2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 4

Estudo sobre Ezequiel 4

Estudo sobre Ezequiel 4




Ezequiel 4
II. OS EXILADOS SÃO ADVERTIDOS DA CONDENAÇÃO DE JERUSALÉM (4.1—7.27)
1) Quatro atos simbólicos (4.1—5.4)
Os atos simbólicos de 4.1-5 anunciam o cerco e a queda iminentes de Jerusalém. Esses atos, representados pelos profetas de Israel (cf. Is 20.2-4; Jr 13.1-11; Os 1.2ss), eram um elemento essencial da palavra auto-realizadora de Deus que eles recebiam para ser transmitida e que também ajudava a garantir o cumprimento do que eles simbolizavam.
v. 1 Imitando o cerco (4.1-3). Ezequiel desenha um plano de Jerusalém num tijolo e o cerca com imitações de rampas, trincheiras, aríetes e outros equipamentos de cerco. Ele age como se fosse o sitiador.
v. 2. construa uma rampa...: v. a realidade disso em 17.17 e 21.22 (o cerco de Jerusalém por parte de Nabucodonosor); 26.8,9 (o seu cerco de Tiro), v. 3. uma panela de ferro: ”forma de bolo feita de ferro” (NEB) para representar uma “cortina de ferro” isolando a cidade, um sinal para a nação [casa\ de Israel: para advertir os exilados para que não depositassem a sua esperança na sobrevivência de Jerusalém (cf. Jr 29.1ss).
b) A vigília do profeta (4.4-8). Ezequiel não deve somente fazer o papel do sitiador; ele deve “sofrer o castigo” (carregar a iniqui-dade) dos reinos do Norte e do Sul sucessivamente ao se deitar ao lado da Jerusalém em miniatura durante muitos dias sobre o seu lado esquerdo e depois durante um período menor sobre o seu lado direito (no uso hebraico, esquerdo e direito correspondem respectivamente a norte e sul).
v. 4. carregar a iniquidade dela (“culpa”): cf. o papel do Servo em Is 53.11,12. v. 4. trezentos e noventa dias: algumas versões (NEB) adotam o texto da LXX, “cento e noventa dias”. E difícil decidir entre as duas versões por causa da incerteza do cálculo dos 390 ou 190 anos do castigo de Israel. Os 390 anos podem ser contados a partir do início da apostasia sob o reinado de Salomão (IRs 11.4ss) até a queda iminente de Jerusalém; é mais difícil determinar um ponto de início dos 190 anos com o mesmo término. Um ponto de início para os quarenta anos do castigo de Judá (v. 7) seria igualmente incerto; é uma provável coincidência que 40 anos decorreram do chamado de Jeremias (Jr 1.2,3) até a queda de Jerusalém. Se os 40 anos são acrescentados aos 390, os 430 anos resultantes poderiam alcançar aproximadamente o tempo em que pela primeira vez Jerusalém se tomou a capital de Israel. Tentativas de fazer do chamado de Ezequiel ou do cerco de Jerusalém o ponto de início dos períodos indicados são ainda mais insatisfatórios. Mas os dias da vigília de Ezequiel podem ter correspondido à duração real do cerco. Ele começou em 15 de janeiro de 588 a.C. (24.1,2; cf. Jr 52.4) e terminou em 29 de julho de 587 a.C. (Jr 39.2; 52.6), mas não durou continuamente durante 560 dias; foi levantado temporariamente em virtude da aproximação do exército egípcio (Jr 37.5ss), de forma que a duração efetiva pode ter se aproximado dos 430 dias da encenação do cerco por Ezequiel. v. 7. um dia para cada ano: cf. o princípio em Nm 14.34.
c) Rações do cerco contaminadas (4.9-17). A severidade do cerco e as condições do exílio tornam impraticável a observância das leis que proibiam a comida cerimonialmente impura. A parábola encenada de Ezequiel é reforçada pela ordem divina para se restringir às rações do cerco e prepará-las de tal maneira que incluísse contaminação cerimonial, especialmente para o sacerdote.
v. 9. trigo e cevada, feijão e lentilha, painço e espelta: quaisquer grãos que estivessem à disposição, de qualidade inferior ou superior, deveriam ser raspados e juntados para assar uma porção diária de 240 gramas de pão medíocre. Assar pão com uma mistura de cereais talvez fosse cerimonialmente proibido, assim como semear com uma mistura de sementes (Lv 19.19). v. 11. meio litro (“1/6 de um him”, nota de rodapé da NVI): a provisão de água de Jerusalém era limitada; assim, em condições de cerco seria racionada a menos de 1 litro por dia. v. 13. Desse modo os israelitas comerão sua comida imunda, esterco animal (v. 15), misturado com palha, era usado como combustível para assar pão sobre pedras, mas os excrementos humanos (v. 12) eram cerimonialmente impuros e, por isso, deveriam ser enterrados fora da vista das pessoas (Dt 23.12-14). v. 14. Eu jamais me contaminei, o protesto de Ezequiel encontra eco no de Pedro em Atos 10.14. jamais comi qualquer coisa achada morta, isso foi proibido em Dt 14.2. ou que tivesse sido despedaçada por animais selvagens: isso foi proibido em Ex 22.31. carne impura-, como a carne das ofertas pacíficas a partir do terceiro dia (Lv 19.5-8). v. 16. cortarei o suprimento de comida, acerca da escassez de pão durante o cerco, cf. Jr 37.21; 52.6; Lm 2.12; 4.4,9; 5.10. com ansiedade [...] com desespero, a crescente falta de comida seria acompanhada do terror quanto a que aconteceria quando os sitiadores entrassem na cidade (cf. 12.18,19).

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