2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 45

Estudo sobre Ezequiel 45

Estudo sobre Ezequiel 45





Ezequiel 45
O distrito sagrado (45.1-8)
Na nova distribuição da terra de Israel entre as tribos (cf. 48.1-7,23-29), deve haver uma área reservada do território nacional, um pouco ao sul do centro, que se estende do Mediterrâneo até o Jordão, com comprimento de 12,5 quilômetros. As orientações acerca desse distrito são dadas aqui e (em mais detalhes) em 48.8-22. No meio desse território, está o distrito sagrado, 12,5 quilômetros na direção leste—oeste, dividido em duas faixas paralelas de 5 quilômetros de largura na direção norte—sul. A faixa mais ao norte é alocada aos levitas para sua residência (v. 5); a faixa mais ao sul, aos sacerdotes zadoquitas (v. 3,4). No centro da faixa alocada aos zadoquitas, está o terreno separado para o templo (cf. 42.15-20), com um espaço não ocupado de 25 metros de largura em toda a volta dele, fora do muro (v. 2). Ao sul do distrito sagrado, há mais uma faixa, também com 12,5 quilômetros de comprimento na direção leste— oeste, mas com somente 2,5 quilômetros de largura na direção norte—sul, que contém a cidade, a capital, no centro, num espaço quadrado de 2.250 metros de lado (cf. 48.30ss), com as terras da cidade situadas a leste e oeste da cidade propriamente dita (v. 6); o local da cidade em Sl não pertence a nenhuma tribo, mas a todo o Israel (i.e., é território federal). Portanto, o templo está bem separado da cidade. O restante da zona reservada, o território a oeste e leste do distrito sagrado e do local da cidade, com divisa no Mediterrâneo e no Jordão, pertence às “terras do rei”, o que foi alocado ao príncipe (v. 7,8).
7) Ordenanças sagradas (45.9—46.24) a) As responsabilidades do príncipe (45.9-17). A provisão de uma “lista cívica” para o príncipe significa que ele e outras autoridades não terão mais a desculpa para explorar ou oprimir o povo (v. 9). A garantia da justiça administrativa inclui o uso de pesos e medidas justos e combinados (v. 10-12; cf. Lv 19.35,36; Dt 25.13-16; Pv 11.1; contraste com Am 8.5). A oferta do povo (imposto de renda) é estabelecido em uma sexagésima parte da colheita e uma de cada grupo de ovelhas; isso deve ser entregue ao príncipe, que é responsável para providenciar os sacrifícios públicos com base nessa oferta (v. 13-17).
v. 11. A arroba e o pote “arroba” (heb. efd) era uma medida para secos, “pote” (heb. bato), para líquidos, medindo em torno de 20 litros cada, um décimo de um barril (heb. hômer, que etimologicamente significa uma carga de burro) ou, para medidas de líquidos, um tonel (v. 14). O galão (v. 24, heb. hin) era equivalente a um sexto de um bato (“pote”), v. 12. O peso padrão (heb. “siclo”) pesava em torno de 11,4 gramas; o siclo era de 20 geras. Uma mina (20 gramas) era equivalente a 50 siclos; era convenientemente calculada com pesos de “dez e vinte e cinco e quinze siclos” (NEB). v. 17. ofertas derramadas libações de azeite de oliva (cf. v. 14,24).
b) O calendário sagrado (45.18-25). O calendário que Ezequiel havia conhecido no uso pré-exílico em Jerusalém (cf. Lv 23) será modificado consideravelmente. No dia de nisã, na época do equinócio da primavera (que pode ter sido o dia de ano-novo de Ezequiel), o santuário deve ser purificado (lit. ”despecalizado”) por meio de uma oferta pelo pecado (v. 18,19), e outro sacrifício com o mesmo propósito deve ser oferecido no dia 7 de nisã — ou melhor, como traz a LXX, ”no primeiro dia do sétimo mês”, i.e., tisri (v. 20). A Páscoa do dia 14 de nisã, com a subsequente semana do pão sem fermento, permanece basicamente inalterada (v. 21-24), como também ocorre com a festa das cabanas seis meses mais tarde (v. 25), exceto que durante essas duas semanas de peregrinação o príncipe tem de prover a oferta pelo pecado, os holocaustos e a oferta de cereal (v. 22-25). As ofertas pelo pecado apresentadas nessa ocasião parecem tomar o lugar daquela oferta única anual pelos pecados no Dia da Expiação (Lv 23.26-32). Evidentemente, não há menção de Pentecoste (cf. Lv 23.15-21).

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