2016/11/10

Apocalipse 1 — Comentário Evangélico

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Apocalipse 1 

Deus Pai deu a Cristo o conteúdo do relato, que, por sua vez, o deu ao apóstolo João por intermédio de seu anjo. Talvez a expressão “seu anjo” possa ser traduzida por “seu mensa­geiro”, uma vez que a palavra grega angelos (anjo) significa “mensagei­ro” (22:16). O verbo “notificar” in­dica que o relato usa sinais e sím­bolos para transmitir verdades espi­rituais. Na verdade, o conteúdo do relato estendeu-se diante dos olhos de João. Fisicamente, ele estava na ilha de Patmos (1:9), contudo Deus transportou-o ao céu (4:1), ao deser­to (1 7:3) e a uma montanha (21:10) a fim de que testemunhasse esses eventos e os registrasse para nós.
Há uma bênção para quem Jê o relato em voz alta e para os que o escutam com coração atento. Con­tudo, o versículo 3 indica que não devemos ler Apocalipse com curio­sidade negligente; devemos “guar­dar” suas palavras, ou seja, obede­cer a elas e praticá-las.
Às expressões “próximo” (v. 3) e “em breve devem acontecer” (v. 1) não significam que essas profecias seriam cumpridas na época de João. Antes, indicam que o tempo passará rápido quando elas forem cumpri­das. Hoje, nosso longânimo Deus espera a fim de dar uma chance para que os pecadores se arrepen­dam. Todavia, não haverá retarda­mento quando chegar o momento de aplicar esses julgamentos.
I. O Cristo que João conhecia (1:4-8)
João saúda as igrejas da Ásia Menor quando ordena o que deve ser feito (v. 11). Ele revê o milagre da Trinda­de citando cada divindade que faz parte dela:
A.     O Pai
“Aquele que é, que era e que há de vir” (v. 4), isto é, o Deus eterno. Veja 1:8 e 4:8. O Senhor está além da história, não é limitado pelo tempo.
B.      O Espírito
O algarismo “sete” é o número de complementação e de padrão para o cumprimento do Espírito. Em 4:5, as “tochas de fogo” representam os sete Espíritos; e, em 5:6, sete olhos os simbolizam. Cristo tem Espírito séptuplo (3:1), e o Espírito aponta para Cristo.
C.      O Filho
Apresenta-se Cristo, em sua pessoa trina, como Profeta (Fiel Testemu­nha), Sacerdote (o Primogênito dos mortos que é superior aos ressusci­tados) e Rei (Soberano dos reis da terra). A seguir, João louva a Deus pela obra tripla que Cristo realizou na cruz: ele amou-nos, libertou-nos de nossos pecados e constituiu-nos um reino de sacerdotes. Reconquis­tamos em Cristo o domínio que per­demos em Adão.
No versículo 7, Apocalipse faz a primeira de sete referências ao retorno de Cristo (2:25; 3:3,11; 22:7,12,29). Esse retorno dele é público (Dn 7:13; Atos 1:8ss), e não devemos confundi-lo com o do arrebatamento da igreja, que é secreto (1 Ts 4:13ss). Os gentios prantearão Cristo, e os judeus verão aquele a quem traspassaram (Zc 12:10-12; veja Mt 24:27-30).
II. O Cristo que João ouviu (1:9-11)
João estava exilado em ilha locali­zada a cerca de 11 2 quilômetros de Efeso, de onde pastoreava as igre­jas asiáticas. Em Marcos 10:35-45, Tiago e João pediram tronos, mas, anos mais tarde, receberam tribulação. Tiago foi morto (Atos 12), e João, exilado. Ele foi exilado por causa da Palavra de Deus que pregou. É interessante o fato de João mencionar 23 vezes o mar nesse relato. “Na ilha [...] no Espírito” (vv. 9-10, NVI), que situação maravilhosa! Nunca devemos perder nossas bênçãos es­pirituais por causa de nossa locali­zação geográfica.
A voz de Cristo pareceu uma trombeta para João. Em Apocalipse, as trombetas são importantes; em 4:1, a trombeta chama João para o céu, um retrato do arrebatamento da igreja; e em 8:2ss, as trombetas sinalizam que Deus derramará sua ira sobre o mundo. No AT, os judeus usavam trombetas para reunir a assembleia, para anun­ciar as guerras ou para proclamar dias especiais (Nm 10). A trombeta de Deus chamará a igreja para casa (1 Ts 4:1 6), reunirá Israel (Mt 24:31) e anunciará a guerra sobre o mundo (Ap 8:2ss). A voz disse a João que escrevesse esse relato e o enviasse às igrejas das quais estava separado. Havia mais que sete igrejas na re­gião, mas Cristo escolheu essas para representar as necessidades espiri­tuais de seu povo.
III.      O Cristo que João viu (1:12-20)
João não podia mais “conhecer Cristo segundo a carne” (2 Co 5:1 6). Agora, ele é o Rei-Sacerdote ressus­citado e exaltado. João viu o Cristo glorificado em meio a sete candeei­ros, que simbolizavam as sete igre­jas (1:20). O povo de Deus é a luz do mundo; a igreja não criou a luz, apenas a mantem, e_deixa-a briIhar. Não vemos um candeeiro enorme, mas sete candeeiros separados.
Use um guia de referências bíblicas cruzadas (como da Bíblia Thompson) para estudar os símbo­los que essa passagem apresenta para o Cristo glorificado. Suas ves­tes são de um Rei-Sacerdote. Os ca­belos brancos falam de eternidade (Dn 7:9). Seus olhos veem tudo e julgam o que veem (Dn 10:6; Hb 4:12; Ap 19:12). Cristo vê o que acontece nas igrejas e julga. Os pés de bronze dizem respeito ao julga­mento, o altar de bronze era o local em que se julgava o pecado. A voz dele — “como voz de muitas águas” — sugere duas coisas: (1) a Palavra dele, como o mar, tem poder; e (2) todas as “correntes” da revelação divina convergem para Cristo. Veja Salmos 29 e Ezequiel 43:2.
Ele tinha sete estrelas na mão, e estas são os mensageiros (ou pastores) das sete igrejas. É possível que tenham vindo mensageiros dessas igrejas e recebido o relato de Apoca­lipse diretamente de João. As estrelas são os mensageiros (1:20); Cristo se­gura seus servos nas mãos. Veja Da­niel 12:3. Sua Palavra que julga é a espada que sai de sua boca; veja Isaías 11:4, 49:2 e também Apocalip­se 2:12,16 e 19:19-21. O rosto que brilha como o sol fala da glória dele; leia Malaquias 4:2. Em 22:16, ele é a brilhante Estrela da manhã, pois apa­recerá para sua igreja no momento de maior escuridão, pouco antes da ira de Deus surgir no horizonte.
João aconchegou-se ao peito de Cristo quando ele estava na terra (Jo 13:23); dessa vez, ele cai aos pés dele (Dn 8:1 7; e veja Ap 22:8). Hoje, os santos precisam ter cuidado para não se tornar “familiares” demais com Cristo em sua fala e em sua ati­tude, pois ele merece toda a honra e todo o louvor. Ele afirma João e acalma seus temores. Ele é “o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (22:1 3; 1:8), por isso não precisamos ter medo. Ele tem as chaves do Hades, o reino da morte. Um dia, o Hades entregará a alma dos perdidos (20:13-14).
Em 1:19, Cristo resume o relato de Apocalipse (veja o esboço). Se­guir qualquer outra abordagem em relação a Apocalipse, seria presumir que sabemos mais sobre esse relato que Cristo.


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