40.5—44.31. v. 27. Minha morada estará com eles: cf. o nome da cidade: “O Senhor está aqui”, em 48.35, e o correlato no NT, associado com a fórmula da aliança, em Ap 21.3. v. 28. eu, o Senhor, santifico Israel: cf. 20.12; Êx 31.13; Lv 20.8; 21.8,15,23; 22.9,16,32.

Índice: Ezequiel 1 Ezequiel 2 Ezequiel 3 Ezequiel 4 Ezequiel 5 Ezequiel 6 Ezequiel 7 Ezequiel 8 Ezequiel 9 Ezequiel 10 Ezequiel 11 Ezequiel 12 Ezequiel 13 Ezequiel 14 Ezequiel 15 Ezequiel 16 Ezequiel 17 Ezequiel 18 Ezequiel 19 Ezequiel 20 Ezequiel 21 Ezequiel 22 Ezequiel 23 Ezequiel 24 Ezequiel 25 Ezequiel 26 Ezequiel 27 Ezequiel 28 Ezequiel 29 Ezequiel 30 Ezequiel 31 Ezequiel 32 Ezequiel 33 Ezequiel 34 Ezequiel 35 Ezequiel 36 Ezequiel 37 Ezequiel 38 Ezequiel 39 Ezequiel 40 Ezequiel 41 Ezequiel 42 Ezequiel 43 Ezequiel 44 Ezequiel 45 Ezequiel 46 Ezequiel 47 Ezequiel 48

Nenhum comentário:

Postar um comentário