2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 6

Estudo sobre Ezequiel 6

Estudo sobre Ezequiel 6




Ezequiel 6
3) Denúncia dos montes de Israel (6.1-14)
Depois de profetizar a condenação de Jerusalém em particular, Ezequiel agora se dirige a toda a terra de Israel, fazendo menção especial a seus montes, pois eles eram os lugares principais dos bamoth — os santuários locais ou “altos” (versões antigas) — em que tanta adoração degenerada era praticada (cf. Os 4.13). A reforma de Josias, quase 30 anos antes, havia incluído a abolição desses santuários (2Rs 23.13,15,19,20), mas isso não contou com a aprovação do povo, e depois da morte dele as velhas práticas voltaram (cf. Jr 11.13; 17.2,3). As palavras de denúncia do profeta são confirmadas por ações adequadas das mãos e dos pés (v. 11).
a) A ameaça de desastre (6.1-7). v. 3. ravinas [...] vales-, pois os altares idólatras seriam encontrados ali assim como nos montes e nas colinas, e.g., no vale do filho de Hinom, ao sul de Jerusalém (Jr 7.31ss). v. 4. altares de incenso-. esse é o sentido mais provável de hammanim, pequenos altares às vezes colocados sobre altares de holocaustos (2Cr 34.4). abaterei o seu povo na frente dos seus ídolos-, heb. gillulim, um termo depreciativo (significando algo como “esterqueira”), muito usado por Ezequiel. Os cadáveres dos adoradores exporiam a impotência dos ídolos, v. 5. espalharei os seus ossos ao redor dos seus altares-, cf. a medida de Josias em 2Rs 23.20. v. 6. os altares idólatras serão arrasados e devastados-, os altares faziam parte do equipamento essencial dos lugares altos. O termo devastados na NVI representa o texto das antigas versões em que o termo respectivo do TM era traduzido por ”considerados culpados” (VA), v. 7. vocês saberão que eu sou o Senhor: uma fórmula de reconhecimento muito repetida em Ezequiel (cf. v. 10,13,14).
b) Um remanescente sobreviverá (6.8-10). v. 8. alguns de vocês escaparão da espada-, cf. 5.3. v. 9. por seus corações adúlteros, que se desviaram de mim\ lit. “o seu coração que se desviou de mim como uma prostituta” (cf. VA, RV); essa linguagem retratando a idolatria é elaborada em 16.15ss; 23.3ss, segundo o precedente de Os 1.2ss (cf. Ex 34.15; Lv 17.7; Dt 31.16; Jr 2.20; 3.1 etc.), v. 10. E saberão...-. aqui o conhecimento inclui arrependimento e reconhecimento da verdade e da justiça de Deus.

c) palavras são reforçadas com atos (6.11-14). 
v. 11. Esfregue as mãos, bata os pés: essas ações expressam alegria malvada em 25.6, mas aqui expressam confirmação do oráculo divino, como o “braço desnudo” de 4.7 e o brandir da espada e o bater as mãos de 21.817. espada [...] fome [...] peste-, cf. 5.12,16,17. v. 12. Quem está longe [...] perto [...] sobreviver [...] poupado (da espada): esses termos juntos revelam a abrangência do desastre iminente. v. 13. debaixo de toda árvore frondosa: cf. Dt 12.2; lRs 14.23; 2Rs 16.4; 17.10; Is 57.5; Jr 2.20; 3.6; 17.2. As árvores davam sombra e demarcavam lugares sagrados; não eram em Sl objetos de adoração. Acerca da formulação desse versículo, cf. 20.28. v. 14. desde o deserto até Dibla (nota de rodapé, ”Ribla”): desde a fronteira sul até a fronteira norte da terra de Israel. Em Ribla, no rio Orontes, perto da fronteira siro-israelita (Nm 34.11), o rei do Egito havia prendido e deposto o rei Jeoacaz em 608 a.C. (2Rs 23.33; cf. Ez 19.4) e lá, em 587 a.C., o rei da Babilônia pronunciou a sentença contra Zede-quias (Jr 52.26,27).

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