2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 40

Estudo sobre Ezequiel 40

Estudo sobre Ezequiel 40




X. A NOVA COMUNIDADE (40.1—48.35)
Em concordância com a associação íntima entre o povo e a terra em todo o ATOS, um povo purificado implica uma terra purificada, e esse é o tema da última visão de Ezequiel. Dentro da terra santa, está a cidade santa, e ao lado da cidade santa, mas separada dela, está o novo templo, o lugar mais santo de todos — porque a glória divina que havia abandonado o primeiro templo retorna para estabelecer a sua habitação ali (43.2-5; 44.4). ”...porei o meu santuário no meio deles para sempre”, Deus havia prometido, e então “as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel” (37.26,28).
A limitação de espaço deste comentário só permite um exame superficial das dimensões e de outros detalhes da descrição a seguir.
1) O novo templo (40.1—42.20)
A data da visão (v. 1) é 28 de abril de 573 a.C., se o início do ano significa “o primeiro mês” (assim a LXX).
a) O monte do templo (40.1-4). v. 1. a mão do Senhor esteve sobre mim cf. 1.1; 8.3; 37.1. v. 2. visões de Deus: cf. 1.1; 8.3. monte muito alto “o monte do templo do Senhor” que ”será estabelecido como o principal” (Is 2.2; Mq 4.1), talvez idêntico ao “umbigo da terra” (38.12, nota de rodapé da NVI). prédios que tinham a aparência de uma cidade não a cidade santa propriamente, mas o complexo do templo, assim descrito em virtude de sua aparência imponente, v. 3. um homem que parecia de bronze um ser celestial (como o ”homem” de Dn 10.6, que tinha “braços e pernas como o reflexo do bronze polido”), com uma corda de linho para medidas mais longas (cf. 47.3) e uma vara de medir para medidas menores (cf. v. 5). entrada provavelmente a porta que dá para o oriente (v. 6).
b) A porta oriental (40.5-16). meio metroo ”côvado longo” tinha cerca de meio metro de comprimento (diferentemente do côvado comum, que tinha cerca de 45 centímetros); o muro tinha, portanto, aproximadamente três metros de espessura e três de altura (v. 5). (Suas outras dimensões são dadas em 42.20.) A porta que dá para o oriente (v. 6-16), descrita em tantos detalhes e fortificada com salas dos guardas de cada lado, é semelhante às portas salomônicas de Megido e de Hazor, e pode bem ter as medidas da porta oriental do primeiro templo. A função dessa porta é indicada em 44.1-3.
c) O pátio externo (40.17-27). O templo de Ezequiel tem basicamente a mesma planta baixa e orientação do templo de Salomão (lRs 7.12) — pátio externo, pátio interno e Lugar Santo (no sentido leste—oeste). Ezequiel é conduzido para o pátio externo através da porta oriental, e depois inspeciona a porta norte (v. 20-23) e a porta sul (v. 24-27) que davam acesso ao pátio. No pátio externo, o povo devia se reunir para a adoração.
d)    O pátio interno (40.28-37,47). O pátio interno, ao qual só tinham acesso os sacerdotes, tinha portas sul, leste e norte próprias, pelas quais só os sacerdotes entravam vindo do pátio externo; elas tinham as mesmas dimensões gerais que as portas que conduziam ao pátio externo. O pátio interno media 50 metros por 50 metros, e nele estava o altar de holocaustos (cf. 43.13-17), em frente à entrada do Lugar Santo.
e) Organização dos sacrifícios (40.38-43). A descrição do pátio interno é interrompida por um relato das orientações para os sacrifícios no átrio da porta norte, seguido de uma referência aos quartos dos sacerdotes. Entre os sacrifícios de animais especificados no v. 49, os sacrifícios de comunhão (Lv 3.1ss) estão notoriamente ausentes; mas v. 43.27.
f) Quartos ao lado das portas (40.44-46). Nos lados internos das portas norte e sul, havia dois quartos para os sacerdotes. Os sacerdotes encarregados do templo (v. 45) são os sacerdotes não descendentes de Zadoque (cf. 44.14); os sacerdotes encarregados do altar (v. 46) são os descendentes de Zadoque (cf. 44.15ss).

g) O pórtico do templo (40.48,49). Depois de inspecionar os pátios, Ezequiel é levado para o templo propriamente dito, que incluía (do leste para o oeste) o pórtico, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. O pórtico (’tilam) media dez metros de largura, como o do templo de Salomão; da frente aos fundos (6 metros contra 4,5 metros) media mais do que o do templo de Salomão (lRs 6.3). v. 48. os batentes-. BJ: pilares, v. 49. colunas como as denominadas Jaquim e Boaz no templo de Salomão (lRs 7.15-22).

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