2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 43

Estudo sobre Ezequiel 43

Estudo sobre Ezequiel 43




Ezequiel 43

2) A glória que retorna ao templo e o chamado à santidade (43.1-12)
a)    A glória que retorna (43.1-5). Dezenove anos antes, Ezequiel tinha visto a glória divina, sustentada pelos querubins, deixar o templo profanado e pairar sobre a porta leste antes de deixar a área do templo e a cidade (10.19; 11.22,23). Agora, a glória retorna através da porta leste e enche o novo templo, como havia antes enchido o tabernáculo (Ex 40.34) e o primeiro templo (lRs 8.10,11). Depois do retorno do exílio, Javé ordenou que o novo templo fosse construído “para que eu me alegre e nele seja glorificado” (Ag 1.8).
v. 2. a glória do Deus de Israel veio do lado leste. Ezequiel a tinha visto pela última vez sobre o monte das Oliveiras (11.23). como o ruído de águas avançando cf. 1.24. v. 3. A visão que tive era como a que eu tivera quando ele veio destruir a cidade a visão de 8.1ss. que eu tivera junto ao rio Quebar. a visão inicial de l.lss. e me prostrei, rosto em terra cf. 1.28. v. 5. o Espírito pôs-me em pé. cf. 8.3. a glória do Senhor encheu o templo esse é o clímax da experiência profética de Ezequiel; o que segue é consequência. Acerca do correlato cristão dessa glória que vem habitar entre nós, cf. Jo 1.14; 2Co 3.7—4.6.
b) O chamado à santidade (43.6-12). Visto que o Deus de Israel habita entre o seu povo, este precisa ser santo como ele é santo. A santidade do lugar da habitação de Deus é destacada não somente pelo muro que o cerca (42.20), mas também pela instituição de um espaço não ocupado entre ele e todos os outros prédios (cf. 45.2). O palácio de Salomão, a residência da sua rainha egípcia e outras dependências da corte estavam inclusas em um pátio junto com o templo (lRs 7.1-12), e o templo foi profanado pelas práticas idólatras que ocorreram nessas dependências sob alguns dos seus sucessores, como também pelos “monumentos funerários” — uma tradução melhor de peger do que ídolos sem vida (v. 9; a BJ traz “cadáveres”) de seus reis. Agora não se pode mais correr esse risco. Toda a área [...] do monte deve ser santíssima (v. 12) — reservada para Deus e sua adoração.
v. 6. ouvi alguém falando comigo de dentro do templo: a voz de Deus (cf. Lv 1.1). v. 7. este é o lugar do meu trono [...] para sempre, cf. SL 132.14 acerca de palavras semelhantes em referência à cidade pré-exílica. v. 10. para que se envergonhem dos seus pecados a presença divina entre o seu povo não garante a sua santidade, mas os desafia à santidade. A descrição do novo templo em todos os detalhes da sua estrutura e serviço vai dar a eles uma lição visual e prática da santidade. Assim, segundo a disposição do NT, “o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós” (BJ, lGo 3.17).

3) O altar dos holocaustos (43.13-27)
a) As medidas do altar (43.13-17). O altar de holocaustos no pátio interno foi mencionado brevemente em 40.47. Agora é descrito como tendo a forma de um zigurate com três camadas além da calha no chão (v. 14), lit. ”o seio da terra” — provavelmente aprofundada na terra meio metro para coletar o sangue, com uma aba de um palmo (v. 13; NEB: ”largura de uma mão”) cercando-o para evitar que o sangue escorresse. A camada superior era a fornalha (heb. har'el. v. 15, ou ’ar’el, v. 16), em que os sacrifícios eram queimados; era equipado com quatro pontas (heb. “chifres”; v. 15; cf. Êx. 27.2; lRs 1.50,51). Asaliênda do v. 17 é a saliência menor ou maior Ao v. 14; as medidas da saliência maior ou menor talvez se perderam. A LXX traduz a palavra (heb. ‘azaraK) por hilastêrion), usada no Pentateuco (Ex 25.17 etc.) para a “tampa” (“propiciatório”; kapporeth); cf. Hb 9.5.
v. 13. meio metro de largura. NEB (melhor): “saliente em meio metro” (como também no v. 17). O altar todo, exceto a base e as pontas, tinha 5 metros de altura. Subia-se nele por degraus a partir do leste (v. 17); os sacerdotes oficiantes então estariam voltados para o oeste. Contraste isso com a proibição de degraus no altar em Ex 20.26.
b) A consagração do altar (43.18-27). O altar precisava passar por uma cerimônia de purificação (lit. “despecalizar”) e de propiciação (heb. kipper, v. 20) de uma semana de duração, com ofertas pelo pecado e holocaustos — uma cerimônia muito mais detalhada do que a consagração em Ex 40.10. Então, a partir do oitavo dia, os sacrifícios regulares poderiam ser apresentados a favor do povo.
v. 18. aspersão do sangue no altar. cf. Ex 29.16,20 etc. v. 19. Você deverá dar. mesmo o ”você” indicando o singular, a referência é geral; Ezequiel tinha agora 50 anos de idade, e a possibilidade de ele ministrar no novo templo seria remota, v. 27. sacrifícios de comunhão-. eram oferecidas refeições de que os adoradores compartilhavam.

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